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Vivência no exterior desafia capacidade de ir mais além

Egressa de Agronomia faz intercâmbio em fazenda e universidade dos EUA e se vê mais forte do que pensava


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Foto: Cedida Vivência no exterior desafia capacidade de ir mais além
Ana Carolina no skydech do Willis Tower, em Chicago
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Plantação de repolho, na fazenda em Foley, em Minnesota
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Ana Carolina durante trabalho em casa de vegetação

Trabalho na roça, moradia improvisada num barracão na fazenda e venda da produção no varejo como fazem os feirantes. Estas são algumas das situações vividas por Ana Carolina Marinho Leme, egressa do curso de Agronomia da Unoeste e que retorna de intercâmbio nos Estados Unidos. Ela conta histórias interessantes sobre sua vivência no exterior, que servem como dicas para quem pretende ampliar seus estudos fora do Brasil, seja qual for sua área profissional. Para essa engenheira agrônoma foi uma experiência excelente, especialmente de crescimento pessoal, ao ponto de descobrir uma força, daquelas que não se sabe ter, até que se passe por situações de desafio.

A trajetória da primeira experiência internacional da jovem de Pirapozinho (SP) começa na reta final da graduação, quando procura a Assessoria de Relações Interinstitucionais da Unoeste e manifesta o interesse de intercâmbio ao assessor Dr. Antonio Fluminhan Júnior, que indicou o Minnesota Agricultural Student Trainee (Mast), da Universidade de Minnesota e a encaminhou para um dos três representantes do intercâmbio no Brasil, o médico veterinário Wagner Lebedenco, também egresso e o primeiro da Unoeste a fazer o treinamento nos Estados Unidos, em 2001. Recebeu todo o suporte necessário e em duas semanas estava com a documentação pronta.

Em setembro de 2014 enviou os documentos para a universidade norte-americana. Em janeiro de 2015 recebeu retorno por e-mail. Então, foi marcada entrevista com o dono da fazenda, via skype. Tudo em inglês. Aprovada, foi ao consulado retirar o visto, em São Paulo. Nesse programa, todos os custos são do intercambista. A estimativa de Ana Carolina é que tenha investido R$ 12 mil, incluindo a viagem aérea. Porém, como o intercâmbio é remunerado, ganhou o suficiente para cobrir todas as suas despesas, incluindo estadia e viagens para algumas cidades, e ainda retornar ao Brasil com algum dinheiro. Foi em abril para Foley, no Estado de Minnesota. Nos primeiros cinco meses, morou e trabalhou na fazenda.

A moradia improvisada num barracão oferecia cozinha, banheiro e um quarto para sete jovens acomodadas em beliches, sendo quatro ucranianas, duas brasileiras e uma chinesa. Parte inserida no Mast e outra de trabalhadoras rurais. Inicialmente, foram dois meses trabalhando no plantio de morango, milho, repolho, blueberry (mirtilo), framboesa, abóbora, tomate, melão e melancia, entre outras culturas plantadas extensivamente e não em canteiros de hortas como ocorre no Brasil. Depois, ocupou-se com tratos culturais, como os de estaquear tomates e rodar morangos. Na fazenda, a tarefa final foi a de venda de produtos no varejo.

Já com a Van carregada, a saída era às 6h para estar na cidade por volta das 8h, onde escolhia um ponto estratégico para vendas. Passava o dia, somente retornando para a fazenda à noite; geralmente às 21h. Como o norte-americano tem a cultura de dar gorjeta, Ana Carolina se sentia estimulada à venda, pois fazia um bom dinheiro extra ao ganho na propriedade rural. Ganhava por hora e chegava a trabalhar 14 horas por dia. Trabalhava de domingo a domingo. Ao deixar a fazenda e ir para Sant Paul, onde ficou oito meses, morou num apartamento próximo à universidade, dividido com a colega brasileira Bruna Bacco, de Mandaguari, no Paraná.

Na universidade cursou inglês, patologia de plantas e ciência básica de solo; e trabalhou no laboratório de patologia de soja. Esteve envolvida num projeto de mutação genética. Lá ficou em aberto a possibilidade de uma bolsa de mestrado, mas confessa não ter a pretensão de seguir carreira acadêmica. Está empenhada em ingressar no mercado de trabalho, preferencialmente numa multinacional. Ao optar pela agronomia, escolheu a Unoeste. Já possuía uma graduação em universidade pública. Tinha feito zootecnia na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Conta que a qualidade do ensino em agronomia contribuiu muito para o treinamento nos Estados Unidos.

Durante uma semana, em março, viajou para algumas cidades. Entre outras, esteve em Miami e Orlando, no Estado da Flórida; Chicago, em Illinois; Atlanta, na Geórgia; e Nashville, no Tennessee. Pagou com seu próprio dinheiro, ganho na fazenda e na universidade. Conforme Ana Carolina, o Mast é um ótimo programa, no qual se sentiu plenamente amparada, incluindo a retaguarda do representante no Brasil e da assessoria da Unoeste. A Universidade de Minnisota oferece treinamento e estudos nas áreas de produção animal e vegetal, para recém-formados em ciências agrárias. 

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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