Pesquisas da Unoeste se destacam em congresso em Roma
Docentes levam estudos sobre saúde da mulher à Itália e conquistam reconhecimento internacional
Representando a Unoeste, professores da universidade de Jaú participaram do Congresso de 40º Aniversário da Sociedade Internacional de Endocrinologia Ginecológica (ISGE 2026 – 40th Anniversary Congress of the International Society of Gynecological Endocrinology), um dos principais eventos internacionais da área, realizado entre os dias 4 e 6 de março, em Roma, na Itália. A edição contou com a presença de cerca de 130 pesquisadores brasileiros.
Pesquisas da Unoeste em destaque
O professor Claudio Lera Orsatti, docente e coordenador do curso de Biomedicina, apresentou dois trabalhos de relevância internacional. O primeiro é intitulado “HSP27 circulante como biomarcador protetor de risco cardiovascular em mulheres pós-menopausa: evidências de um estudo transversal” (Circulating HSP27 as a Protective Biomarker for Cardiovascular Risk in Postmenopausal Women: Evidence from a Cross-Sectional Study). A pesquisa, financiada pela Fapesp, foi selecionada para apresentação ao vivo na Arena de Pôsteres do Prêmio ISGE de Excelência em Pesquisa e Inovação.
O segundo trabalho apresentado pelo docente, O exercício resistido promove a mobilização de células CD8+ que expressam TLR3 e IL-1ß para a circulação em mulheres pós-menopausa (Resistance Exercise Promotes Mobilization of CD8+ Cells Expressing TLR3 and IL-1ß into the Circulation in Postmenopausal Women), demonstra como o exercício resistido influencia a mobilização de células imunológicas relacionadas à resposta inflamatória em mulheres na mesma faixa etária, abrindo caminhos para novas abordagens preventivas e terapêuticas.
A professora Gabriela Romano, também docente da Unoeste e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde sob orientação do Prof. Claudio, apresentou o estudo “Associações de vitamina D, IL-6 e sintomas depressivos com a síndrome metabólica em mulheres pós-menopausa” (Associations of Vitamin D, IL-6, and Depressive Symptoms with Metabolic Syndrome in Postmenopausal Women), que analisa a relação entre os níveis de vitamina D, marcadores inflamatórios e sintomas depressivos no contexto da síndrome metabólica, condição de alta prevalência entre mulheres após a menopausa.
Saúde da mulher em foco
Segundo Claudio, as pesquisas surgiram de uma preocupação com a saúde da mulher, especialmente durante a transição para a menopausa. Nesse contexto, os estudos buscam compreender os impactos dessas alterações e contribuir para avanços na prevenção e no cuidado.
“O ponto de partida foi a necessidade de entender como as alterações metabólicas desse período aumentam o risco de doenças cardiocirculatórias. Nosso objetivo é decifrar esses mecanismos biológicos para oferecer não apenas diagnósticos mais precisos, mas estratégias de prevenção que garantam qualidade de vida e longevidade às mulheres, transformando a pesquisa de bancada em benefícios diretos para a comunidade", comenta.
O professor também destaca que as pesquisas ainda estão em andamento, mas já apresentam resultados promissores. Os dados preliminares foram levados ao congresso e reconhecidos pela comunidade, o que reforça a relevância dos estudos.
“Atualmente, nossos trabalhos estão em fase de conclusão. O que levamos para o congresso da ISGE foram achados preliminares, que já indicam tendências muito sólidas. Esses dados foram selecionados pelo comitê científico internacional e serão publicados nos anais do evento, o que garante a propriedade intelectual da nossa universidade enquanto finalizamos as análises para a publicação dos artigos completos”, explica.
Para ele, a participação no congresso reforça a inserção da Unoeste no cenário científico, além de proporcionar troca de experiências com especialistas de diferentes países, ampliando o alcance dos estudos realizados.
“Foi uma oportunidade ímpar de trocar experiências com os maiores nomes da área, validar nossos métodos e mostrar que a ciência produzida na nossa universidade tem relevância e impacto global, especialmente no que se diz respeito à saúde da mulher", afirma.
Equipe multidisciplinar
As pesquisas contaram com a participação de alunas de iniciação científica bolsistas da Fapesp: Livia Maria de Jesus Pereira e Gabriela Torres Pinheiro. Também integraram o grupo Ana Luíza Quevedo, Marcela Arietti e Julia Oliveira Pereira, estudantes do curso de Medicina.
Da pós-graduação, participou a doutoranda Gabriela Romano de Oliveira, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. O trabalho ainda contou com o apoio da professora Nailza Maestá, do curso de Biomedicina, além de pesquisadores parceiros nacionais e internacionais.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste