Adubação em dose adequada oferece redução de custo de 66,4%
Constatação ocorre em aplicação prática de estudo de manejo da batata-doce mais eficiente, produtivo e econômico
Dentre os problemas enfrentados na produção da batata-doce está a aplicação excessiva ou deficiente de fertilizantes, elevando custos e sem retorno proporcional em produtividade. Esta é uma das causas que motivou estudo científico sobre a dinâmica de nutrientes em diferentes níveis de adubação. Dentre os resultados, aplicação prática sobre custo apresenta redução de 66,4%.
Em relação à aplicação de diferentes doses de fertilizantes, o exercício feito pelo autor do estudo Luiz Carlos Biazi Junior foi sobre as doses de 750 kg e 250 kg por hectare e em área de 20 hectares, ao custo de R$ 3,50 o kg, totalizando, respectivamente, R$ 52, mil e R$ 17,5 mil. Assim, a redução de custo foi de R$ 35 mil. Foi possível chegar a esse exemplo acompanhando a marcha dos nutrientes.
Em busca de manejo mais eficiente, produtivo e econômico, o estudo compreendeu dois experimentos (dezembro de 2024 a abril de 2025 e janeiro a junho de 2026) a partir de análise e preparo do solo; cinco tratamentos de dose zero e de 250 a 1500 kg de NPK - Nitrogênio, Fósforo e Potássio, com a 1ª adubação aos 30 dias após o plantio.
Marcha de observação
Os experimentos foram em Teçaindá, distrito de Martinópolis, em áreas de cultivo de silagem no 1º ciclo e melancia no 2º. As coletas de dados ocorreram a cada 20 dias, em seis etapas que foram dos 40 aos 140 dias. O que consistiu na marcha de observação de acúmulo de nutrientes, que apresentou variações no estágio de desenvolvimento.
Variações encontradas entre frações de plantas, sendo umas com maior acúmulo de macronutrientes e outras com micronutrientes. A sequência a partir da colheita compreendeu os processos de separação, limpeza, secagem, pesagem, moagem e análises. O acúmulo de massa seca foi influenciado pelo estágio de desenvolvimento.
Resultado que também teve a influência em relação às doses de adubação. No 1º ciclo, a dose de 500 kg por hectare proporcionou o maior acúmulo de matéria seca total, enquanto a dose de 250 kg por hectare resultou em maior número de raízes e maior produtividade.
Maior eficiência
No 2º ciclo, apesar da testemunha (dose zero) ter apresentado maior acúmulo de matéria seca total, a dose de 250 kg por hectare proporcionou maior acúmulo de matéria seca nas raízes tuberosas, evidenciando maior eficiência na conversão da biomassa produzida em raízes comercializáveis.
São partes das respostas encontras e que resultaram na conclusão do estudo que teve os objetivos de analisar efeitos de diferentes doses da adubação NPK sobre o acúmulo de massa seca; a marcha de absorção de macro e micronutrientes e particionamento de nutrientes; e desempenho produtivo da batata-doce.
Produto apresentado no estudo como sendo de grande importância econômica e social, com destaque à ampla adaptação às diferentes condições climáticas e do solo. O cultivo no Brasil ocorre em 61 mil hectares, com produção superior a 900 mil toneladas por ano, com a média de 15 toneladas por hectare.
Produção nacional
Todavia, a produção pode ultrapassar 40 toneladas por hectare em sistemas tecnificados. O estado do Ceará é o maior produtor, respondendo por 17,7% da produção nacional; seguido por São Paulo com 17,1%. No território paulista a região de maior produção é a de Presidente Prudente.
O estudo do engenheiro agrônomo Luiz Carlos Biazi Junior foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA), da Unoeste em Prudente. A orientação foi da professora doutora Jéssica Pigatto de Oliveira Queiróz Barcelos. A defesa pública foi na tarde de quinta-feira (1º).
A avaliação foi do professor doutor Fábio Rafael Echer, da Unoeste, e da doutora Amarilis Beraldo Rós, pesquisadora vinculada à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta). Houve elogios e apontamentos. Luiz Carlos foi aprovado para receber o título de Mestre em Agronomia.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste