Dia dos Namorados: amor floresce na Unati da Unoeste
Dilza e Aurélio se encontraram na Universidade Aberta à Terceira Idade da Unoeste e mostram que sempre há tempo para viver um grande amor
Quando se fala em Dia dos Namorados muitas histórias vêm à mente. Algumas começam ainda na juventude, outras surgem no ambiente de trabalho ou entre amigos. Mas a trajetória de Dilza Maria Franchin e Aurélio Bogaz Sanches prova que o amor pode chegar em qualquer fase da vida e nos lugares mais inesperados.
Foi na Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), programa desenvolvido pela Unoeste, que os caminhos dos dois se cruzaram. Entre aulas, atividades culturais e momentos de convivência, nasceu uma história marcada por companheirismo, respeito e afeto.
Formada em Psicologia e Serviço Social pela PUC de São Paulo desde 1968, Dilza dedicou mais de quatro décadas de sua vida ao trabalho com comunidades, consultorias e formação de pessoas. Após anos de viagens pelo Brasil e uma carreira intensa, decidiu desacelerar e viver uma nova etapa.
“Chegou um momento em que pensei: ‘Está na hora de eu ir para a minha casinha na praia’. E foi assim que vim parar aqui”, relembra.
Pouco tempo depois, encontrou na Unati um espaço para aprender, compartilhar experiências e construir novas amizades. O que ela não imaginava era que encontraria também um novo amor.
O encontro que parecia destino
Dilza participa da Unati desde 2023. Foi em uma das salas de aula que conheceu Aurélio, aluno veterano do programa. “Foi assim que nos conhecemos e fomos nos aproximando bem devagar. Primeiro vieram os olhares, os interesses, depois um cafezinho”, conta.
A convivência revelou coincidências surpreendentes. Durante uma conversa, descobriram que possuíam ligações antigas com a mesma região do interior paulista.
“Ele contou que era de Marília, e eu morei em Bauru até os 17 anos. Marília era justamente onde eu passava minhas férias. Caímos na risada quando descobrimos que ele era amigo íntimo do meu primo. Pensamos: acho que já nos conhecemos naquela época”.
As conexões pareciam ir além do acaso. Segundo Dilza, Aurélio confidenciou que, ao vê-la entrar na sala pela primeira vez, teve uma sensação familiar. “Ele olhou para mim e pensou: 'Nossa, quem é essa pessoa? Eu conheço essa pessoa'. Foi muito interessante a forma como nos encontramos”.
Um café, um coral e o início de tudo
O relacionamento começou a ganhar forma nos pequenos gestos do cotidiano. Um café aqui, uma conversa ali, até que um encontro no coral da Unati se tornou decisivo. “Um dia sentamos juntos no coral e começamos a conversar sobre nossas vidas. Depois daquele dia, ele começou a me telefonar. E aí você vai percebendo pelas perguntas, pelo interesse crescente. Assim fomos nos aproximando”.
Os telefonemas se transformaram em passeios, cafés e momentos compartilhados. Em pouco tempo, o namoro começou. Neste dia 12 de junho, Dia dos Namorados, o casal comemora dois anos de relacionamento.
Entre tantas lembranças, uma permanece especialmente viva na memória de Dilza. Ela conta que recebeu a notícia repentina da morte de uma amiga muito querida e sentiu-se completamente desamparada. “Naquele instante pensei: ‘Meu Deus, estou precisando de alguém que me segure, me ampare e converse comigo’. E me lembrei dele”.
Dilza ligou para Aurélio, que imediatamente foi encontrá-la. “Ele foi me buscar onde eu estava, e passamos o dia inteiro juntos”.
Para ela, aquele momento revelou o verdadeiro significado do companheirismo. “Esse dia ficou marcado porque revelou claramente os valores que ele possui: carinho, apoio, colaboração e companheirismo. Foi a partir dali que construímos um laço muito importante”.
Amor construído todos os dias
Ao falar sobre Aurélio, Dilza destaca características que considera essenciais para uma relação duradoura. “É uma pessoa de bem, bem-humorada, extremamente carinhosa e atenciosa comigo. O olhar dele me toca profundamente”.
Ela afirma que a sintonia entre os dois está presente nos momentos mais simples. “Passamos horas conversando. Falamos sobre filmes, histórias, lembranças. Dançamos, viajamos, convivemos com nossos filhos. Sentimos que temos muitas coisas em comum”.
Para Dilza, a relação representa uma espécie de presente da vida. “Parece que não foi por acaso que nos cruzamos. Ele teve histórias difíceis, eu também tive muitos desafios. Acho que chegou a hora de nós dois recebermos um presente. Para mim, ele é um presente, e acredito que eu também seja um presente para ele”.
Unati: espaço de aprendizado, amizade e novas histórias
Além de proporcionar conhecimento e desenvolvimento pessoal, a Universidade Aberta à Terceira Idade da Unoeste tem desempenhado um papel importante na criação de vínculos afetivos e sociais.
Dilza destaca que encontrou na Unati um ambiente acolhedor, formado por pessoas que compartilham experiências semelhantes. “Estamos todos atravessando uma fase parecida da vida, e isso cria uma conexão especial”.
Segundo ela, o programa vai muito além das atividades acadêmicas. “A Unati tem esse grande valor de nos manter unidos. É um lugar de que gostamos muito. Eu, particularmente, gosto bastante de participar”.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste