24º Congresso Médico Estudantil traz programação variada
Iniciativa organizada pelos próprios alunos de Medicina, com apoio docente, teve início nesta quinta (15) e prossegue até sábado (17)
“Medicina: do início ao fim” é o tema principal da 24ª edição do Congresso Médico Estudantil de Presidente Prudente (Comepp), promovido pelo curso de Medicina da Unoeste por meio do Diretório Acadêmico Dr. José Hamilton do Amaral. Com uma programação diversificada entre palestras, minicursos, exposição de trabalhos e mesas-redondas o evento, que teve início nesta quinta-feira (15), ocorrerá até sábado (17).
Na abertura oficial, realizada no Teatro César Cava, os participantes foram recepcionados com apresentações musicais de Matsu e Banda. Em seguida, foi composta a mesa principal, com a presença de Nilva Galli (coordenadora geral da Medicina), Fernanda Miranda Caliani (presidente docente da organização), Carolina Miranda Duailibi (presidente discente da organização), Marisa Miranda (presidente da Associação Paulista de Medicina – APM – regional de Presidente Prudente) e de Jorge Yochinobu Chihara (diretor do Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente – DRS-11).
Após o encerramento da solenidade foram apresentadas as palestras “O desenvolvimento neurológico infantil e seus contratempos” e “O desenvolvimento do adolescente”, ministradas respectivamente pela Dra. Maria José Martins Maldonado, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e pela pediatra docente de Medicina da Unoeste, Julia Kerr Catunda Machado.
Neuropediatra e presidente da Associação Médica do Mato Grosso do Sul, Maria José explica que o diagnóstico precoce dos problemas neurológicos permite instituir uma terapêutica que traga um desenvolvimento melhor para a criança. “Dependendo da patologia, o médico é capaz de intervir, mas não de resolver a situação”. Via de regra, sabe-se que os quadros neurológicos são os mais graves e, com a evolução da ciência eles mudaram conforme os anos. Com mais de 30 anos de profissão, ela relata que já vivenciou diversas fases da medicina. “Antes tínhamos uma realidade diferente com casos como meningite, desnutrição e encefalite que determinavam sequelas que hoje não existem mais. Por outro lado, temos que lidar hoje com situações que evolutivamente culminaram em outros problemas como o autismo, dislexia, zika e microcefalia”.
Enquanto Maria José tratou sobre a infância, Julia aproveitou para explanar sobre a adolescência. “Apresentei estudos científicos de imagem por meio de ressonância nuclear magnética, que demonstram alterações cerebrais bastante importantes e que justificam um pouco do comportamento do ser humano nessa fase”. Com uma abordagem diferente da tradicional, a pediatra declara que as alterações sofridas nesse período da vida possuem uma base fisiológica de neurotransmissores que é fundamentada por uma psicodinâmica baseada em exames de imagem. “Além desses aspectos, aproveitei para traçar um panorama sobre a medicina do adolescente no Brasil”.
Comepp – Fernanda Miranda Caliani, presidente docente da comissão organizadora do congresso justifica que o tema “Medicina: do início ao fim” foca o desenvolvimento humano e aproveita também para falar sobre os avanços tecnológicos da área. “Elaboramos uma programação que engloba desde o início do ciclo da vida (infância e adolescência), fase adulta até os cuidados paliativos e a morte”. Sobre as tendências atuais, ela expõe que serão focadas principalmente: a dermatológica e a de reprodução assistida. “Uma novidade no Comepp são as mesas-redondas realizadas na tarde desta sexta (16), que terão como foco temas polêmicos evidenciados ou discutidos pela mídia como os tipos de parto (cesárea e humanizado), protocolo de morte encefálica, mastectomia profilática, transfusão de sangue versus religião e veganismo”.
Carolina Miranda Duailibi, presidente discente da organização destaca que a adesão dos acadêmicos no 24º Comepp atendeu as expectativas. “Desde abril preparamos esse evento com o intuito de trazer abordagens que sejam de interesse dos alunos”. Nilva Galli, coordenadora geral da Medicina acrescenta que esse engajamento dos universitários é benéfico tanto para os envolvidos na preparação da inciativa, quanto para os participantes das atividades propostas. “O diretório acadêmico e os docentes engajados em todo o planejamento desse congresso estão de parabéns, pois é possível verificar uma programação enriquecedora que acrescentará muito na formação desses futuros médicos”, conclui.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste