Doutor da USP palestra sobre distúrbios de aprendizagem
Evento promovido pela Pró-reitoria Acadêmica reuniu coordenadores e docentes das graduações, além de funcionários de diferentes setores
“TDAH, transtornos de aprendizagem, superdotação e suas repercussões na vida acadêmica. Como e quando ajudar? Quais os limites de responsabilidade”. Este foi o tema da palestra ministrada pelo Dr. Daniel Fuentes, diretor do Serviço de Psicologia e Neuropsicologia do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na manhã desta terça-feira (29), no auditório Jacarandá, bloco B3, campus II da Unoeste.
Promovida pela Pró-reitoria Acadêmica (Proacad), a iniciativa contou com a presença de pessoas que lidam diretamente com os universitários, como os coordenadores das graduações, os docentes responsáveis pelo acompanhamento psicopedagógico dos cursos e funcionários de diversos setores, como biblioteca, departamento jurídico e setor de atendimento ao aluno (SAA). Além disso, estiveram presentes os pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação, Adilson Guelfi, e de Extensão e Ação Comunitária (Proext), Angelita Ibanhes de Almeida Oliveira Lima.
As considerações iniciais foram proferidas pelo pró-reitor acadêmico, José Eduardo Creste. De acordo com ele, esta explanação é muito importante, pois os distúrbios de aprendizagem são cada vez mais comuns na área acadêmica. “Nos preocupamos com este cenário e, por isso, oferecemos ferramentas e soluções para que possamos lidar com este público, conforme a legislação e de maneira humanizada”.
Sobre a palestra ministrada por Fuentes, ele comenta que esta explanação vem em boa hora. “Mais uma vez temos a oportunidade de complementar o nosso embasamento e compreender ainda mais sobre este tema, por meio de um doutor gabaritado na área. É relevante dizer que a Unoeste disponibiliza serviço de apoio psicopedagógico nas suas graduações, além da Clínica de Psicologia que também oferece este suporte”.
Fuentes abordou os principais distúrbios de aprendizagem, que são frequentes tanto em crianças quanto em adultos. “A minha intenção foi trazer subsídios para instrumentalizar estes profissionais da universidade, para que eles possam reconhecer aqueles que possuem estes déficits. Além de mostrar quais técnicas são mais objetivas, assertivas e eficientes, bem como quando as mesmas podem ser aplicadas nas aulas e nos momentos de avaliação, visando tirar o melhor do aluno que tem uma dificuldade específica”.
O palestrante destaca ainda que, atualmente, o Brasil demonstra um excesso de diagnósticos de transtorno de aprendizagem, principalmente no que diz respeito ao déficit de atenção e hiperatividade. “Sou de uma instituição pública de referência que é a USP, por isso, fiquei bastante impressionado com a postura da Unoeste, que além de uma excelente infraestrutura física, volta a sua atenção para a formação dos seus educadores. É bom ver uma universidade que também tem esta preocupação. Sem dúvida, esta instituição está muita a frente de outras que ainda não se posicionaram diante desta realidade, que é o aluno da graduação com déficit específico de aprendizagem”.
Ana Paula Parizoto Fabrin é docente e responsável pelo Grupo de Apoio e Aconselhamento (Gapa) da Faculdade de Informática da Unoeste (Fipp). Ela considera que a sua participação nesta atividade foi muito válida. “Esta palestra contribuiu muito com o meu trabalho, pois a partir das considerações de Fuentes, pude enriquecer os meus conhecimentos, o que me ajudará a propiciar um ambiente de aprendizagem mais adequado para os estudantes que têm dificuldades e requerem um apoio diferenciado”.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste