Maratona de Programação classifica Fipp para final nacional
Três equipes da instituição ficaram entre as 15 primeiras colocadas em Marília; competição reúne raciocínio, conhecimento técnico e trabalho coletivo
A Maratona de Programação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) terminou com resultado expressivo para a Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp/Unoeste). Na etapa regional realizada em Marília, três equipes da instituição participaram da competição e conquistaram o 1º, o 4º e o 15º lugares, entre 24 times de seis instituições de ensino.
Com a vitória, a equipe Mega Brain, calcule o que sobra, formada pelos estudantes Arthur Orosco, do 5º termo de Sistemas de Informação, Carlos Daniel, do 4º termo de Ciência da Computação, e José Vitor, do 6º termo de Ciência da Computação, garantiu uma vaga na Final Brasileira da Maratona SBC de Programação.
A etapa regional reuniu equipes da Fipp/Unoeste, Unesp de Presidente Prudente e Bauru, Fatec Garça, Unimar e IFSP de Birigui. Em todo o país, 965 equipes participaram das classificatórias em busca de uma vaga na fase nacional.
O professor doutor Francisco Assis da Silva, da Fipp, destaca que o desempenho reflete o trabalho desenvolvido pela instituição na preparação dos estudantes. “Esse resultado mostra a seriedade e a relevância dos cursos de Computação da Fipp/Unoeste. A primeira colocação na etapa regional garantiu, mais uma vez para nós, a conquista da única vaga na sede de Marília para a fase final brasileira da Maratona SBC de Programação”, afirma.
Preparação vai além da sala de aula
A Maratona de Programação exige dos participantes conhecimento técnico, raciocínio lógico, capacidade de trabalhar em equipe e habilidade para solucionar problemas sob pressão. As equipes têm cinco horas para resolver o maior número possível de desafios, utilizando apenas um computador e materiais impressos.
Para chegar bem preparado à competição, os estudantes precisam complementar os conteúdos da graduação com estudos direcionados a áreas como matemática, geometria computacional, algoritmos, estruturas de dados e grafos.
Além do estudo, o treinamento envolve a resolução de problemas de edições anteriores e a participação em competições preparatórias realizadas ao longo do ano. Na Fipp, essa preparação também é estimulada por uma competição interna realizada desde 2005 durante a Semana de Informática. A iniciativa permite aos professores identificar estudantes com potencial para participar de competições de programação.
“Tudo isso é aliado a muito treino na resolução de problemas de competições anteriores, além de participar de competições de treino que acontecem durante o ano disponíveis na Web. Nós realizamos uma competição similar interna na Fipp desde 2005 para incentivar e estimular os alunos a estudar e a treinar para as competições”, explica Francisco.
Conhecimento valorizado pelo mercado
Mais do que o resultado obtido na competição, a experiência contribui para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos participantes. A preparação exige aprofundamento em diferentes áreas da computação e estimula os estudantes a trabalhar de forma colaborativa na busca por soluções.
Segundo o professor, esse conjunto de competências também é valorizado pelas empresas do setor de tecnologia. “A preparação para a Maratona de Programação exige muito estudo, e isso faz com que os alunos adquiram conhecimento aprofundado em diversas áreas da computação, tornando-os não só excelentes alunos, mas também destaques no mercado de tecnologia”, afirma.
O docente acrescenta que grandes empresas de tecnologia acompanham o desempenho de estudantes que participam desse tipo de competição, justamente pela combinação entre conhecimento técnico, dedicação e capacidade de trabalho em equipe.
Fipp se prepara para etapa nacional
Além da equipe campeã, a Fipp/Unoeste foi representada pelo time Complexidade O (Desespero), que ficou em 4º lugar, formado por Gabriel Savoldi, João Paulo e Lucas Panucci, todos do 8º termo de Ciência da Computação.
Com a classificação, a equipe vencedora agora concentra os esforços na preparação para a Final Brasileira, que será realizada de 5 a 8 de novembro, em Uberlândia (MG). Os treinamentos continuam com o auxílio de Leonardo Anholetto, ex-aluno da Fipp e ex-competidor da Maratona.
A expectativa é chegar entre as melhores equipes do país. “Estar entre as 65 melhores equipes de todo o Brasil já é motivo de orgulho para nós”, destaca Francisco.
Desafio reúne universidades de todo o país
Realizada pela Sociedade Brasileira de Computação, a competição é voltada a estudantes de graduação e início de pós-graduação em Computação e áreas relacionadas. A Maratona de Programação integra o circuito internacional do ICPC (International Collegiate Programming Contest).
Durante a disputa, cada equipe é formada por três estudantes, que precisam analisar os problemas, definir estratégias, desenvolver os códigos e submetê-los à avaliação dos juízes. Cada resposta incorreta gera penalidade de tempo, tornando a estratégia tão importante quanto o conhecimento técnico.
A competição busca desenvolver criatividade, capacidade de trabalho em equipe, busca por novas soluções de software e habilidade para resolver problemas sob pressão. Os melhores desempenhos da Final Brasileira avançam para a etapa latino-americana, conhecida como “Programadores de América”, que seleciona equipes para as finais mundiais do ICPC.
A Final Brasileira deste ano será realizada pela Faculdade de Computação (Facom) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com a SBC.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste