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Cevop é referência em pesquisa sobre ecofisiologia vegetal

São dez anos gerando excelentes resultados com estudos envolvendo alunos da pós-graduação e em iniciação científica


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Foto: Cedida Grupos de estudos da Unoeste no congresso: Cevop, Fito-Cana e Unoeste Clima
Grupos de estudos da Unoeste no congresso: Cevop, Fito-Cana e Unoeste Clima

As aprovações de trabalhos em eventos científicos de alto impacto atestam o Centro de Estudo em Ecofisiologia Vegetal do Oeste Paulista (Cevop) como referência em pesquisa neste seguimento, essencial para entender como as plantas funcionam e reagem ou se adaptam às mudanças do ambiente. Outro aspecto relevante da produção científica de qualidade está em financiamentos de projetos por agências de fomento à pesquisa e inovação.

A recente participação no 20º Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal (CBFV) atesta essa condição de padrão de excelência, considerando o rigor científico a que são submetidos os trabalhos avaliados, em processo de seleção para serem apresentados. Evento que neste ano fez parte das celebrações dos 40 anos da Sociedade Brasileira de Fisiologia Vegetal (SBFV) que estimula o conhecimento científico dentro da área de fisiologia de plantas no Brasil e no exterior.

Realizado a cada dois anos, a edição 2026 ocorreu de 17 a 22 de agosto, sediada no complexo multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro, na Bahia. Pesquisadores ligados ao Cevop, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG) das Unoeste, participam do histórico congresso desde antes da existência do laboratório que deu origem ao centro de pesquisa, instalado no campus 2, em Presidente Prudente. 

O Laboratório de Inteligência em Plantas e Ecofisiologia “Ulrich Lüttge” foi instalado oficialmente em março de 2014, em parceria de investimentos em equipamentos e recursos humanos com a Stoller do Brasil, multinacional de origem norte-americana, líder mundial em nutrição e fisiologia vegetal, com mais de 50 anos e presente em mais de 50 países. Em fevereiro de 2016, foi transformado no Cevop que em 5 de setembro de 2019 ganhou sede nova, onde permanece até os dias de hoje.

Característica forte 

Respondem pelo Cevop as professoras doutoras Adriana Lima Moro e Ana Cláudia Pacheco que entendem que o grupo de pesquisa, liderado por duas pesquisadoras, faz disso uma característica forte de atração de muitos alunos para pesquisas de qualidade na graduação (em iniciação científica) e na pós-graduação, nos programas de Agronomia e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, que ofertam mestrado, doutorado e pós-doutorado. 

No congresso na cidade ao norte da Bahia, na divisa com Pernambuco e estando do outro lado da ponte sobre o rio São Francisco a cidade de Petrolina, foram apresentados trabalhos dos grupos de pesquisa do Cevop; e Unoeste Clima e Fito-Cana, Grupo de Pesquisas Fitotécnicas em Cana-de-Açúcar, liderados pelo professor doutor Alexandrius de Moraes Barbosa; vinculados à Agronomia Unoeste em Presidente que na graduação oferta cursos presencial e semipresencial.

Foto: Homéro Ferreira Dra. Ana Cláudia Pacheco e Dra. Adriana Lima Moro, responsáveis pelo Cevop
Dra. Ana Cláudia Pacheco e Dra. Adriana Lima Moro, responsáveis pelo Cevop

Pelo Cevop ou com sua colaboração em coorientação, um dos trabalhados apresentados foi sobre aplicação de bioinsumos em batata-doce, do mestrado em Agronomia, por Bruno Toroco. Outros foram sobre aplicação de nanotecnologia para mitigar estresse em cana-de-açúcar, relacionado a tese (doutorado) de Hélida Regina Sala; e sobre efeito da combinação de metalodonina e citrulina em soja sob deficiência hídrica, no doutorado de Daniele Silva Sukart. 

Pelo Fito-Cana e Unoeste Clima, apresentações de trabalhos foram sobre a aplicação de regulador vegetal na cana-de-açúcar; cultura do amendoim; e modelagem agrometeorológica relacionando com fisiologia de plantas.  Conforme o Dr. Alexandrius, estiveram envolvidos os seguintes alunos: Fernando Tuccilli Maschietto, Lucas Bezerra Santos e Andrey Lourenço. A Dra. Adriana e a Dra. Ana Cláudia lembram que o colega Alexandrius quando aluno já estava envolvido no congresso.

Uma década e meia

Citam a sua presença no 13º Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal que ocorreu em conjunto com a 14ª Reunião Latino-Americana de Fisiologia Vegetal, de 19 a 22 de setembro de 2011, na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro. A participação em cada edição fortalece os grupos de pesquisa da Unoeste, possibilita networking, estreita ou abre novos vínculos como os deste ano com universidades do Rio Grande do Sul e de Portugal, junto à professora doutora Marta Vasconcelos.

Projetos relacionados ao Cevop têm recebido concessões de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC); e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ligada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ter peso suficiente para participar do congresso da SBFV possibilita ampliar conhecimentos sobre os impactos transformadores proporcionados pela fisiologia vegetal, como tem ocorrido com a fruticultura nos sertões da Bahia e Pernambuco, incluindo a produção de uva e fabricação de vinhos. A região do Vale do São Francisco se tornou a segunda maior região produtora de vinhos do país, beneficiada com a irrigação, pela transposição do rio.

Conforme o Anuário do Vinho 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária, Pernambuco lidera a região nordestina com 15 vinícolas e 347 produtos registrados. A Bahia conta com oito vinícolas e 74 produtos registrados. Nordeste produziu 22,67 milhões de litros de vinho recentemente (7,32% do total nacional). Petrolina, cognominada Capital da Uva, lidera a colheita de uvas no país, abastecendo tanto o mercado de frutas frescas quanto a fabricação de vinhos.

De acordo com as professoras pesquisadora Adriana Lima Moro e Ana Cláudia Pacheco é muito impactante ver a qualidade das frutas produzidas na caatinga, um dos biomas brasileiros mais fragilizados, com a região do Vale do São Francisco sendo a única no mundo e que permite obter duas safras e meia por ano graças ao manejo das cultivares com conhecimento da fisiologia vegetal, ao clima semiárido e à irrigação constante. O ciclo produtivo da videira é curto na região; entre 90 e 130 dias.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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