Estudante de Engenharia Civil retorna de intercâmbio nos EUA
Programa Ciências sem Fronteiras proporcionou intensivo de inglês, estudos na área específica e estágio numa empresa
Após 14 meses de intercâmbio nos Estados Unidos, retornou no começo desta semana a Presidente Prudente o estudante de Engenharia Civil da Unoeste, Hugo Rojas Converso. Com aporte financeiro do governo federal, através do programa Ciências sem Fronteiras, foi possível fazer curso intensivo da língua inglesa, estudos de oito disciplinas da área específica e estágio numa empresa. Entre uma estação do ano e outra, com férias de uma semana, viajou para Califórnia, Chicago, Las Vegas e Nova Iorque.
Para o estudante foi muito proveitoso e as experiências vividas deverão fazer o diferencial em sua carreira profissional. Quando viajou em junho do ano passado, havia concluído o 5º termo do curso. Esta semana retomou aos estudos no 6º termo, com a possibilidade de aproveitamento de créditos de disciplinas feitas no exterior. Nesta quarta-feira (5) esteve com o assessor de relações interinstitucionais da universidade, Dr. Antonio Fluminhan Júnior, para acertar a documentação.
Assim que chegou à Iowa States University, na cidade de Ames, fez dois meses de inglês. Na sequência, nos dois semestres de engenharia civil teve aulas sobre custos de maquinários pesados, geotecnia, economia específica para a área e informática com a utilização do software Revit para projetos de construções, que leva automaticamente para três dimensões o projeto feito em duas. Nas atividades práticas utilizou o laboratório de geotecnia, mas teve oportunidade de conhecer outros laboratórios.
“Os laboratórios daqui [Unoeste] não deixam nada a desejar”, comparou para contar que o sistema de estudos dos norte-americanos é diferente. São poucas aulas em sala e muita tarefa, com atribuições de notas semanais. “Particularmente prefiro o sistema brasileiro. Lá, as provas são fáceis. Aqui, a provas exigem mais”, comentou. Sobre os estudos, disse ainda que, apesar da biblioteca gigante, é obrigatória a compra de livro para cada disciplina.
Durante a permanência em Ame, morou no alojamento da universidade, num apartamento de quatro quartos, sendo os três outros ocupados por estudantes norte-americanos. Teve três refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar; servidos no refeitório mantido pelo governo, como um dos benefícios concedidos pela universidade pública que, diferentemente do Brasil, é paga. A comida americana – basicamente batata, peru, frango e hambúrguer – fez sentir falta de arroz, feijão e bife.
Houve a oportunidade de convivência com estudantes de outras nacionalidades, principalmente no curso de inglês. A maioria era chineses, árabes e indianos. Dentre os professores, havia dois chineses. O transporte público (ônibus) para estudante é gratuito numa cidade de 60 mil habitantes, sendo a metade formada por universitários. “Cidade pequena, mas igual as grandes, com infraestrutura como a de estrada com três pistas de cada lado”, contou. Outra coisa que chamou a atenção do estudante foi a prática tributária, com imposto de 7% para qualquer produto.
O estágio foi em Saint Luis, a segunda maior cidade no Estado do Missouri com cerca de meio milhão de habitantes e com mais de 2 milhões na região metropolitana. Trabalhou como auxiliar do supervisor, no escritório num trailer instalado no canteiro de obras. Durante a estada nos Estados Unidos, Converso recebeu a visita de sua família duas vezes. De volta ao Brasil, dedica a maior parte do seu tempo aos estudos e tem pensamento voltado para construções sustentáveis, embora não seja algo plenamente definido.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste