Professor da Unoeste leva pesquisas a congresso mundial
Professor de Medicina do Campus Guarujá apresentou estudos sobre relacionamentos na adolescência e transtornos pedofílicos
Relacionamentos afetivos na adolescência e aspectos neurobiológicos relacionados ao transtorno pedofílico foram temas de trabalhos apresentados pelo professor Vítor Martinez de Carvalho, do curso de Medicina da Unoeste Guarujá, no 26th World Congress of Psychiatry (WCP 2026), em Estocolmo, na Suécia. Realizado de 23 a 26 de setembro, o congresso da World Psychiatric Association (WPA) reuniu especialistas de diferentes países para debater temas relacionados à Psiquiatria.
As pesquisas abordam questões relacionadas à Psiquiatria Forense, saúde mental e Justiça. Uma delas discutiu a complexidade dos relacionamentos amorosos na adolescência e sua interface com o sistema judiciário. A outra, desenvolvida em parceria com o ex-aluno Natã Nascimento de Jesus Graça, reuniu evidências científicas sobre alterações neurobiológicas associadas ao transtorno pedofílico.
Relacionamentos na adolescência
Um dos trabalhos foi apresentado no simpósio internacional Adolescent Love: Psychiatric & Forensic Aspects (Amor na adolescência: aspectos psiquiátricos e forenses). A discussão envolveu a complexidade dos relacionamentos afetivos na adolescência, considerando a capacidade de autodeterminação, os possíveis riscos de determinadas relações que envolvam comorbidades psiquiátricas e as diferentes legislações sobre o tema.
Carvalho apresentou a palestra Adolescent Love, Law and Mental Illness: Role of the Judiciary (Amor na adolescência, legislação e transtornos mentais: o papel do Poder Judiciário), que abordou a interface entre a Psiquiatria Forense e o sistema judiciário em situações nas quais uma avaliação técnica pode contribuir para a tomada de decisões.
“Foi possível observar no simpósio a complexidade em se falar de relacionamentos na adolescência, a capacidade de se autodeterminar do adolescente, os eventuais riscos de certas relações que possam envolver comorbidade psiquiátrica e inclusive discutir as legislações de diferentes países acerca dos relacionamentos amorosos na adolescência”.
O professor também destacou o intercâmbio de informações com psiquiatras da Suécia, Romênia e Brasil sobre a contribuição da Psiquiatria, especialmente da área Forense, para decisões do sistema judiciário em situações que demandam avaliação técnica. Entre os pontos discutidos, esteve a possibilidade de estabelecer uma idade específica para caracterizar a compreensão do ato amoroso na adolescência.
Transtorno pedofílico
O segundo trabalho, apresentado em formato de pôster, foi Neurobiological Alterations in Pedophilic Disorders. Desenvolvido em parceria com o ex-aluno Natã Nascimento de Jesus Graça, o estudo é uma revisão de escopo, modalidade que reúne e organiza evidências científicas disponíveis sobre determinado tema.
Neste caso, a pesquisa analisou estudos sobre possíveis alterações neurobiológicas associadas ao transtorno pedofílico. Em termos mais simples, o estudo chama atenção para a necessidade de não confundir a condição psiquiátrica com a conduta sexual ofensiva. A pesquisa analisou o que os estudos científicos apontam sobre o funcionamento do cérebro relacionado ao diagnóstico e destacou que esse conhecimento não permite tratar os dois fenômenos como se fossem iguais.
“Foi um tema particularmente importante de ser discutido, por abordar um transtorno frequentemente compreendido e comentado de maneira equivocada pela sociedade”.
Produção científica internacional
No congresso, o docente ainda atuou como palestrante e moderador do simpósio internacional sobre relacionamentos na adolescência, realizado em 25 de setembro. O encontro contou com a participação de especialistas da Suécia, Romênia e Brasil.
Para Carvalho, a experiência representa a união entre universidade, pesquisa e inovação, além da continuidade do vínculo entre docentes e discentes, especialmente pela participação de um ex-aluno no estudo apresentado.
“Foi gratificante ter essa oportunidade, carregar o nome da instituição e perceber a importância de dar continuidade ao meio científico, com pesquisas, discussões, ainda mais levando um trabalho junto de um ex-aluno, que, para mim, traz o sentimento de pertencimento à instituição, na aproximação entre docente e discente, participando da trajetória dos alunos, das conquistas, contribuindo com o meio científico”.
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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste