Tese gera protocolo de raciocínio clínico na educação médica
Modelo desenvolvido com a utilização do método Kolb é aplicável para outras formações profissionais na área da saúde
Estudo sobre o desenvolvimento do raciocínio clínico para estudantes de Medicina é apresentado e visto na defesa de tese, no âmbito da educação, como protocolo pedagógico a ser replicado na educação médica brasileira e em outros países.
Avaliadores entenderam que o protocolo ganha a dimensão para formações profissionais também em outras áreas da saúde. O avaliador Dr. José Carlos Aguiar Bonadia irá propor curso para alunos da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.
A avaliadora Dra. Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos sugeriu que o protocolo seja disponibilizado na Be Active, plataforma da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) sobre estilos de aprendizagem e metodologias ativas.
Proposta ratificada pelo orientador do médico Ronald Sergio Pallotta, durante o doutorado em Educação na Unoeste, Dr. Sidinei de Oliveira Souza Filho, um dos envolvidos na elaboração da plataforma que também a participação da Dra. Danielle.
Para o Dr. Carlos Eduardo Panfilio, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a tese demonstrou que a aplicação do método Kolb em experimento com estudantes de Medicina é factível de ser aplicado como complementação na fase pré-internato.
Ampla consistência
Com o entendimento de que a tese apresentou consistência metodológica, teórica e pedagógica, a Dra. Elisa Tomoe Moriya Schlünzen classificou o protocolo como muito bom, inclusive por ser uma construção concreta e aplicável.
A tese “A aprendizagem experiencial de Kolb como abordagem para o desenvolvimento do raciocínio clínico em estudantes de Medicina” foi levada à defesa pública no dia 27 de março junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGA) da Unoeste.
A proposta foi testar o método Kolb com relação ao raciocínio clínico como processo cognitivo e lógico usado por profissionais da saúde para coletar, interpretar a analisar dados do paciente, permitindo formular hipóteses e decidir o tratamento adequado.
Método desenvolvido pelo Dr. David Allen Kolb, psicólogo social norte-americano, educador de adultos e teórico educacional. Sua teoria é a de que a aprendizagem implica um processo reflexivo pelo qual a profissionalidade se desenvolve.
Estágios e perfis
Nesse contexto, a aprendizagem é caraterizada por preferências e formas individuais de lidar com o conteúdo que está sendo ofertado. O modelo oferece estrutura para os professores adaptarem suas abordagens para entender necessidades individuais.
Ainda como parte do processo de aprendizagem mais eficaz e envolvente; são levados em consideração quatro estilos de alunos. Não necessariamente nesta ordem, tem o acomodador, que é o perfil de quem gosta de desafios e experiências.
O convergente, que gosta de colocar ideias em prática, resolver problemas e tomar decisões; o assimilador, com facilidade em desenvolver métodos e organizar de forma lógica e concisa; e o divergente, com capacidade de gerar ideias e explorar alternativas.
Assimilação e evolução
Na produção de tese do médico Ronald, o método Kolb para o desenvolvimento do raciocínio clínico em estudantes de Medicina foi aplicado experimentalmente com alunos do 7º termo de um curso de Medicina.
A aplicação ocorreu em15 horas de atividades, em cinco encontros de 3 horas cada um. A 1ª fase foi de diagnóstico, a 2ª de intervenção e a 3ª consistiu na análise final; utilizando a plataforma Be Active.
Com a utilização de ferramentas tecnológicas e análise textual discursiva, a aplicação do método Kolb demonstrou que a maioria dos alunos assimilou; dando um salto importante no raciocínio clínico, com ganhos do primeiro ao último encontro.
O médico Ronald Sérgio Pallotta Filho foi aprovado para receber o título de doutor em Educação pelos avaliadores externos Dr. Bonadia e Dr. Panfilio, da Faculdade de Medicina de São Paulo e na Unifesp; Dra. Elisa e Dra. Danielle, da Unoeste.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste