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Escolha profissional não precisa definir toda uma vida

Histórias de professores e profissionais mostram que conhecimento, experiência e formação podem abrir novos caminhos no mercado de trabalho


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Foto: Ector Gervasoni Estudantes visitam a Feira de Profissões da Unoeste e conhecem diferentes áreas de atuação profissional e opções de cursos de graduação.
Feira de Profissões da Unoeste aproxima estudantes de diferentes possibilidades de carreira

Escolher uma profissão aos 17 ou 18 anos pode parecer uma decisão para a vida inteira. Mas e se não for? Histórias de profissionais que participaram da Feira de Profissões da Unoeste mostram justamente o contrário: a carreira pode ser construída, transformada e até reinventada ao longo dos anos.

A formação superior não precisa representar uma porta que se fecha depois da escolha de um curso. Pelo contrário. O conhecimento adquirido pode abrir novas possibilidades de atuação, permitir transições profissionais e criar conexões com diferentes áreas do mercado de trabalho.

É essa perspectiva que ganha força durante a Feira de Profissões da Unoeste, realizada no campus 2, em Presidente Prudente. Ao conhecer cursos, laboratórios, professores, profissionais e diferentes campos de atuação, os estudantes têm a oportunidade de ampliar horizontes antes de tomar uma decisão.

Mais do que escolher “o que fazer para o resto da vida”, a proposta é conhecer possibilidades, identificar interesses e compreender que a trajetória profissional pode ser construída ao longo do caminho.

Da Farmácia para a sala de aula

A professora Vivian Terezinha Rocha Wiezel da Silva, da Escola Estadual Marabá, em Marabá Paulista, é um exemplo de que uma formação pode levar a caminhos inesperados.

Quando criança, Vivian já imaginava trabalhar em uma farmácia. Aos 16 anos, começou a atuar em uma drogaria e posteriormente cursou Farmácia Bioquímica. A vida profissional, porém, apresentou uma nova possibilidade.

De volta à cidade natal, ela encontrou uma oportunidade para lecionar Biologia em uma escola. A experiência despertou um novo interesse e a levou a cursar Matemática, além de complementar sua formação em Química e Biologia.

Hoje, a professora atua em duas escolas e afirma estar realizada com a escolha.

“Eu escolhi farmácia e hoje estou na educação e eu não troco mais a educação pela farmácia”, conta.

Para Vivian, a experiência mostra aos jovens que mudar de direção não significa desistir de um sonho. “Não desistir e não ter medo de enfrentar novos desafios, de encarar”, aconselha aos estudantes.

A professora também destaca a importância da Feira de Profissões para quem ainda está descobrindo suas aptidões. Segundo ela, o contato direto com diferentes cursos e profissões proporciona uma experiência que muitos estudantes não conseguiriam ter em suas cidades.

Foto: João Paulo Barbosa Professora Vivian Terezinha Rocha Wiezel da Silva, da Escola Estadual Marabá, acompanha a Feira de Profissões da Unoeste
Professora Vivian Terezinha Rocha Wiezel da Silva, da Escola Estadual Marabá, acompanha a Feira de Profissões da Unoeste

Jornalismo que também virou sala de aula

A trajetória do professor Maycon Henrique Mariz Morano também rompe com a ideia de que uma graduação determina uma única função profissional.

Formado em Jornalismo, Maicon construiu uma carreira de quase 20 anos na área. Paralelamente, experiências com palestras, eventos e workshops despertaram uma aproximação cada vez maior com a educação.

A mudança ganhou força com o mestrado em Educação da Unoeste e, posteriormente, com o convite para atuar como professor. Atualmente, ele leciona Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Literatura no ensino médio, além de Projeto de Vida.

“Eu continuo sendo jornalista, não vou deixar de ser jornalista”, explica. Para ele, a atuação em sala de aula representa uma ampliação de sua trajetória profissional, e não o abandono da formação original.

A experiência também reforça uma característica do mercado contemporâneo: profissionais podem utilizar suas competências em diferentes áreas.

