Farmácia Comunitária precisa de doações
Anti-hipertensivos e antialérgicos são os medicamentos mais solicitados, unidade atende exclusivamente usuários da rede pública de saúde
Há seis meses a Farmácia Comunitária do HU (Hospital Universitário “Dr. Domingos Leonardo Cerávolo”) atende usuários da rede pública de saúde por meio do fornecimento gratuito de medicamentos. Inaugurada em fevereiro de 2007, numa parceria com a Faculdade de Farmácia da Unoeste, é voltada exclusivamente às pessoas que não possuem condições financeiras de adquirir os medicamentos no mercado. Este serviço atende pacientes de várias cidades da região – não apenas aqueles assistidos pelo HU – mediante a apresentação do receituário do SUS (Sistema Único de Saúde).
Todos os medicamentos são conseguidos por meio de doações e através de campanhas, como por exemplo, o Trote do Bem, realizado pelas Faculdades de Medicina, Enfermagem e Farmácia da Unoeste. Para continuar atendendo de forma satisfatória todas as solicitações da população, o coordenador do serviço, o farmacêutico e professor da Unoeste, Sérgio Marcos da Silva, ressalta a necessidade da colaboração da comunidade no que se refere à doação de medicamentos:
“Estamos sempre precisando de amostras e aceitamos qualquer tipo de medicamento, desde que esteja dentro do prazo de validade. Aquelas embalagens abertas, mas que não serão mais utilizadas, podem beneficiar muitas pessoas em tratamento. Apenas alertamos para alguns cuidados, principalmente em relação aos frascos de medicamentos líquidos, que não podem estar abertos. Nesse caso, só aceitamos se estiverem lacrados”, informa Silva.
De acordo com ele, os medicamentos mais solicitados são os anti-hipertensivos e antialérgicos. “Alguns medicamentos tem procura permanente, no entanto, alguns predominam em determinadas épocas do ano. No inverno, por exemplo, os xaropes e antigripais são muito solicitados. As doenças, de uma forma geral, acompanham as estações do ano”, comenta.
Automedicação
De acordo com o farmacêutico, a automedicação ainda faz parte dos costumes da população brasileira. O hábito de consumir remédios sem a prescrição médica é prejudicial e, segundo Silva, pode complicar ainda mais a saúde do paciente:
“O que é bom para uma pessoa pode não ser para outra. Um medicamento ingerido por conta própria e sem indicação para aquela doença pode causar reações adversas como alergia e diarréia, podendo agravar o quadro clínico do paciente. Cabe ao farmacêutico fazer esse controle exigindo sempre que for preciso o receituário médico”.
Ele ainda ressalta que, além de atender a população, a Farmácia Comunitária tem seu caráter de ensino, funcionando como local de estágio para acadêmicos do curso de Farmácia:
“A Farmácia Comunitária funciona também como um local de estágio supervisionado para os alunos. Aqui eles atuam sob minha responsabilidade, fornecendo orientações sobre o uso correto do medicamento, aprendem sobre estoque, entre outras coisas. É uma forma de ajudar a quem precisa e ainda apresentar aos alunos à realidade da saúde pública”, destaca.
Serviço
As pessoas que precisam de medicamentos podem procurar a Farmácia Comunitária da universidade, que está localizada no Ambulatório de Especialidades “Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima”, munidos de prescrição médica, preferencialmente do Sistema Único de Saúde (SUS). O local funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30, e das 13h às 17h.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste