Aluno do curso de Fisioterapia conquista bolsa para pesquisa
Feito de alto nível tem o caráter interinstitucional e internacional, envolvendo a Unoeste, USP e Universidade de Nebraska
Estudante do curso de Fisioterapia da Unoeste obtém bolsa para pesquisa em iniciação científica, de caráter interinstitucional e internacional, com colaboradores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos.
A relevância acadêmica tem ainda a dimensão do reconhecimento de suas agências de fomento, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O estudo é sobre alterações do músculo em camundongos geneticamente modificados, para entender a perda e a recuperação da massa muscular causada pela falta de movimento. Experimento animal, com foco na saúde humana.
O projeto tem a autoria de Israel Martins de Campos, com a orientação da professora doutora Francis Lopes Pacagnelli e as parcerias dos cientistas Dr. Anselmo Moriscot, da Unesp, e Dr. Ivan Vechetti, da universidade norte-americana.
A professora explica que a ideia do projeto submetido à apreciação e aprovação da Fapesp surgiu para que parte das análises musculares fossem realizadas no Brasil, com a participação de alunos da graduação.
Brasil e exterior
É um projeto Fapesp, aprovado este ano, está inserido em outro projeto que é do CNPq, do Programa Conhecimento Brasil – Apoio a Projetos em Rede com Pesquisadores Brasileiros no Exterior, aprovado em janeiro do ano passado.
“Solicitamos permissão ao CNPq e Fapesp para incluirmos um aluno para nos auxiliar nas análises e ambas as agências de fomento autorizaram”, explica que por meio de processo seletivo, mediante a publicação de edital, Israel foi selecionado.
Para o aluno, a bolsa representa oportunidade única de formação científica sólida, permitindo dedicação à pesquisa, desenvolvimento de autonomia intelectual, pensamento crítico e vivência em ciência desde a graduação.
“É também um diferencial importante para sua jornada acadêmica e carreira profissional, com possibilidades de doutorado direto; bolsas em programa de pós-graduação; e pontuações diferenciadas em provas de residência”, comenta a Dra. Francis.
Diz também que a bolsa fortalece o curso de Fisioterapia da Unoeste como área produtora de conhecimento científico, indo além da prática clínica e contribuindo diretamente para a compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos em doenças musculares.
Ampliando horizontes
“O projeto aproxima a formação do fisioterapeuta da pesquisa básica e translacional, ampliando horizontes para atuação em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novas terapias”, afirma.
“Contribui para a formação de profissionais mais críticos, atualizados e comprometidos com a ciência baseada em evidências”, pontua e resulta que aprovação da bolsa Fapesp contribui para elevar o prestígio institucional da Unoeste.
Neste aspecto, cita que a universidade demonstra sua capacidade de desenvolver pesquisas competitivas, trazendo recursos de agências de fomento. O que fortalece os programas de pesquisa e a iniciação científica.
Aponta ainda outro fator significativo que está em contribuir para ampliar a visibilidade da Unoeste como centro de produção científica relevante, favorecendo futuras parcerias, captação de recursos e consolidação da pós-graduação.
Israel fará as análises histológicas na USP e na Unoeste, com o Dr. Anselmo. As análises genéticas foram feitas na Universidade de Nebraska e enviadas à Unoeste, em Presidente Prudente pelo Dr. Ivan.
Em alto nível
A Dra. Francis conta que o Dr. Ivan é pesquisador de destaque no âmbito de instituição de ensino e pesquisa americana com grant (subsídio) aprovado pelo National Institutes of Health (NHI), o que eleva o padrão de internacionalização da pesquisa da Unoeste.
Requisito de avaliação dos programas de pós-graduação pela Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), a internacionalização e estratégico para instituições que buscam maior visibilidade e impacto acadêmico no cenário global.
Parceria que também favorece a troca acadêmica, com possibilidades de estágios de estudantes e pesquisadores da Unoeste; além de impactar a formação de estudantes com experiências e visões científicas ampliadas e acesso a métodos e tecnologias de ponta.
Outro aspecto em relevo é a valorização pelas agências de fomento, como as da Capes, CNPq e Fapesp; como forte potencial em aumentar a publicação científica em periódicos de alto impacto, fortalecendo políticas institucionais de cooperação internacional.
A Dra. Francis conta que os músculos para análise chegaram na semana passada, após longo processo que teve todo ajuda e subsídio da Unoeste, por meio da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação.
Importante colaboração
Trâmite que contou com empenho e colaboração do pró-reitor Dr. Adilson Eduardo Guelfi e do coordenador da Coordenadoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI), Dr. Jair Rodrigues Garcia Junior.
Ao ver materializado o sonho de colocar a sua marca no mundo, Israel explica que neste momento o estudo é desenvolvido aqui, mas espera conquistar outra bolsa que permita intercâmbio nos Estados Unidos.
O caminho para chegar à Bolsa de Estágio e Pesquisa no Exterior (Bepe) passa pela realização das análises histológicas e apresentação de relatório. Israel ingressou no curso de Fisioterapia em 2023 e chegou, chegando.
Logo de cara ingressou em três ligas acadêmicas, se envolveu em projetos de iniciação científica e fez extensão no Projeto Hipoterapia, mantido em parceria do curso com a Cavalaria da Polícia Militar em Presidente Prudente.
Pela primeira vez está em projeto como 1º autor e conta que a conquista passou pela avaliação do seu histórico escolar (notas acima de 8,0); produções extracurriculares; participações em eventos científicos; publicações de artigos; e entrevista.
Encontro e congresso
Tem no seu currículo participações do Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe), realizado pela Unoeste; e no Congresso Brasileiro de Cardiologia (SBC 2025), em São Paulo, com a apresentação de resumo.
Com inclinação para a área da saúde, Israel passou a maior parte do ensino básico pensando em medicina; depois pensou em relações internacionais; mas acabou optando por fisioterapia, por duas razões.
A primeira delas: a de trabalhar com pessoas e poder afetar positivamente a vida delas. A segunda: por compreender que a fisioterapia é contato humano e visão biopsicossocial, para entender qual a patologia de cada paciente.
O alcance sobre as múltiplas dimensões da atuação do fisioterapeuta e sobre a qualidade dos recursos humanos e técnicos proporcionados pela Unoeste, foi possível através de amiga que estava se formando: a hoje fisioterapeuta Beatriz Santiago.
Na época que ingressou morava perto do campus 1 e nem precisava de meio de transporte; sendo dois quarteirões a mais, a partir de onde fez o ensino médio: Escola Estadual Professora Maria Luiza Bastos.
Força em família
Natural de São Bernardo do Campo, órfão de pai caminhoneiro aos 6 anos de idade, Israel e seu irmão caçula Thiago foram com a mãe Sheila Martins de Campos para Manaus, terra dos avós maternos. Depois vieram para Prudente, onde estão há dez anos.
A mudança foi motivada pelo tio Valdecir Martins, pastor da Igreja Adventista da Promessa, que já estava radicado em Prudente. Thiago também faz o curso de Fisioterapia da Unoeste, vocacionado para a área esportiva.
A mãe é professora de educação especial em escola do município de Álvares Machado. Israel faz graduação com bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni) e sonha com a residência em fisioterapia (especialização), mestrado e doutorado.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste