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Luta antimanicomial traz debate sobre cuidado em liberdade

Evento promovido pelos cursos de Psicologia e Medicina discute saúde mental, infância e os desafios da reforma psiquiátrica no Brasil


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Foto: Cedida Professor Roberto Tykanori ministra palestra sobre luta antimanicomial durante evento da Semana da Saúde Mental 2026 no campus Guarujá da Unoeste.
Psiquiatra Prof. Dr. Roberto Tykanori conduziu palestra sobre luta antimanicomial e cuidado em liberdade durante a abertura da Semana da Saúde Mental

A luta antimanicomial e os desafios do cuidado em liberdade estiveram no centro dos debates da Semana da Saúde Mental 2026, aberta nesta segunda-feira (18), Dia Nacional da Luta Antimanicomial, no campus Guarujá da Unoeste.

Promovido pelos cursos de Psicologia e Medicina, o evento começou com palestra do psiquiatra Prof. Dr. Roberto Tykanori, um dos principais nomes da reforma psiquiátrica brasileira, e reúne discussões sobre saúde mental infantil, judicialização e políticas públicas de cuidado.

Com participação de estudantes, profissionais da saúde e comunidade externa, a programação segue até esta terça-feira (19).

Luta antimanicomial e cuidado em liberdade

Durante a conferência de abertura, Dr. Roberto Tykanori refletiu sobre o reconhecimento da subjetividade das pessoas em sofrimento psíquico e criticou práticas históricas presentes nos antigos manicômios.

“A maior forma de violência é a anulação do outro. Anular o outro é a pior violência que você pode cometer”, afirmou.

Segundo o psiquiatra, o modelo manicomial anulava a individualidade dos pacientes e impedia a construção de relações de cuidado humanizadas.

A discussão esteve diretamente ligada aos princípios da reforma psiquiátrica e ao conceito de cuidado em liberdade, eixo central da programação promovida pela universidade.

Luta antimanicomial aproxima estudantes da saúde mental

Para a coordenadora do curso de Psicologia da Unoeste, Dra. Aline Cacozzi do Espírito Santo, a Semana da Saúde Mental contribui para aproximar os estudantes do contexto histórico da reforma psiquiátrica e das discussões sobre luta antimanicomial.

Segundo ela, compreender o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) é essencial para a formação dos futuros profissionais da saúde.

 “Os estudantes fazem estágios nos Caps, então essa também é uma oportunidade de compreenderem melhor essa história e o papel deles no cuidado”, explica.

Além dos acadêmicos da Unoeste, a programação também foi aberta para participação da comunidade externa.

“A nossa intenção foi reunir pessoas interessadas no tema para discutir conosco e ampliar o olhar sobre questões importantes relacionadas à saúde mental”, completa.

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Saúde mental infantil e judicialização encerram programação

A Semana da Saúde Mental termina nesta terça-feira (19) com uma mesa-redonda interdisciplinar sobre infância, judicialização e saúde mental.

O debate reunirá profissionais da Psicologia, Psiquiatria, Justiça e Assistência Social para discutir os desafios do cuidado em saúde mental infantil, além dos impactos das vulnerabilidades sociais e do acesso aos direitos. 

Entre os convidados está o juiz Dr. Leonardo Grecco, que já integrou o Tribunal Penal Internacional de Haia, corte internacional responsável pelo julgamento de crimes contra a humanidade, genocídios e crimes de guerra.

A programação também contará com representantes do CAPS IJ, CRAS e especialistas que atuam diretamente com infância e adolescência.

A discussão abordará temas como medicalização infantil, violência, políticas públicas de cuidado e os desafios da proteção integral de crianças e adolescentes.

Formação crítica e acolhimento fazem parte da experiência acadêmica

 A acadêmica Maria Estela Nascimento dos Santos Ferreira, do 3º termo de Psicologia, destaca que a experiência universitária vai além da estrutura acadêmica.

Escolhi fazer Psicologia na Unoeste porque pesquisei bastante antes de decidir e percebi que a universidade tinha excelência em estrutura e ensino.”

Para ela, a programação da Semana da Saúde Mental ampliou ainda mais a reflexão sobre acolhimento, dignidade humana e cuidado em saúde mental. 

Acrescenta que a apresentação do grupo MedMelodia foi muito esclarecedora sobre o que acontecia nos manicômios. Já a palestra com o professor Roberto Tykanori foi enriquecedora em todos os sentidos.

“Ouvir alguém com tanta vivência e conhecimento falar sobre o tema foi uma honra. Como futura psicóloga, me sinto feliz em fazer parte da Unoeste e de participar de aprendizados tão importantes para o nosso desenvolvimento acadêmico.”

A futura psicóloga revela que discutir saúde mental também significa reconhecer a importância da escuta e do acolhimento. “Uma sociedade saudável não é aquela onde ninguém sofre, mas aquela onde ninguém precisa sofrer sozinho”.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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