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Caso Nardoni, que chocou o país, marca debate sobre infância

Palestra com Ana Carolina Oliveira promove reflexão sobre proteção de crianças e adolescentes e reúne autoridades da região


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Foto: Gabriel Ferracini Caso Nardoni, que chocou o país, marca debate sobre infância
Evento reuniu autoridades de Jaú e região no anfiteatro da Unoeste

A Unoeste recebeu, na quarta-feira (22), a palestra “O silêncio que grita”, que discutiu o enfrentamento da violência e do abuso infantil. O evento reuniu profissionais e autoridades de Jaú e região em um momento de reflexão sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes.

A palestrante convidada foi Ana Carolina Oliveira - sua história comoveu o país após a perda da filha, Isabella de Oliveira Nardoni, de apenas 6 anos, em 2008. Desde então, Ana Carolina tem se dedicado a reconstruir sua vida e a lutar para dar voz à proteção de crianças, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade.

A abertura do evento foi realizada pelo vereador de Bariri (SP), Paulo Crepaldi, que destacou a urgência do tema e convocou os presentes à responsabilidade coletiva. “Proteger nossas crianças e adolescentes é um compromisso de todos nós. Precisamos transformar reflexão em ação e garantir que o direito à infância seja respeitado dentro e fora de casa”, afirmou.

Na sequência, Gabriela Prado, diretora geral do Lar, Amor e Vida (LAV) – instituição organizadora do evento, sediada em Bariri –, ressaltou os desafios diários enfrentados pelas entidades de assistência. “É um desafio, enquanto instituição, ofertar um serviço de qualidade. Temos nos mobilizado para que aquilo que defendemos seja colocado em prática”, declarou.

Durante a palestra, Ana Carolina iniciou sua fala ao relembrar o caso da filha, compartilhando detalhes e evidenciando como a violência pode, muitas vezes, partir de onde menos se imagina. Em seguida, abordou sua trajetória de reconstrução, destacando o processo de superação e como passou a atuar na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

“O que aconteceu com a minha filha mudou a minha vida para sempre. Eu entendo que hoje as pessoas estão aqui para ver e ouvir a mãe da Isabela Nardoni, não a Ana Carolina, e está tudo bem. Não posso mudar o que aconteceu, mas posso lutar para que outras histórias não terminem da mesma forma", comentou. 

Foto: Gabriel Ferracini Ana Carolina Oliveira conta sua experiência e propõe reflexões acerca da proteção infantil
Ana Carolina Oliveira conta sua experiência e propõe reflexões acerca da proteção infantil

Apoio da Unoeste

A coordenadora administrativa do campus, Dra. Amanda Creste Martins da Costa Ribeiro Risso, destacou a importância de uma atuação ampla no enfrentamento à violência de crianças e adolescentes. 

“Quando falamos sobre violência infantil, estamos falando de uma responsabilidade que é de todos nós. A Unoeste se coloca como um espaço de diálogo e conscientização nesse momento. Estamos recebendo pessoas de diversos setores da sociedade em nosso anfiteatro”, comenta.

Ela destaca ainda que relatos como o apresentado durante a palestra têm um papel fundamental na sensibilização do público e reforça a importância de atitudes mais responsáveis no dia a dia.

“As falas e o relato de experiência da Ana Carolina nos toca e nos faz repensar atitudes, comportamentos e, principalmente, o nosso papel diante dessa realidade. Não tenho dúvidas que foi um momento de sensibilidade e reflexão para todo mundo que compareceu”, completa.

Participação da comunidade

Um dos presentes na palestra, Alexandre Silva, 49 anos, de Jaú, destacou que o interesse em ouvir de perto o relato de Ana Carolina Oliveira foi o principal motivo para estar no evento. Segundo ele, a oportunidade de conhecer a história pela perspectiva de quem vivenciou a dor torna o momento ainda mais significativo. 

“A gente já conhece a história da Ana, mas estar aqui hoje foi diferente. Ouvir dela mesma a experiência, entender o que ela viveu e o que a levou a transformar tudo isso em propósito desperta a curiosidade e, ao mesmo tempo, a vontade de compreender esse pós-trauma que ela enfrentou após a perda da filha”, relata.

Alexandre reforçou que a discussão sobre a proteção de crianças e adolescentes precisa ser constante e mais presente em diferentes espaços da sociedade. Para ele, o debate deve começar desde cedo, tanto no ambiente escolar quanto dentro de casa, envolvendo famílias e toda a comunidade.

“É um tema que deveria ser tratado desde sempre. Hoje a gente vê muitos casos acontecendo dentro do próprio lar, na escola e também nas redes sociais. É uma questão que precisa ser discutida em âmbito nacional, porque tudo que fica sem controle pode se tornar perigoso”, completa.

 

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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