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Violência obstétrica e manejo no parto é tema de simpósio

8ª edição do Simpósio de Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia realizado na Unoeste reuniu alunos, professores e especialistas em palestras e roda de conversa


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Foto: João Paulo Barbosa Violência obstétrica e manejo no parto é tema de simpósio
Roda de Conversa sobre “Violência obstétrica X Manejo adequado no trabalho de Parto: desafios na prática clínica”

A discussão sobre a humanização do parto e os desafios enfrentados na assistência obstétrica norteou o 8º Simpósio de Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, promovido pelo curso de Medicina da Unoeste. O evento reuniu especialistas, estudantes e profissionais da saúde para discutir protocolos atualizados, práticas clínicas baseadas em evidências e estratégias voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher durante a gestação e o parto.

Com o tema “Violência obstétrica X Manejo adequado no trabalho de parto: desafios na prática clínica”, a Roda de Conversa, realiza no simpósio buscou fazer uma reflexão necessária sobre a qualidade da assistência oferecida às gestantes, trazendo ao debate questões éticas, técnicas e humanísticas que impactam diretamente a saúde da população feminina.

Participaram de uma Roda de Conversa os advogados, Dra. Ana Beatriz Bazan Rollo; Dr. Marcus Vinicius Feltrim Aquotti e Dr. Sandro Marcos Godoy; juntamente com os médicos, Dr. Fernando Valejo; Dra. Yasmine Nassr e Dra. Mary Nery. 

“Procedimentos obstétricos são fundamentais em diversas situações para preservar a vida e a saúde materno-fetal. No entanto, quando realizados sem necessidade clínica comprovada, podem configurar uma assistência inadequada”, explica Dr. Valejo.

Segundo os organizadores, um dos principais objetivos do simpósio é promover uma assistência obstétrica mais acolhedora e centrada na paciente, sem abrir mão da segurança clínica. Entre os desafios enfrentados pelos profissionais estão a sobrecarga dos serviços de saúde, limitações estruturais das maternidades e equipes reduzidas.

Foto: João Paulo Barbosa Roda de Conversa reuniu advogados e médicos em debate sobre o tema
Roda de Conversa reuniu advogados e médicos em debate sobre o tema

“Muitas vezes, os profissionais precisam equilibrar intervenções rápidas em situações de urgência com a manutenção de uma assistência empática e humanizada. Esse é um dos grandes desafios da prática clínica atual”, ressalta Dr. Valejo.

Outro ponto central discutido durante o evento foi a importância da comunicação entre equipe multiprofissional, gestante e familiares. A troca clara de informações e a participação da paciente nas decisões relacionadas ao parto são fatores que contribuem para reduzir ansiedade e insegurança, fortalecendo o vínculo de confiança durante o atendimento.

Além disso, o simpósio reforça o papel dos protocolos clínicos na padronização de condutas baseadas em evidências científicas, auxiliando na tomada de decisões mais seguras e evitando intervenções desnecessárias.

Formação ética e humanizada

Para os especialistas, discutir violência obstétrica dentro do ambiente universitário é essencial para a formação dos futuros profissionais da saúde.

“A graduação é um momento decisivo para desenvolver competências ligadas à empatia, comunicação e respeito à paciente. Ao abordar esses temas precocemente, as instituições contribuem para formar profissionais mais conscientes e comprometidos com uma assistência ética e segura”, destaca Dr. Valejo.

Além da roda de conversa, o simpósio contou com palestras voltadas às principais atualizações da área da saúde da mulher.

- HPV: as novas atualizações do rastreamento e conduta, com a Dra. Marina Ayabe; 

- Protocolo 2025 no manejo da pré-eclâmpsia: identificação do risco ao controle das emergências hipertensivas, ministrada pelo Dr. Leandro di Gesu; 

- Uso de terapias hormonais ao longo do ciclo de vida da mulher: análise crítica da anticoncepção, terapia de reposição e implantes hormonais, com a Dra. Carol Rocha. 

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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