Professores que ensinam e também aprendem com seus alunos
Docentes da Unoeste relembram ensinamentos de professores que marcaram suas trajetórias e contam como eles continuam presentes em sala de aula
Ensinar é também aprender. Neste Dia do Professor, docentes da Unoeste compartilham histórias de profissionais que marcaram suas trajetórias e mostram como esses ensinamentos permanecem na relação com os estudantes. Em diferentes áreas, as experiências revelam que educar vai além da transmissão de conteúdos: envolve autonomia, responsabilidade, comunicação, empatia e acolhimento.
Professores que inspiram pelo exemplo
Para a professora Giulia Campos, da Unoeste Prudente, uma das principais lições da graduação foi desenvolver autonomia diante dos desafios, especialmente na tecnologia. Segundo ela, aprender a programar exige investigar, testar e buscar soluções.
“Programação não é uma receita de bolo que você decora e repete. É preciso testar, errar, pesquisar, tentar de outra forma e entender o porquê das coisas”, destaca.
A experiência levou Giulia a adotar em sala de aula uma abordagem baseada na autonomia, valorizando mais a capacidade de pensar e solucionar problemas do que simplesmente ter todas as respostas.
Na área da saúde, o professor da Unoeste Guarujá, cirurgião cardiovascular e cardiologista Fernando Platania, também carrega ensinamentos que vão além da técnica.
Platania destaca o respeito com que esses docentes tratavam os estudantes, vistos como futuros colegas. “Eles tinham em comum um profundo respeito pelo aluno. Eles tinham em comum uma maneira de tratar o aluno não como uma criança, mas nos tratavam como futuros colegas”, relata.
A responsabilidade com o paciente e a importância da comunicação também permanecem entre os principais aprendizados. Como docente, ele procura transmitir esses valores aos estudantes, especialmente a empatia e a compaixão.
“Acima de tudo, ensinar que eles devem tratar os pacientes como eles gostariam de ser tratados ou como eles tratam quem eles amam”, afirma.
Quando um professor desperta uma vocação
A trajetória do professor Thiago Cândido, da Unoeste Jaú, mostra como um educador pode transformar os planos profissionais de um estudante.
Durante a graduação em Biomedicina, Thiago pretendia ser patologista clínico. O contato com o professor, responsável por disciplinas como Biologia Molecular, despertou seu interesse pela docência por meio da clareza e da didática com que conteúdos complexos eram apresentados.
“O meu maior encanto é o processo de ensino e aprendizagem. Ser professor nem passava pela minha cabeça, e eu me descobri na docência”, conta.
No mestrado e no doutorado, Thiago aprende, “cada palavra, cada gesto e escolha durante uma apresentação podem influenciar a transmissão de uma informação. O aprendizado permanece em sua prática profissional”.
O professor que enxerga o aluno
A professora Rafaela Vendrame, docente e coordenadora de Extensão do campus de Jaú, também foi influenciada por uma educadora que marcou sua formação.
Durante a graduação em Biologia, Rafaela teve aulas de Biologia Celular. Em uma disciplina considerada difícil, especialmente no início da graduação, o acolhimento fez diferença.
Segundo Rafaela, a professora reconhecia os avanços dos estudantes e procurava compreender suas dificuldades. Essa experiência tornou-se referência para sua própria atuação.
“É o que eu tento fazer com os alunos: trazê-los para perto e estar atenta às dificuldades que eles têm. Fortalecer aquilo que eles têm de melhor e tentar auxiliá-los com as fragilidades”, afirma.
A influência permaneceu ao longo dos anos, inclusive com a indicação de uma oportunidade de estágio no Butantan e o acompanhamento de diferentes etapas de sua trajetória.
Técnica, humanização e respeito
Professor dos cursos da Unoeste Guarujá, Marcílio Abraços Jorge também destaca que seus maiores aprendizados não ficaram restritos à técnica. Cada professor contribuiu para sua formação profissional, unindo conhecimento científico, cuidado e respeito à singularidade do paciente.
Dentre os ensinamentos, despertou o interesse pelo Centro Cirúrgico e pela Terapia Intensiva e aprendeu sobre equipe multiprofissional, acolhimento e cuidado humanizado. Reforçou a importância de enxergar a pessoa para além da condição de saúde, aprendeu a considerar experiências e diferenças culturais, sociais e individuais.
Hoje, esses aprendizados fazem parte de sua atuação como professor. “Ao longo da minha trajetória profissional, procurei transmitir aos meus alunos os valores e princípios que aprendi”, afirma.
Para Marcílio, competência técnica e sensibilidade humana precisam caminhar juntas. “Trate seus pacientes da mesma forma que você gostaria que o seu familiar mais querido fosse tratado”, resume.
Ensinar também é continuar aprendendo
O professor Hilton Fabrício, da Unoeste Prudente, reforça outra dimensão da docência: “a capacidade de continuar aprendendo com aqueles que compartilham conhecimento”.
Durante a graduação em Ciências Biológicas, um professor despertou em Hilton um novo olhar para as plantas e para a importância de superar a chamada cegueira botânica.
O aprendizado permanece em suas aulas por meio de uma prática inspirada nas propostas do antigo professor. “A representação das plantas em pinturas sobre tela é uma atividade que permite aos estudantes expressar sua compreensão sobre esses organismos e desenvolver um olhar mais integrado para a natureza”.
Atualmente, Hilton também encontra inspiração nos colegas de profissão, aprendendo diariamente com suas experiências e boas práticas.
As histórias dos docentes da Unoeste mostram que um professor pode despertar uma vocação, ensinar uma habilidade, transformar uma forma de pensar ou simplesmente fazer um estudante perceber que alguém acredita em seu potencial.
São ensinamentos que ultrapassam a sala de aula e permanecem na trajetória de quem aprende, muitas vezes, chegando novamente aos estudantes pelas mãos de quem um dia também foi aluno.
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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste