Pioneira no ensino, Unoeste inaugura Biblioteca de Ossos
Em parceria com a Nacional Ossos, iniciativa amplia o acesso dos estudantes a modelos anatômicos para atividades de estudo
Imagine entrar em uma biblioteca e, em vez de retirar um livro, sair com um crânio, um fêmur ou uma coluna vertebral para estudar. Essa experiência passou a fazer parte da rotina dos estudantes de Medicina da Unoeste, que agora contam com um espaço dedicado ao estudo prático da anatomia por meio de peças ósseas.
A universidade inaugurou nesta quinta-feira (13) a Biblioteca de Ossos, iniciativa que amplia as possibilidades de aprendizagem em anatomia e permite que os alunos tenham contato com modelos anatômicos também fora do horário de aula.
O novo espaço foi criado em parceria com a Nacional Ossos, empresa jauense especializada na produção de modelos anatômicos e reconhecida internacionalmente pela fabricação de peças ultrarrealistas. Ao todo, a empresa doou seis conjuntos completos de sua linha de ortopedia, que somam 84 peças produzidas com dimensões, textura e densidade semelhantes às dos ossos humanos.
Uma nova forma de estudar anatomia
A proposta é simples: assim como acontece em uma biblioteca convencional, os estudantes poderão retirar temporariamente os modelos anatômicos para realizar estudos e atividades. Todo o acervo será catalogado, facilitando o empréstimo e ampliando o acesso às estruturas anatômicas ao longo da formação.
Para a professora Rafaela Vendrame, a possibilidade de estudar com os modelos em diferentes momentos contribui diretamente para a assimilação dos conteúdos.
“A anatomia é uma disciplina que exige muito contato visual e também muita repetição. Então, quanto mais oportunidades o aluno tiver de olhar, manipular e reconhecer essas estruturas, melhor vai ser a construção desse conhecimento", diz.
A anatomia acompanha o estudante durante a graduação em diferentes cursos, e serve como base para a compreensão de conteúdos que serão aprofundados ao longo da formação. Por isso, iniciativas que fortalecem esse aprendizado desde os primeiros contatos com a disciplina podem contribuir para um aprendizado mais completo.
“Tudo que contribui para que o aluno compreenda melhor o corpo humano acaba refletindo na formação médica como um todo. A anatomia é uma base muito importante para várias outras disciplinas e para a própria prática profissional. Então, fortalecer esse aprendizado desde o início é muito significativo”, finaliza.
Protagonismo estudantil marca nova conquista
A criação da Biblioteca de Ossos surgiu a partir de uma iniciativa do Centro Acadêmico enquanto buscava parceiros para o Comej, congresso médico estudantil organizado pelos próprios alunos. A aproximação com a Nacional Ossos evoluiu para uma parceria que agora se concretiza com a criação deste novo espaço de estudo.
Para a presidente do Centro Acadêmico, Letícia Carinhato, a iniciativa representa uma novidade para os estudantes e também deixa um legado para as próximas turmas.
“Tudo isso que está acontecendo é algo novo. Nós nunca tivemos algo desse tipo, e todos os alunos que entrarem a partir de agora poderão se beneficiar de tudo que estamos colhendo. Aproveitem”, destaca Letícia.
Modelos que complementam a experiência prática
Na prática, a Biblioteca de Ossos ajuda a superar uma das limitações do ensino de anatomia: o tempo disponível para contato com as peças utilizadas durante as aulas. Atualmente, para estudar essas estruturas, os estudantes precisam de agendamento para utilizar o material. Agora, o aluno pode estudá-las quando e onde quiser.
A utilização dessas peças oferece ainda uma alternativa ética e segura, além de permitir que os estudantes tenham acesso individualizado às estruturas durante o período de estudo.
Para Fabiana Franceschi, CEO da Nacional Ossos, a proposta não é substituir as experiências realizadas com peças humanas. Pelo contrário, os modelos sintéticos funcionam como uma ferramenta adicional para reforçar conteúdos e favorecer a autonomia dos estudantes no processo de aprendizagem.
“O uso de cadáveres nunca vai ser substituído. Os modelos vêm agregar e ser um facilitador para o desenvolvimento acadêmico. Acreditamos que essa iniciativa pode inspirar novas possibilidades para o ensino em instituições de diferentes partes do mundo”, afirma.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste