Psicologia Hospitalar amplia cuidado humanizado na saúde
Atuação envolve acolhimento emocional de pacientes, familiares e equipes, enquanto a formação acadêmica prepara futuros profissionais para diferentes cenários de assistência
A Psicologia Hospitalar tem conquistado cada vez mais espaço dentro das instituições de saúde ao contribuir para um atendimento mais humano e integral. Muito além do acompanhamento emocional de pacientes internados, a área atua junto a familiares, cuidadores e equipes multiprofissionais, auxiliando no enfrentamento de situações que envolvem adoecimento, tratamento, reabilitação e cuidados continuados.
Reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), a área desempenha papel fundamental na promoção da saúde e na redução dos impactos emocionais causados por doenças, internações e procedimentos médicos.
De acordo com a professora supervisora de estágio do curso de Psicologia da Unoeste Jaú, Dra. Jhenifer Prescilla Dias Fuzinelli, o trabalho do psicólogo hospitalar está diretamente relacionado à humanização da assistência.
“A Psicologia Hospitalar é uma área voltada ao cuidado das pessoas que vivenciam processos de adoecimento, internação, tratamento, reabilitação ou acompanhamento em serviços de saúde. Sua atuação não se restringe ao paciente, mas também envolve familiares, cuidadores e equipes multiprofissionais”, explica.
Segundo ela, o profissional contribui para acolher o sofrimento psíquico, favorecer a adaptação ao tratamento, fortalecer estratégias de enfrentamento e melhorar a comunicação entre pacientes, familiares e profissionais da saúde.
Formação prepara profissionais para diferentes contextos
Durante a graduação, os estudantes são inseridos progressivamente em atividades práticas que permitem compreender a amplitude da atuação psicológica dentro dos serviços de saúde.
No estágio curricular do terceiro ano, os acadêmicos vivenciam diferentes contextos institucionais, participando de atividades voltadas à promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento do bem-estar.
“A graduação prepara o estudante por meio da integração entre conhecimentos teóricos, técnicos, éticos e práticos. O aluno compreende que o trabalho do psicólogo vai além do atendimento clínico individual e pode contribuir em ações de acolhimento, orientação, educação em saúde e trabalho com grupos”, afirma a docente.
A supervisão acadêmica acompanha todo o processo, garantindo que as práticas sejam desenvolvidas de forma ética e responsável, respeitando os limites da formação e as necessidades dos usuários atendidos.
Para o estudante Cleyton Lopes de Castro Romano, o contato com as atividades práticas foi determinante para ampliar sua visão sobre a profissão. “O contato com as atividades acadêmicas permitiu levar conhecimento, acolher pessoas e ajudá-las a compreender determinadas questões, exercendo um papel próximo ao que teremos como futuros profissionais”, comenta.
Experiências reforçam importância da empatia
A vivência hospitalar tem proporcionado aos estudantes experiências que fortalecem competências essenciais para a carreira, como escuta qualificada, empatia e trabalho em equipe.
A acadêmica Letícia Rossetto da Silva conta que o dinamismo da área foi um dos fatores que despertaram seu interesse pela Psicologia Hospitalar.
“O que mais me chamou atenção foi a possibilidade de atuar em diferentes setores do hospital e lidar com demandas variadas. Isso faz com que o trabalho seja muito dinâmico e desafiador”, relata.
Segundo ela, os casos mais delicados vivenciados durante a graduação reforçam constantemente a importância da ética profissional e da sensibilidade no cuidado. “As experiências mais marcantes mostram o quanto a escuta ativa, o acolhimento e a ausência de julgamentos podem contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida”, destaca.
A estudante Samantha Martins também ressalta o impacto da atuação psicológica em ambientes hospitalares. “Toda semana no estágio eu percebo o quanto a presença de um profissional empático e acolhedor faz diferença dentro do hospital. O cuidado vai além dos sintomas; estamos diante de pessoas com histórias, sentimentos e necessidades específicas”, afirma.
Mercado de trabalho apresenta oportunidades
O crescimento das discussões relacionadas à saúde mental, qualidade de vida e humanização dos serviços tem ampliado as oportunidades para profissionais da área.
A atuação pode ocorrer em hospitais gerais, clínicas especializadas, ambulatórios, unidades de atenção básica, programas de promoção e prevenção em saúde e diversos outros contextos assistenciais.
Para a professora Jhenifer, a expansão do campo está diretamente ligada à compreensão de que a saúde envolve aspectos físicos, emocionais, sociais e comportamentais.
“O mercado de trabalho para a Psicologia Hospitalar e para a Psicologia da Saúde tem se ampliado porque existe uma compreensão cada vez maior de que saúde não se resume à ausência de doença. Os fatores emocionais influenciam diretamente a forma como as pessoas enfrentam tratamentos e situações de vulnerabilidade”, explica.
Apesar das oportunidades, a docente destaca que a área exige preparação contínua. “É um campo promissor, mas que demanda formação permanente, postura ética, capacidade de trabalho em equipe, supervisão e constante atualização profissional”, acrescenta.
Ao proporcionar experiências práticas desde a graduação, a formação em Psicologia contribui para preparar profissionais capazes de atuar em diferentes cenários, fortalecendo o cuidado humanizado e a promoção da saúde em benefício de pacientes, famílias e comunidades.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste