Gestão e empreendedorismo ganham espaço na Fisioterapia
Evento com presidente do Crefito-3 aproxima estudantes do mercado de trabalho e reforça a importância do empreendedorismo na área
Já pensou em como a gestão e o empreendedorismo podem transformar o futuro da Fisioterapia? Para debater essas novas perspectivas, o campus de Jaú da Unoeste recebeu o doutor Raphael Ferris, presidente do Crefito-3 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região) para um encontro especial com o tema: “Crefito-3: Gestão, Empreendedorismo e o Futuro da Fisioterapia”.
O bate-papo reuniu alunos do curso de Fisioterapia e profissionais da área em um encontro direto com a diretoria do conselho profissional, promovendo um espaço aberto para discussão sobre a formação e atuação do fisioterapeuta.
Antes de iniciar o espaço para perguntas, foi formada uma mesa composta pela professora Priscila Cestari, pelo coordenador do curso de Fisioterapia, professor doutor Victor Fabricio, pela delegada do Crefito-3, Priscila Gabas, e pelo doutor Raphael Ferris, presidente do conselho. Cada um compartilhou um pouco sobre sua trajetória e vivências na profissão.
Preparação para os novos desafios
Reforçando a importância de ampliar a formação dos futuros fisioterapeutas para além da prática clínica, a coordenação do curso destacou a necessidade de inserir, ainda na graduação, discussões voltadas à gestão e ao empreendedorismo.
“É importante a gente trazer o tema para a discussão porque apesar da fisioterapia ser um curso da saúde, e um trabalho que requer muita técnica, isso não elimina o fato de que boa parte dos nossos egressos vão ser autônomos. Então, ter habilidades e competências de gestão vai fazê-los se diferenciarem no mercado de trabalho”, comenta.
Victor também destacou como o perfil do fisioterapeuta tem mudado nos últimos anos, exigindo profissionais cada vez mais preparados para se adaptar às novas demandas.
“Apesar de ter um bom espaço para profissionais nas diversas áreas, o mercado está mais competitivo. Cada vez mais temos novas tecnologias surgindo a uma velocidade impressionante, conseguir abraçar essas tecnologias e saber empreender vai ser importante para o desenvolvimento pessoal e profissional dos fisioterapeutas”, finalizou o coordenador.
Visão de mercado desde a graduação
Para o estudante do 7º termo de Fisioterapia, Vitor Bacili, o contato com gestão e empreendedorismo já faz parte da sua vivência e reforça a importância de uma formação alinhada às exigências do mercado.
“Por estar no 4º ano, já havia relacionado a fisioterapia ao empreendedorismo, pois além das vivências trazidas pelos docentes e a saída da universidade, no período que estou já tive a oportunidade de ter uma matéria sobre empreendedorismo, a qual me fez relacionar ainda mais a atuação do fisioterapeuta com o empreendedorismo”, afirma.
Sobre a aproximação com o conselho, o aluno ressalta o papel institucional e a importância na construção da identidade profissional. “Estar mais próximo ao Crefito-3 representa o vínculo institucional e a seriedade da Unoeste na formação de fisioterapeutas”.
Por fim, ele reforça como iniciativas como essa contribuem diretamente para sua formação e planejamento de carreira.
“As palestras que o Crefito-3 dão aqui na Unoeste contribuem para uma formação adequada às normas e éticas dentro da Fisioterapia, além disso, são boas para conhecer mais da profissão e planejar o futuro visando o mercado de trabalho”.
Conexão entre universidade e conselho
Destacando a qualidade da formação oferecida pela Unoeste, o presidente do Crefito-3 ressaltou a relevância da universidade na preparação de fisioterapeutas para o mercado de trabalho.
Recentemente, o curso de Fisioterapia no campus Jaú acaba de alcançar a nota máxima (5) na Avaliação de Reconhecimento de Curso do Ministério da Educação (MEC).
“Primeiramente, é bem interessante a gente estar aqui na Unoeste. É uma universidade que forma muito bem fisioterapeutas. Os dados são bem relevantes e hoje a gente vem falar sobre essa transição dos alunos para o mercado de trabalho, para o empreendedorismo, para a gestão de carreira dele”, comenta Dr. Raphael.
Para ele, é fundamental que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais estejam preparados não apenas para atuar tecnicamente, mas também para gerir seus próprios caminhos profissionais.
“Um dos desafios é como esses alunos vão se inserir num mercado qualificado. Eu acho que esse é um grande desafio, que permeia ali a gestão de carreira, aquela lógica do que eles querem como carreira, como profissionais. E o outro ponto, no qual o conselho se debruça muito, é formar fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais gestores dos seus negócios e das suas carreiras”, destaca.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste