Doutorado sanduíche nos EUA permite grande aproveitamento
Aluna do Programa de Pós-graduação em Agronomia da Unoeste participa de pesquisa e adquire novas competências e habilidades
Em intercâmbio de doutoramento, a engenheira agrônoma Ana Flávia de Souza Rorato, participa de pesquisa na Universidade da Geórgia, em Athens nos Estados Unidos; apresenta trabalhos no Beltwide Cotton Conferences, em San Antonio, no Texas. Com o máximo de aproveitamento possível, desenvolve novas competências e habilidades.
A aluna do Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA), na Unoeste em Presidente Prudente, ficou nove meses no exterior, de outubro do ano passado ao final de junho deste ano, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação.
O doutorado é feito com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ana Flávia tem a orientação do Dr. Fábio Rafael Echer e na universidade norte-americana teve a sua atuação supervisionada pelo Dr. Leonardo Bastos, brasileiro do Rio Grande do Sul.
Sua tese no Brasil é sobre como dose de nitrogênio, densidade de plantas e época de capação pode influenciar na produtividade do algodoeiro. Nos Estados Unidos trabalhou com sensoriamento remoto, testando sensor para medir a altura das plantas, substituindo a avaliação manual, para definir dose de regularidade de crescimento.
A doutoranda conta ter sido um período bastante produtivo, por ter vivido pela primeira vez culturas, língua e tecnologias diferentes, voltadas à agricultura de precisão. Aprendeu a programar e processar dados; voar drone com sensores, processar imagens e coletar gases do solo.
Teve também o aprendizado em laboratório, no qual conviveu com indianos, nepalenses e outros brasileiros de universidades públicas e privadas. No final do primeiro trimestre deste ano, conviveu com outro aluno da Unoeste que permanece em intercâmbio: Cláudio Costa que faz graduação em Agronomia.
A estada de Ana Flávia na Universidade da Geórgia foi pelo Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior (PDSE), que concede bolsa para quem tem histórico acadêmico de excelência. Sua história tem sido marcada por bom nível de aprendizagem. O ingresso no ensino superior foi com nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Obteve bolsa 100% do Programa Universidade para Todos (Prouni) e durante a graduação esteve envolvida em iniciação científica, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Durante o curso participou de edições do Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe).
Desde estão faz parte do Grupo de Estudos do Algodão (GEA), liderado pelo Dr. Fábio que abriu portas para a participação em projetos em regiões de grande produção de algodão, em Itaí, no interior paulista; Sapezal e Campo Verde, no Mato Grosso. Alguns projetos da Associação Paulista de Produtores de Algodão (Appa).
Pela qualidade do aprendizado no mestrado em Agronomia, ingressou direto no doutorado. Seguiu com a mesma pesquisa. Porém, ampliando os dados. A qualificação está prevista para setembro deste ano, com a defesa pública da tese em dezembro. Ana Flávia cogita a possibilidade de fazer pós-doutorado no PPGA.
Caso faça o pós-doutorado, irá submeter o projeto à Fapesp, para novo intercâmbio na Universidade da Geórgia. A motivação para a agronomia vem da família. Seu pai Cláudio Henrique Rorato é técnico agrícola, trabalha para fazenda que produz soja, milho e feijão. Mora em Ribeirão do Sul, na divisa de São Paulo com o Paraná.
No sítio da família, a produção é de café. Sua mãe è Lucilene Aparecida de Souza Rorato. Seu irmão Gabriel, que é mais velho, fez biomedicina. Ana Flávia se mudou para Presidente Prudente sem conhecer a cidade e nem a Unoeste. Se encantou com o que viu e como foi recebida. Continua encantada.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste