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Fapesp financia centros de pesquisa para promover inclusão

Proposta é de soluções digitais de redução de barreiras no ensino superior e no mercado de trabalho, para pessoas com deficiência


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Foto: Marketing Unoeste Neto Salvador (cadeirante) enaltece o Ceeldia-SP e a foto é de evento voltado às pessoas deficiência
Neto Salvador (cadeirante) enaltece o Ceeldia-SP e a foto é de evento voltado às pessoas com deficiência

Pelo programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) concede financiamento para 32 novas unidades, incluindo uma em Presidente Prudente.

A busca de produção científica de alto nível é pactuada no fortalecimento de integração entre universidades, institutos de pesquisa e órgãos públicos na formulação de estratégias e soluções inovadoras voltadas à redução de barreiras no ensino superior e no mercado de trabalho, para pessoas com deficiência.

A instalação da unidade prudentina será na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/Unoeste) e a parceria fisicamente mais próxima é da Unoeste. As outras duas universidades públicas paulistas envolvidas são: USP e Unicamp. 

No âmbito internacional estão a universidade espanhola Castilla-La Mancha, na Europa, e o Instituto Tecnológico da Costa Rica, na América Central. São relações que contemplam o caráter interinstitucional e a internacionalização da pós-graduação brasileira; avaliadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O programa também envolve a Secretaria de Estado da Pessoa com Deficiência, cuja atuação está inserida no universo de 2,7 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 6,33% da população paulista. No Brasil são 14,4 milhões, o que significa 7,3 da população.

Em Prudente são 13,6 mil, o que corresponde a 6,2% da população. Número expressivo, maior que a população de cada um de 30 dos 53 municípios que compõe a 10ª Região Administrativa, com sede em Prudente. Os dados são do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022.

Ainda em Prudente, as maiores incidências de deficiências são as visuais com 2,9%; as de locomoção com 2,4%; e as de manipulação de objetos com 1,3%. A taxa de analfabetismo foi constatada pelo censo com o índice de 11,77%, ante 1,66% da população sem deficiência. 

Sobre o acesso à educação, somente 12,6% das pessoas com deficiência têm ensino superior completo, diante de 27,7% da população sem deficiência. Os dados locais, equiparáveis aos estadual e nacional, refletem a região do oeste paulista.

Denominação local 

Em Prudente, a unidade do CCD tem a seguinte denominação: Centro de Ecossistema Educacional e Laboral, Digital, Inclusivo e Acessível do Estado de São Paulo (Ceeldia-SP). Pela instituição sede responde professor doutor Klaus Schlünzen Junior. 

Dentre os principais pesquisadores está a professora doutora Elisa Tomoe Moriya Schlünze, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE), pelo qual a Unoeste oferece mestrado, doutorado e pós-doutorado. A equipe de pesquisadores associados conta com outros professores doutores vinculados à Unoeste.

São parte da equipe o Dr. Felipe Viegas Rodrigues, Dra. Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos e Dra. Carmen Lúcia Dias. Ainda pelo PPGE, existe a perspectiva das professoras doutoras Carmem Silvia de Souza Lima e Daniela Ferreira dos Santos desenvolverem pesquisas em pós-doutoramento no Ceeldia-SP. 

A Dra. Elisa entende ser motivo de orgulho para a Unoeste fazer parte de uma proposta tão importante, no sentido de que os parceiros são de excelência que atuam juntos em várias e diferentes ações que impactam diretamente o desenvolvimento econômico e bem-estar social.

Em publicação no portal, a Fapesp conta que a disponibilidade orçamentária para as 32 duas propostas selecionadas é de R$ 200 milhões. A solicitação anual de recursos é fixada em até R$ 2 milhões por ano, em um período máximo de cinco anos. 

As instituições participantes deverão aportar contrapartidas financeiras ou econômicas equivalentes ao valor solicitado. Os projetos devem apresentar soluções concretas para desafios identificados pelo governo, promover o avanço científico e tecnológico e contribuir para a criação ou o aprimoramento de políticas públicas.

Para o coordenador municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência em Prudente, Neto Salvador, falar de tecnologia inclusiva é vislumbrar um futuro com garantias de que ninguém fique para trás. Ao considerar que a cidade possui boas instituições de ensino superior (com bons pesquisadores) e uma rede de atendimento, cita existir uma demanda social que precisa ser ouvida. 

Sobre o Ceeldia-SP, comenta que as produções de conhecimentos irão gerar soluções capazes de beneficiar não somente Prudente e região, mas todo o estado de São Paulo.  Neto coloca a coordenadoria à disposição. 

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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