Fim do horário de verão interfere no ritmo biológico
Professor doutor do curso de Educação Física da Unoeste, Jair Garcia Júnior, fala sobre mudança
Após cerca de quatro meses de horário de verão, os relógios voltaram a ser atrasados, à meia noite do último sábado (16), nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Com a mudança, o fisiologista e professor doutor do curso de Educação Física, Jair Garcia Júnior, destaca que o atraso também interfere no horário de dormir, de acordar, de fazer as refeições e de todas as demais atividades do dia. “Como nossas funções fisiológicas estão organizadas temporalmente, há necessidade de adaptá-las aos novos horários”, explica.
Segundo Garcia Júnior as funções fisiológicas obedecem a uma distribuição temporal e repetição periódica, recebendo a denominação de ritmos biológicos. “Temos um ciclo de sono e vigília que nos faz sentir sono e despertar em horários pouco variáveis, assim como um ciclo de funcionamento do estômago, intestino e dos processos de digestão e absorção, nos fazendo sentir fome e ativar as contrações e liberação de hormônios e secreções no trato gastrintestinal em determinados horários, mesmo antes de iniciarmos as refeições”.
O fisiologista diz que os diversos ritmos biológicos foram sendo estabelecidos ao longo da evolução devido às necessidades de adaptação à organização temporal de eventos ambientais e necessidades energéticas ao longo do dia e da noite. “As mudanças de rotina impõem adaptações temporárias ou duradouras de nossos ritmos biológicos, de acordo com o reajuste da ordem temporal interna (o marca-passo central), para que possam ser mantidos o equilíbrio e a normalidade das funções corporais e a própria saúde”, completa.
Entre os universitários e jovens adultos em geral, é muito comum a mudança de rotina nos finais de semana quando estendem a vigília até a madrugada na sexta-feira ou sábado, também atrasando o horário de despertar no dia seguinte. Quando começa a semana na segunda-feira, o relógio biológico está desregulado, ocorre sonolência e a produtividade fica prejudicada por dois a três dias, até que os ritmos voltem a ficar completamente regulados.
De acordo com o professor Garcia Júnior, a magnitude das sensações tem uma variação individual, sendo recomendável que a pessoa mantenha sua rotina ajustada aos horários do relógio, já imediatamente após a alteração, para uma melhor e mais rápida adaptação dos ritmos biológicos.
“O melhor é continuar a seguir os horários do relógio, dormindo no mesmo horário (23 horas, por exemplo), mesmo que sinta sono um pouco antes. Da mesma forma, seguir os horários de levantar da cama e realizar outras atividades, incluindo os estudos e a prática de atividades físicas”, conclui Garcia Júnior.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste