Fisiatria é tema de nova liga da Medicina
Aula inaugural contou com a presença do médico Eduardo Rocha, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e de Reabilitação

A Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp/Unoeste), em busca de sempre levar aos alunos o que há de mais atual na área, tem investido constantemente em estudos de especialidades consideradas novas na saúde. Com esse objetivo, foi realizada na noite dessa segunda-feira (18), no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, a aula inaugural da Liga Acadêmica de Fisiatria (Lafu). A atividade contou com a presença do vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e de Reabilitação (ABMFR), o médico Eduardo Rocha e do diretor das Faculdades de Medicina e preceptor da liga, Dr. Gabriel Carapeba.
De acordo com Rocha, a fisiatria é a área da medicina responsável pela reabilitação do paciente. Ele conta que atualmente no Brasil o ramo age em duas grandes frentes: no tratamento dos pequenos incapacitados, ou seja, na parte clínica das doenças musculoesqueléticas, e também no tratamento dos pacientes chamados grandes incapacitados, como por exemplo, pessoas com lesão medular ou que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Trabalhamos com toda aquela parte não cirúrgica, que tradicionalmente as pessoas acreditam que seja exclusiva da ortopedia, mais especificamente na dor musculoesquelética do paciente, no tratamento clínico. O médico fisiatra vai coordenar a equipe de reabilitação e vai seguir esse paciente durante todo o seu processo de tratamento”, explica o vice-presidente da ABMFR.
Ele salienta ainda que apesar da área ter começado no Brasil em 1954, ela ainda não é tão conhecida no país, sendo assim considerada uma especialidade pequena e de poucos médicos. “A reabilitação hoje é uma demanda crescente em todos os centros médicos do mundo. Com a população envelhecendo, nós vivemos mais, porém, com isso, também temos mais doenças crônicas e mais incapacidades. Em um futuro próximo nós teremos um aumento significativo de especialistas nesta área para suprir essa necessidade de pacientes que precisarão de reabilitação de alguma maneira”, considera.
Para o preceptor da Lafu, Dr. Gabriel Carapeba, a função desta liga, durante o tempo de treinamento dos acadêmicos membros, é mostrar que o trabalho do médico fisiatra é extremamente essencial para a vida do paciente. “Quando passamos a entender o que é reabilitação física, nos sentimos na obrigação de falar para todo e qualquer colega de profissão, pois percebemos que saber algumas pequenas coisas fazem diferença na vida do paciente. Paralelamente a isso, sabemos a escassez de fisiatras no mercado. Então, essa é uma especialidade que estamos sempre ensinando aos outros médicos”, fala.
Carapeba explica que a fisiatria trata o paciente como um todo, com o intuito de reabilitá-lo para deixá-lo o mais independente funcionalmente possível. “Nós temos a função também de trabalhar com a família desse indivíduo em casos em que ele não foi 100% reabilitado. Orientamos os cuidadores, trabalhamos com serviço social, enfermeiros, psicólogos, enfim, o nosso papel é treinar uma grande equipe, não só de médicos, mas composta por outros profissionais, sempre com o objetivo de proporcionar uma vida melhor ao paciente”, diz.
Ismaylim Miguel Tetila Banar, do 10° termo do curso de Medicina da Unoeste, é a presidente da Liga Acadêmica de Fisiatria. De acordo com ela, que sempre se interessou muito pela área, a Unoeste é privilegiada, já que tem um médico fisiatra como diretor da Famepp. “São poucos médicos especialistas no Brasil e quando fiz o convite para o Dr. Gabriel sobre a criação da liga, fui atendida imediatamente e ele se prontificou a me ajudar como preceptor, se mostrando muito interessado pela ideia. Desde então, fazemos reuniões desde agosto do ano passado para a liga se tornar realidade”, salienta.
A estudante pontua que durante os encontros da liga serão debatidos temas levantados pelos próprios membros, juntamente com a diretoria e o preceptor. “Não temos um assunto definitivo, conforme forem surgindo dúvidas, nós falaremos sobre os assuntos, além de trazer profissionais convidados para debaterem conosco. Temos ainda um projeto de produzir um livro digital sobre fisiatria juntamente com a o Dr. Gabriel. Então, para os acadêmicos, participar da liga será um grande ganho”.
Além disso, Ismaylim acrescenta que serão elaborados alguns projetos científicos para publicação e apresentação em congressos. “Já no ambulatório, colocaremos tudo isso em prática. Estaremos desenvolvendo atividades presenciais, que entram no currículo acadêmico como horas complementares. A liga possibilitará uma abrangência muito grande para o acadêmico participante”, finaliza.
Os encontros da Lafu serão realizados quinzenalmente no HR, sempre às 19h.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste