Avanço da estética destaca atuação do biomédico no Brasil
Especialista destaca crescimento do mercado, valorização internacional e a necessidade de base científica sólida na atuação estética
A biomedicina estética tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, impulsionada por um mercado em expansão e pela valorização internacional dos profissionais formados no país. Durante palestra, a médica e biomédica Thuanny Karla Farina destacou que o setor vive um momento de crescimento acelerado, especialmente com o aumento da procura por procedimentos minimamente invasivos.
Segundo a especialista, o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global da estética. Além de ser um dos países com maior demanda, também se diferencia por permitir a atuação de profissionais não médicos em procedimentos minimamente invasivos, algo ainda restrito em outras partes do mundo.
“O mercado brasileiro é muito grande, populoso e com alta demanda. A estética brasileira é reconhecida mundialmente, o que valoriza ainda mais o currículo de quem se forma aqui”, explicou.
Dados recentes reforçam esse cenário positivo. O setor estético movimenta cerca de R$ 48 bilhões por ano no país, com crescimento contínuo e perspectiva de expansão ainda maior nos próximos anos, impulsionado inclusive por novas tendências e demandas do público.
Apesar do cenário promissor, Thuanny alerta para a necessidade de responsabilidade e qualificação. Para ela, a atuação na área exige mais do que domínio técnico de procedimentos: é fundamental ter conhecimento aprofundado em áreas como fisiologia, biologia celular e avaliação clínica.
“A base da estética começa lá atrás, nas disciplinas fundamentais. Sem entender o funcionamento do corpo, o profissional não consegue interpretar corretamente o que acontece com o paciente”, afirmou.
A especialista também ressaltou que a avaliação estética não deve ser subestimada. Muitas vezes, alterações na pele estão relacionadas a fatores internos, como alimentação, hidratação ou condições de saúde, o que exige um olhar clínico mais amplo por parte do profissional.
Outro ponto de atenção é a segurança. Procedimentos minimamente invasivos, embora não cirúrgicos, envolvem riscos e devem ser realizados dentro das competências legais de cada profissional. Além disso, a responsabilidade vai além da técnica, incluindo também o ambiente de atendimento e o bem-estar do paciente.
Integração entre teoria e prática
O debate sobre qualificação profissional e mercado de trabalho também esteve presente na 1º Jornada de Biomedicina Estética da Unoeste Guarujá. A atividade foi organizada com o objetivo de complementar a formação dos estudantes, integrando fundamentos teóricos, práticas aplicadas e discussões sobre o cenário profissional.
De acordo com a coordenadora do curso, Anna Teles, a área exige profissionais cada vez mais preparados. “A biomedicina estética está em expansão e demanda atualização constante nos aspectos científicos, éticos e legais”, destacou.
A jornada também contou com contribuições de especialistas, como a abordagem sobre fisiopatologia da pele aplicada à estética, ministrada pela Dra. Tatiana Brito, e a apresentação dos principais procedimentos minimamente invasivos, conduzida pela Dra. Daniela Abreu.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste