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Pesquisadores da Unoeste integram obra vencedora do Jabuti

Capítulo sobre saúde do solo reúne professores e doutora egressa da pós-graduação em Agronomia da universidade


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Foto: Cedida Prêmio Jabuti ao lado do livro premiado e que traz em um dos capítulos professores e egressa da Unoeste
Livro "Saúde do solo em ecossistemas tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas" é um marco à literatura agro-ambiental brasi

A produção científica desenvolvida por pesquisadores da Unoeste ganhou reconhecimento nacional com a conquista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026, na categoria Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Os professores Ciro Antônio Rosolem e Fábio Rafael Echer, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, e a doutora egressa Carolina Honorato Rocha participaram da elaboração do capítulo 15 do livro Saúde do Solo em Ecossistemas Tropicais: A base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, vencedor da categoria.

A cerimônia de premiação ocorreu na última semana (dia 11), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A obra foi publicada pela Editora Fealq em parceria com a Brazilian Soil Health Partnership (BSHP) e o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon), com apoio da Fapesp e da Nestlé.

O capítulo desenvolvido pelos pesquisadores aborda a saúde do solo em ecossistemas tropicais, com atenção à cultura do algodão. Carolina Honorato Rocha foi orientanda de doutorado e concluiu a formação em 2024, integrando o grupo de pesquisadores responsáveis pela produção do conteúdo.

Saúde do solo e agricultura regenerativa

Segundo o professor Fábio Rafael Echer, o trabalho reúne conhecimentos sobre a importância da construção e da recuperação da saúde do solo para diferentes sistemas agrícolas. “O trabalho envolveu a saúde do solo em ecossistemas tropicais, então ele é um compilado da importância da construção ou da recuperação dessa saúde do solo, importância para vários cultivos, incluindo o algodoeiro”, explica.

A temática ganhou espaço nas discussões sobre agricultura regenerativa, conceito relacionado à recuperação e ao fortalecimento dos sistemas produtivos por meio de práticas que favorecem o equilíbrio do solo e a presença de vida nesse ambiente.

Entre as estratégias citadas pelo professor estão o plantio direto, a rotação de culturas, a adubação verde, a aplicação de resíduos como estercos e compostos e o uso de bioinsumos.

Os bioinsumos são produtos baseados em organismos como bactérias, fungos e vírus e fazem parte de estratégias voltadas à redução da pressão de contaminação dos sistemas agrícolas. “A saúde do solo trata desse contexto do equilíbrio, da qualidade do solo e com o intuito, obviamente, de melhorar a produtividade dos sistemas agrícolas”, destaca Echer.

Reconhecimento à produção científica

Para o professor, a conquista do Jabuti Acadêmico representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e das diferentes instituições envolvidas na construção da obra.

“A premiação do Jabuti Acadêmico reconhece a importância desse tema. Isso deixa a gente muito lisonjeado porque é um prêmio que reconhece a excelência do conteúdo bibliográfico produzido”, afirma.

Echer ressalta que a premiação não representa apenas uma conquista individual ou institucional, mas reconhece o trabalho coletivo desenvolvido ao longo da produção do livro. “Isso deixa todos nós muito contentes para saber que o trabalho que vem sendo feito, no caso da cultura do algodão, contribuiu para que essa obra fosse premiada. Então, coroa ou reconhece um mérito acadêmico do trabalho em si, não só da nossa instituição, mas de todas as instituições que contribuíram com esse prêmio”.

Solo como aliado diante das mudanças climáticas

A obra vencedora aborda o solo como um ecossistema vivo, complexo e dinâmico, cuja importância vai muito além da sustentação das plantas e dos cultivos. O livro destaca funções relacionadas à regulação dos ciclos da água, ao armazenamento e à reciclagem de nutrientes e à manutenção da biodiversidade.

O solo também é apontado como o maior reservatório terrestre de carbono e desempenha funções ecossistêmicas essenciais para a sociedade e para a natureza. Por isso, a discussão sobre sua conservação e recuperação ganha relevância diante dos desafios relacionados às mudanças climáticas.

Reconhecimento nacional

Em 2026, o Prêmio Jabuti Acadêmico recebeu 2.085 obras inscritas em 27 categorias, segundo informações da organização. A premiação é promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e foi criada para reconhecer a produção acadêmica, científica, técnica, profissional e didática brasileira.

Criado em 2024, o Jabuti Acadêmico surgiu com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com o objetivo de valorizar livros que contribuem para a produção e a disseminação do conhecimento no país.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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