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Aplicação de regulador do algodoeiro exige atenção às chuvas

Estudo deixa o alerta de moderar a dose ou até não aplicar em caso de risco de clima atípico em maio, mês que antecede a colheita


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Foto: Cedida Pesquisador utiliza equipamento para medir a clorofila de plantas de algodão em campo experimental
Uso de tecnologia na mediação de clorofila do algodoeiro

O crescimento vegetativo excessivo do algodoeiro exige regulação com Cloreto de Mepiquat (CM), sobretudo em populações adensadas; ou seja, com espaçamento reduzido para aumentar o número de plantas na área cultivada. Uma pesquisa foi feita para avaliar a interação entre densidade de plantas e doses de CM no desempenho de duas cultivares: uma de ciclo precoce e outra de ciclo médio.

Por ocorrer em período chuvoso, foi encontrado outro resultado que não o esperado, possivelmente de idêntico valor ao que era pretendido. A constatação é de que o produtor e sua equipe técnica apliquem o regulador de crescimento com moderação ou deixem de aplicar caso haja previsão de chuvas durante maio, o mês que antecede a colheita de algodão.

É uma questão de clima atípico. Não é questão de tempo. Explicação: "hoje está chovendo" refere-se ao tempo, enquanto o clima é referência a período chuvoso. A pesquisa foi desenvolvida pelo engenheiro agrônomo Adenilson José de Souza, no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGA) da Unoeste, com bolsa do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A orientação foi do professor doutor Fábio Rafel Echer que, juntamente com os avaliadores da dissertação levada à defesa pública Dr. Carlos Felipe dos Santos Cordeiro (interno) e Juan Piero Antônio Raphael (Esalq/USP), entenderam o trabalho como sendo de relevante contribuição, em relação ao manejo de regulador de crescimento do algodoeiro, sobre tudo no oeste paulista.

Hipótese levantada

A hipótese levantada era a de que, conforme o produtor aumenta a população de plantas (número de plantas por hectare) é preciso aumentar a dose de regulador de crescimento. “Como a hipótese foi rejeitada, ficou o entendimento de que, através de novas pesquisas, como diferentes doses de regulador irão interagir com o aumento de produtividade”, diz o Dr. Fábio.

Perda de vigor

“A gente observou que em cenário de excesso de chuvas próximo da colheita, quando os frutos estão abrindo, os frutos acabam apodrecendo; e se está com a planta muito regulada (muito baixa) isso acaba interferindo negativamente, pois a planta perde o vigor por estar sobre o efeito do regulador”, explica o orientador.

O experimento na Fazenda Experimental da Unoeste, em Presidente Bernardes, ocorreu na safra 2024/2025 e foi feito em blocos casualizados, com parcelas subdivididas e quatro repetições. As parcelas corresponderam a três doses de CM (zero, dose recomendada e dobro da dose recomendada) e as subparcelas a cinco densidades de plantas de 50 mil a 130 mil, saltando a cada 20 mil.

As avaliações compreenderam o índice de área foliar (IAF), a massa de matéria seca, os componentes de produção e a qualidade de fibra. Os dados foram submetidos à análise de variância e de regressão e as médias comparadas pelo procedimento estatístico denominado teste de Tukey. Foi um estudo classificado como denso pelos avaliadores, com amplo e profundo conteúdo.

Aspectos positivos

“São vários os aspectos positivos de um trabalho conduzido em apenas 1 ano, com densidade de dados – o que é raro em dissertação – e conteúdo muito bom para artigo científico”, pontou o Dr. Juan. Para o Dr. Carlos Felipe o trabalho deixou a contribuição de que é preciso ficar atento à previsão de extremidades de questões climáticas.

Os avaliadores parabenizaram Adenilson pelo trabalho e juntamente com o orientador o estimularam para fazer o doutorado. O Dr. Fábio definiu tudo que foi produzido e apresentado como conquista, pelo nível alcançado e pelo “potencial absurdo” para pesquisa. O autor da pesquisa foi aprovado para receber o título de Mestre em Agronomia, na defesa feita no final de agosto.

Quer saber mais sobre as pesquisas desenvolvidas na Unoeste? Conheça os programas de pós-graduação e as oportunidades de pesquisa da Universidade.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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