Dia do Médico Veterinário é celebrado em nível internacional
Palestras motivacional e técnico-científicas estimulam e ampliam visão sobre intercâmbios e a profissão em outros países
Em celebração do Dia do Médico Veterinário, o curso da Unoeste marcou esta data de 9 de setembro de 2026 com três palestras, sendo uma no sentido motivacional de estímulo a intercâmbios e duas técnico-científicas com foco em avanços e desafios sobre controle da dor em pequenos em equinos e pequenos animais.
O egresso da graduação em Medicina Veterinária, professor doutor Matheus Rocha Ribeiro, atualmente vinculado à Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), abriu o encontro na manhã desta quarta-feira (9) no auditório Jacarandá, no campus 2 da Unoeste, em Presidente Prudente, com a participação de 200 alunos.
O Dr. Matheus trouxe como convidados seus parceiros de pesquisas na Universidade Andrés Bello, no Chile, o professor doutor Cristóbal Dörner Santa Maria e a professora mestre Valentina Lepe Vasquez. A diretora do curso de Medicina Veterinária, professora doutora Gláucia Prada Kanashiro, avaliou o evento como positivo.
“A presença de palestrantes com experiência internacional e estrangeiros amplia a visão dos alunos sobre como está a medicina veterinária em outros países; além de ampliar a possibilidade de intercâmbios, fomentando o conhecimento e pesquisa”, diz a Dra. Gláucia.
Horizontes e sonhos
No seu entendimento houve ainda outro fator importante que foi o de "abrir os olhos" dos alunos para outras possibilidades, fazendo com que expandam seus horizontes e sonhos. A coordenadora do curso, professora doutora Rosa Maria Barilli Nogueira conta que os alunos participantes foram da graduação, pós-graduação e aprimoramento.
O Dr. Matheus, quando da graduação na Unoeste, fez dois períodos do curso na Espanha, na Universidade de Múrcia, pelo programa federal Ciência sem Fronteiras (CsF), com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O mestrado foi em Ciência Animal e o doutorado em Fisiopatologia e Saúde Animal, na Pós Unoeste. Pelo Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fez parte do doutorado na Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.
Sua residência médica veterinária foi na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Atualmente, mantém intercâmbio de pesquisas com a universidade chilena Andrés Bello. Trajetória que expôs na palestra, para motivar os estudantes da Unoeste e fazerem intercâmbios no Brasil e em outros países.
Coragem, além de tudo
Os aconselhamentos do Dr. Matheus consistiram na busca de envolvimento em iniciação científica, proficiência em outros idiomas, ampliação em network, oportunidades em editais e bolsas, criação de conexões e ter coragem em desbravar caminhos para outros saberes, em outras culturas.
Conforme disse na palestra, seu primeiro intercâmbio, na Universidade de Múrcia, teve como pontos fortes aprender e desenvolver; no segundo, na Geórgia, foi aprender e cooperar cientificamente; e o terceiro, na Andrés Bello, está sendo em produção de conhecimento, com aporte da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape).
O Dr. Cristóbal, professor de Cirurgia de Equinos, discorreu sobre estratégias para oportunizar o procedimento de manejar a dor do pós-operatório. Dono de hospital de equinos, onde desenvolve pesquisas em parceria com a Universidade Andrés Bello, deu uma aula sobre procedimentos, desde o diagnóstico ao pós-operatório.
O pesquisador chileno destacou estudos sobre neosaxitoxina (NeoSTX); potente neurotoxina de origem marinha pertencente ao grupo das Toxinas Paralisantes dos Moluscos (PSP). O Chile tem um papel central na pesquisa científica global sobre essa substância, como anestesia-epidural em equinos.
Marés vermelhas
Pela capacidade de interromper o sinal nervoso, tais toxinas atuam como um anestésico local e analgésico de longa duração. Quando combinada com anestésicos tradicionais, prolonga o tempo de alívio da dor pós-operatória. São toxinas geradas de florações de algas nocivas, chamadas marés vermelhas, na Patagônia, ao sul do Chile.
Professora de Anestesia na Andrés Bello e diretora do Programa de Formação de Especialista (PFE), Valentina apresentou desafios da analgesia sem opioides – compostos químicos psicoativos que produzem efeitos analgésicos e sedativos – em pequenos animais.
Ela explicou que pela legislação chilena, opioides não são incorporados na medicina veterinária e que na literatura científica o objetivo não é a eliminação, mas deixar de depender exclusivamente deles. Falou em terapias complementares, tais como acupuntura e fisioterapia; e ainda o sistema endocanabioide.
Para as estudantes do curso de Medicina Veterinária, Sarah Cesco e Nicole Ávila, as palestras representaram grandes contribuições acadêmicas, enriquecedoras e para além das salas de aulas. Ambas estão inseridas em iniciação científica e viram os conteúdos expostos como possibilidade de construir caminhos de intercâmbios.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste