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Prudente constrói material didático adequado para imigrantes

Produção feita na Unoeste oferta suporte técnico-científico a professores voluntários de língua portuguesa para refugiados 


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Foto: Homéro Ferreira Prudente constrói material didático adequado para imigrantes
Material Didático utilizado por instituições religiosas em Presidente Prudente

Pesquisa sobre a aplicação do Português como Língua de Acolhimento (PLAc) para imigrantes refugiados constata que proposta desenvolvida em Presidente Prudente contempla esse público com material adequado, que atende as necessidades.

A constatação ocorre junto a Professores Voluntários (PVs) que têm atuado em aulas proporcionadas por instituições religiosas, com a oferta de embasamento técnico-científico através de material produzido na Unoeste, desde maio de 2024.

Com dissertação levada à defesa pública nesta semana, o estudo articulou o perfil dos professores voluntários, as estratégias pedagógicas adotadas, o uso do material didático e as políticas migratórias brasileiras.

Números expressivos 

A pedagoga especialista em educação inclusiva Loren de Oliveira Generoso, em contextualização de fluxo imigratório, apresentou que são 120 milhões de pessoas em situação de deslocamento forçado no mundo.

O dado da Organização das Nações Unidas (ONU) é de 2024. No mesmo ano, o relatório Refúgio em Números, do governo federal, apresenta o recebimento de 68 mil refugiados, sendo a maioria de venezuelanos: 27 mil; o que representa 39,7%. 

Seguindo os rigores metodológicos da produção científica, os resultados da pesquisa evidenciam que o português, como língua de acolhimento, ultrapassa a dimensão instrumental da aprendizagem linguística.

Nessa condição, se apresenta como prática educativa comprometida com o acolhimento, pertencimento social e fortalecimento da cidadania de imigrantes refugiados. Também foram encontradas outras evidências. 

“As análises demonstram que as práticas desenvolvidas por professoras voluntárias valorizam a comunicação cotidiana, mediação intercultural e reconhecimento de experiências de vida”, conforme a autora do estudo.

A prática também beneficia a autonomia, participação social e construção de vínculos comunitários. Em relação as políticas de imigração no Brasil, houve a verificação de avanços de normativas relevantes.

Faltam diretrizes específicas 

Todavia, ainda existem fragilidades relacionadas a ausência de diretrizes específicas voltadas ao ensino do PLAc, especialmente na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 “Essa lacuna demonstra descompasso entre garantia formal do direito à educação e implementação efetiva de estratégias institucionais de acolhimento linguístico”, pontua Loren em sua dissertação.

Foto: Homéro Ferreira Professora Loren: autora do estudo e aprovada para receber o título de Mestre em Educação
Professora Loren: autora do estudo e aprovada para receber o título de Mestre em Educação

Sobre o material didático objeto do estudo, foi verificado que contribui para a organização das práticas pedagógicas; reforçando a importante atuação mediadora dos professores voluntários, na condição de indispensáveis.

Enquanto recurso pedagógico, o material não substitui a mediação, especialmente por conta das especificidades culturais e linguísticas do público alvo atendido. O estudo vai ainda além, ao reforçar a necessidade de políticas públicas.

Também são necessários processos formativos e práticas interculturais comprometidas com a dignidade humana, equidade social e valorização da diversidade cultural. Assim é que o estudo deixa o entendimento de contribuição social de nível nacional.  

A orientação foi da professora doutora Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos, do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGA) da Unoeste e coordenadora dos cursos de Pedagogia presencial e semipresencial.

Profissional inserida na proposta de promover o ensino da língua portuguesa para imigrantes refugiados em Presidente Prudente, trabalhada há mais de dois anos e com a apresentação do material didático em 4 de maio de 2024 no Projeto Semear Acolhendo Vidas.

Importante apoio da Capes

O programa de extensão universitária junto a pós-graduação ocorre com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC).

O material didático foi desenvolvido pelo Núcleo de Educação a Distância (Nead), financiado junto a Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext). Para atender filhos dos imigrantes enquanto estão em aulas, foi montada estratégia especial.

São desenvolvidas atividades lúdicas através da Brinquedoteca Itinerante, vinculada à Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp/Unoeste) que mantém unidade fixa para os cursos de formação de professores. 

A dissertação produzida por Loren, que é professora vinculada a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), levada à defesa pública na tarde de segunda-feira (25) foi aprovada para que receba o título de Mestre em Educação.

A coorientação foi da Dra. Gabriela Alias Rios e a avaliação da Dra. Raquel Rosan Christino Gitahy (interna) e Dra. Ilka Márcia Ribeiro de Souza Serra (externa e on-line) pró-reitora de extensão e assuntos estudantis da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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