Medicina detecta baixa adesão a exame de próstata no Cambuci
Apenas 10% dos homens acima de 40 anos que moram no bairro já fizeram dosagem do PSA
Levantamento feito pelo curso de Medicina da Unoeste, na Estratégia Saúde da Família (ESF) do Jardim Cambuci, em Presidente Prudente, constata que apenas 10% dos homens acima de 40 anos já realizaram a dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA, na sigla em inglês). Este exame ajuda na detecção do câncer de próstata sem ser mediante o toque. De acordo com Estela Batistela Romeiro, do 5º termo de Medicina, o resultado é insatisfatório, pois apenas 50 dos 500 entrevistados submeteram-se ao procedimento.
O estudo demonstra que, na maioria dos casos, os homens recorrem aos serviços de saúde apenas quando a doença está avançada. Portanto, não fazer a prevenção do câncer de próstata, segunda maior causa de mortalidade masculina, pode acarretar em consequências desagradáveis. Isso, pois, uma vez que “ao invés de serem atendidos no posto de saúde, perto de sua casa, precisam procurar um especialista, o que gera mais custo para o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo, sofrimento físico e emocional do paciente e da família”, aponta a acadêmica.
Como a não adesão às medidas de saúde integral tende a levar ao aumento do câncer de próstata e, consequentemente, dos índices de mortalidade, a Medicina da Unoeste promoveu a 1ª Campanha de Prevenção à Saúde do Homem no ESF do Cambuci. A atividade, realizada na quarta-feira (17), recebeu parceria do curso de Enfermagem, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e da Secretaria Municipal de Saúde de Prudente. Além de Estela, as acadêmicas presentes foram Amanda Campoy, Camila Ferrari, Carolina Caravina, Catarina Corral, Talia Martin e Thayane Castro, todas do 5º termo de Medicina. Estiveram acompanhadas pelas preceptoras Elenice Morini Duarte, professora do curso, e Christiane Mohr Funes Jacomini, médica do ESF.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste