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Pesquisa levanta os 100 anos do algodão na região


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Quando Presidente Prudente vivia seus primeiros oito anos da fundação que ocorreu em 1917, famílias de agricultores procedentes de outras cidades começaram a produzir algodão, em 1926. Agora, em 2026 são 100 anos da produção de algodão na região.

Foram 54 anos de grande produção, considerando o declínio de áreas plantadas em 1980, por conta do bicudo do algodoeiro, praga que devastou lavouras, endividou e desestimulou produtores.

A expansão algodoeira ocorreu devido à redução do mercado internacional consumidor de café, o que levou produtores à falência. Cenário que se agravou com a crise econômica de 1929, quando o mundo enfrentou a Grande Depressão um período de cerca de dez anos marcado por forte recessão no sistema capitalista

Existiram em Prudente grandes empresas processadoras do algodão, incluindo a extração do caroço para produção de óleo vegetal. Dentre elas a Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra).

Outra grande foi a unidade prudentina das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM); na época o maior conglomerado industrial da América Latina. Teve ainda a Mac Faden e Anderson & Clayton.

Estudantes de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA) da Unoeste, juntos ao professor doutor Fábio Rafael Echer, estão fazendo o resgate dessa história.

Levantamento de dados

O levantamento de dados começou nesta semana em arquivos do Museu e Arquivo Histórico Prefeito Antônio Sandoval Netto, mantido pela Prefeitura de Presidente Prudente. Foram extraídas informações de documentos e jornais.

Na próxima semana haverá encontro com a família Cordeiro, em Martinópolis, que é uma das antigas produtoras de algodão. A ideia é traçar um paralelo o que era feito no passado e o que é feito hoje, para vislumbrar o futuro dessa cultura no oeste paulista. 

“Uma das poucas famílias com tanto histórico de cultivo de algodão na região. São produtores que têm adotado resultados da pesquisa produzida na Unoeste. Eles têm percepção muito grande da pesquisa científica e isso tem ajudado a remodelarem os sistemas de produção deles”, diz o Dr. Fábio.

No espaço temporal do início dos 1980 até 1985 foram encontradas poucas matérias jornalísticas sobre a agricultura em geral. “Isso mostra o quanto a gente tem que colaborar com os veículos de comunicação para documentar esse registro histórico”, comenta.

Outro aspecto comentado pelo professor pesquisador é o de conhecer o passado possibilita entender o que houve para poder ajudar a moldar um futuro sempre melhor e com menos sofrimento.

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