Para Maicon, a ideia de que uma pessoa precisa escolher uma profissão e permanecer nela até a aposentadoria é um “estigma antigo”. A evolução tecnológica e digital ampliou as possibilidades de atuação, permitindo que conhecimentos de uma área sejam aplicados em outras.

Na comunicação, por exemplo, a formação pode dialogar com campos como História, Medicina, Educação, produção de conteúdo, design e diversas outras atividades.

“Hoje em dia é muito mais flexível essa possibilidade de a pessoa começar dentro de um ramo do conhecimento e transitar para outros”, afirma.

Quando um sonho antigo volta a bater à porta

A história do professor Everton Tomiazzi leva essa ideia ainda mais longe. Pianista e profissional da área de educação, música e artes, ele escolheu inicialmente seguir uma trajetória ligada às artes.

O desejo de cursar Odontologia, entretanto, nunca desapareceu completamente. Anos depois, o sonho ressurgiu e o professor decidiu voltar à universidade para realizar uma nova formação.

A decisão não foi simples. Everton tinha uma carreira consolidada e chegou a iniciar um doutorado, mas decidiu interrompê-lo para cursar Odontologia. Aos poucos, uma nova etapa profissional começou a ser construída.

Hoje, além de formado em Odontologia, ele realiza especialização em Odontologia Hospitalar. “Foi uma mudança de chave mesmo”, define.

A transição exigiu coragem para deixar temporariamente uma situação profissional consolidada e voltar à condição de estudante. Vieram medo, ansiedade e também a necessidade de reorganizar a vida financeira.

Mas a maturidade fez diferença. Se aos 17 anos a escolha pela arte parecia natural, agora a decisão pela Odontologia veio acompanhada de experiência e clareza sobre o objetivo.

“Eu levei o curso com mais zelo, focado, com o objetivo em mente: é isso que eu vou querer para a minha vida”, relata.

Para Everton, a Feira de Profissões também pode ser importante para quem já passou da adolescência e deseja mudar de carreira. Segundo ele, o evento pode ajudar a reacender sonhos que ficaram adormecidos.

“Talvez aquele sonho seu que está adormecido, aquele sonho de você cursar outro curso, mesmo que você já seja profissional de outra área”, afirma.

Jornalista, professora e agora estudante de Psicologia

A professora universitária e jornalista Gisele Tomé representa outro exemplo de como diferentes formações podem se complementar.

Antes mesmo de escolher Jornalismo, Psicologia já aparecia entre suas possibilidades. Uma orientação vocacional apontou afinidade com as duas áreas, mas, naquele momento, o mercado tornou o Jornalismo uma escolha mais atraente.

Ela cursou Jornalismo, trabalhou na área, fez mestrado e construiu sua trajetória profissional na comunicação. Anos depois, uma especialização em Neurociência reacendeu o interesse pela Psicologia.

Veio então a decisão de voltar à sala de aula, dessa vez, como aluna. “Eu acho que sou daquela geração que realmente tinha essa visão de que tinha que escolher uma carreira para o resto da vida”, comenta.

Hoje, Gisele cursa Psicologia e enxerga as duas formações como complementares. Para ela, o conhecimento sobre o comportamento humano amplia sua atuação na comunicação, enquanto a experiência em comunicação também contribui para sua formação em Psicologia. “Não necessariamente eu abandonei. Eu complemento”, explica.

A mensagem que ela deixa aos estudantes e profissionais é direta. “Se você tem aquele desejo, aquele sonho, vai realizar. Hoje a gente tem possibilidades de fazer outras faculdades, de experimentar outras coisas, e o estudo, o conhecimento, ele vem sempre agregar”.

Serviço

Feira de Profissões Unoeste 2026

Campus 2 – Presidente Prudente

Até 11 de setembro – sexta-feira

Das 8h às 12h e das 13h às 17h

Inscrição gratuita para o Concurso de Bolsas durante a Feira

Válido para 45 cursos, exceto Medicina

Concurso de Bolsas: 18 de outubro de 2026

Bolsas de até 80% de desconto nas mensalidades e matrícula.

GALERIA DE FOTOS

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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