Laboratório de simulação desenvolve habilidades médicas
No LabMit, estudantes de Medicina praticam cricotireoidostomia com recursos tecnológicos e simulação de situações de emergência
Desenvolver habilidades para agir em situações médicas de emergência exige preparo e treinamento. Na Unoeste Guarujá, estudantes de Medicina praticam procedimentos como a cricotireoidostomia no Laboratório Multidisciplinar de Inovação e Tecnologia (LabMit), um laboratório de simulação que integra recursos tecnológicos ao ensino prático.
A atividade é conduzida pelo doutor Mario Fernandez Sobral, professor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e de Fundamentos de Técnica Operatória (FTO). O objetivo é capacitar os estudantes a reconhecer situações críticas e compreender quando é necessário estabelecer uma via aérea de emergência.
“O principal objetivo da aula prática de cricotireoidostomia é capacitar o estudante a reconhecer uma situação crítica de comprometimento da via aérea e compreender quando e como estabelecer uma via aérea de emergência. No laboratório, conseguimos transformar o conhecimento teórico em uma experiência prática, permitindo que o aluno conheça os marcos anatômicos, a sequência do procedimento e, principalmente, desenvolva um raciocínio rápido e organizado diante de uma emergência”, explica o professor.
Simulação prepara para situações críticas
A cricotireoidostomia é indicada em situações de emergência nas quais há obstrução grave da via aérea e não é possível garantir a oxigenação adequada pelos métodos convencionais.
“É um procedimento de exceção, mas potencialmente salvador de vidas”, ressalta Sobral, ao explicar que uma das situações clássicas para sua indicação ocorre quando não é possível intubar nem oxigenar adequadamente o paciente.
Além do conhecimento técnico, a atividade permite trabalhar reconhecimento anatômico, coordenação motora, organização da sequência do procedimento, tomada de decisão e atuação sob pressão.
“A simulação permite ainda que o estudante erre, identifique suas dificuldades e repita o procedimento em um ambiente controlado, antes de eventualmente enfrentar uma situação semelhante em um paciente real”, afirma o docente.
Tecnologia integrada ao ensino médico
A estrutura do laboratório de simulação favorece o acompanhamento das demonstrações e a reprodução das técnicas pelos estudantes. O professor realiza a demonstração com filmagem ao vivo, transmitida diretamente para os monitores disponíveis nas bancadas. Assim, os alunos conseguem acompanhar os detalhes do procedimento e executar as etapas nos próprios simuladores, de maneira sincronizada com a orientação docente.
O espaço também conta com uma tela interativa que permite fazer marcações, destacar estruturas anatômicas e chamar a atenção para pontos específicos da técnica.
“O LabMit oferece uma estrutura que favorece muito esse aprendizado. Conseguimos demonstrar a técnica por meio de filmagem ao vivo, que é transmitida diretamente para os monitores disponíveis nas bancadas. Dessa forma, todos os alunos conseguem acompanhar os detalhes do procedimento e, ao mesmo tempo, reproduzir cada etapa em seus próprios simuladores, de maneira sincronizada com o professor”, destaca Sobral.
Para ele, a possibilidade de praticar e receber orientação antes do contato com situações reais é um dos principais benefícios da estrutura.
“No final, estamos falando de uma formação médica mais prática e, principalmente, mais segura. Quanto mais preparado o aluno chega ao ambiente assistencial, maior é a segurança tanto para ele quanto para o paciente”, afirma.
Estudantes destacam a experiência prática
A percepção dos estudantes reforça a importância da integração entre teoria e prática durante a graduação. Vitória Rolim, do 7° termo de Medicina, destaca a qualidade dos equipamentos e a contribuição dos professores para a aprendizagem.
“Os professores têm uma base muito boa e explicam muito bem para a gente. A gente sai daqui com uma base sólida tanto teórica quanto prática. Apesar de a gente ainda estar só no ciclo clínico, sinto que estamos bem preparados para chegar ao internato e conseguir fazer alguns procedimentos com mais experiência do que tínhamos antes”, relata a estudante.
Já Samara Leite, da mesma classe de Vitória, ressalta como a tecnologia contribui para a compreensão das técnicas cirúrgicas. “A tecnologia integrada à prática é crucial para a gente conseguir desenvolver a técnica certa. A disposição das peças, com a combinação da imagem, fica tudo muito didático”, afirma.
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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste