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Alunos de Medicina são premiados em congresso da Sogesp

Oito trabalhos ligados ao grupo de pesquisa em saúde da mulher foram apresentados no evento, com um deles entre os quatro melhores


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Foto: Cedida Alunos de Medicina da Unoeste tiveram trabalhos reconhecidos durante congresso da Sogesp, com pesquisas voltadas à saúde da mulher
Alunos de Medicina da Unoeste tiveram trabalhos reconhecidos durante congresso da Sogesp, com pesquisas voltadas à saúde da mulher

A produção científica desenvolvida por alunos de Medicina ganhou destaque no 31º Congresso da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), um dos principais eventos da área no país.  Ao todo, oito trabalhos ligados ao grupo de pesquisa foram apresentados, com pesquisas que investigam diferentes aspectos da saúde da mulher.

Entre os reconhecimentos obtidos, o trabalho “HSP27 como biomarcador de risco cardiometabólico em mulheres na pós-menopausa: interação com resistência à insulina e síndrome metabólica” conquistou o 4º lugar entre todos os trabalhos apresentados no congresso.

Para o professor Cláudio Lera Orsatti, responsável por coordenar as pesquisas, o resultado representa o reconhecimento de um trabalho construído de forma coletiva e que envolve estudantes em diferentes etapas da formação acadêmica.

“Estar entre os melhores trabalhos de um congresso dessa dimensão reconhece não apenas a qualidade científica do estudo, mas todo o trabalho coletivo desenvolvido pelo grupo, com participação de alunos, professores, pós-graduandos e colaboradores. É uma conquista que nos enche de alegria e reforça a relevância da pesquisa que vem sendo construída dentro da universidade", pontua.

Pesquisas ampliam o conhecimento sobre a saúde da mulher

Os trabalhos apresentados fazem parte de linhas de pesquisa desenvolvidas pelo grupo e não foram elaborados de forma isolada para o congresso. As investigações envolvem alunos de graduação, iniciação científica, mestrado e doutorado e partem de projetos maiores desenvolvidos na universidade.

Entre os principais temas estão saúde da mulher, menopausa, alterações metabólicas, risco cardiovascular, inflamação e câncer de mama. Os estudos analisam desde biomarcadores relacionados ao risco cardiometabólico até os impactos do tratamento do câncer de mama sobre sintomas da menopausa, sono, humor e fadiga.

“Os trabalhos apresentados na Sogesp surgem das próprias linhas de pesquisa que desenvolvemos no nosso grupo. À medida que os dados são produzidos e discutidos dentro do grupo, novas perguntas científicas vão surgindo”, explica Claúdio.

Estudos investigam menopausa e efeitos do câncer de mama

Entre as pesquisas apresentadas, estão estudos sobre a suplementação de própolis no perfil inflamatório e óxido nítrico em mulheres na pós-menopausa; a relação entre obesidade e idade da menopausa com a biodisponibilidade de óxido nítrico e os níveis de IL-6; diferentes perfis imunometabólicos em mulheres idosas; e a associação entre interleucina-6 e sintomas depressivos em mulheres na pós-menopausa.

Também foram apresentados trabalhos relacionados ao câncer de mama, investigando os efeitos da mastectomia, quimioterapia e menopausa induzida pelo tratamento sobre sintomas vasomotores, qualidade do sono, humor, fadiga e adiposidade.

Para os estudantes envolvidos nessa linha de pesquisa, investigar essas consequências é importante porque amplia o olhar sobre o cuidado com as pacientes.

“A linha é muito interessante porque mostra que o tratamento do câncer não termina apenas no controle da doença: existem consequências que podem impactar bastante a qualidade de vida dessas pacientes e que também precisam receber atenção”, destacam Ana Lívia Lucatto Barbieri, Ana Laura Barbosa Muniz e Rafael Martinello Debiazzi, estudantes de Medicina envolvidos nos estudos sobre câncer de mama.

Foto: Cedida Para o professor Cláudio Orsatti, o resultado representa um trabalho construído de forma coletiva
Para o professor Cláudio Orsatti, o resultado representa um trabalho construído de forma coletiva

Pesquisa desde o início da graduação

A participação em congressos científicos permite que os estudantes acompanhem todas as etapas de construção de uma pesquisa, desde a formulação da pergunta até a apresentação dos resultados para pesquisadores e profissionais de diferentes instituições.

Para o professor Cláudio, esse processo contribui diretamente para o desenvolvimento da autonomia e do pensamento crítico dos futuros profissionais.

“O estudante deixa de ser apenas alguém que recebe conhecimento e passa a participar da construção desse conhecimento. Ele acompanha a elaboração da pergunta científica, organização dos dados, análise, interpretação dos resultados, discussão com os orientadores, preparação do resumo e, finalmente, a apresentação para outros pesquisadores”.

No conjunto de trabalhos apresentados no congresso da Sogesp participaram os estudantes Isabella Teixeira de Melo, Ana Carolina Santos Souza, Amanda de Queiroz Ferreira Teixeira, Carolina Perez Avante, Ana Laura Barbosa Muniz, Ingrid Almeida Maciel, Ana Paula Cury Agnelli, Ana Lívia Lucatto Barbieri e Rafael Martinello Debiazzi, que estão entre o 5º e o 11º termos de Medicina.

Além dos alunos, os trabalhos contaram com a participação dos professores Gabriela Romano de Oliveira, Nailza Maestá e Patrícia Honda, além da orientação do professor Cláudio Lera Orsatti e de outros colaboradores envolvidos nas pesquisas.

Experiência no congresso amplia contato com pesquisadores

Para Ingrid Almeida Maciel, estudante do 7º termo de Medicina, a pesquisa apresentada teve como foco compreender alterações metabólicas e inflamatórias relacionadas ao envelhecimento e suas diferentes manifestações em mulheres idosas.

“A parte mais desafiadora foi interpretar a complexidade dos dados e transformar os resultados em uma mensagem clara. O momento mais marcante, sem dúvida, foi receber o reconhecimento pelo trabalho”, comenta.

A experiência também proporcionou aos estudantes o contato direto com profissionais e pesquisadores de diferentes instituições. “Poder expor nosso trabalho em um congresso tão importante e trocar experiências com profissionais e pesquisadores foi muito enriquecedor”, avalia Ingrid.

Reconhecimento reforça importância da iniciação científica

Além da experiência acadêmica, a premiação representa um incentivo para que os estudantes continuem envolvidos com a produção científica durante a graduação.

Para Ana Lívia, Ana Laura e Rafael, o reconhecimento mostra que os alunos podem contribuir para a ciência mesmo antes de concluir o curso.

“Receber esse reconhecimento ainda durante a graduação mostra que nós, como estudantes, também podemos produzir ciência relevante quando temos orientação, oportunidades e disposição para aprender”, comenta o grupo.

Os estudantes também destacam que a pesquisa é resultado de um trabalho coletivo, que envolve orientação, organização de dados, análise e muitas etapas de revisão até a apresentação final.

“Pesquisa nunca é um trabalho individual. A principal mensagem para outros alunos é justamente essa: não é preciso esperar se formar para começar. Se houver interesse, vale procurar professores, grupos de pesquisa e oportunidades dentro da faculdade, porque começar cedo pode abrir muitas portas”, afirmam.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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