Saúde LGBTQIA+ debate cuidado e direitos na Unoeste
Evento reúne especialistas e convidados para discutir acolhimento, saúde integral e direitos da população LGBTQIA+
A discussão sobre saúde integral, acolhimento e direitos da população LGBTQIA+ foi o foco da Roda de Conversa “Saúde LGBTQIA+: perspectivas sobre cuidado e direitos”, promovido nesta quinta-feira (28), na Unoeste. A atividade foi conduzida a partir de uma abordagem participativa e multimodal, promovendo um espaço seguro para troca de experiências, reflexões e aprendizados entre participantes e especialistas.
A Roda de Conversa contou com representantes de diferentes letras da sigla LGBTQIA+, ampliando a diversidade de perspectivas e vivências. Participam Caroline Souza, mulher cis lésbica, enfermeira e professora da Unoeste; Laerte Romualdo, homem cis gay, psiquiatra e professor da Unoeste; e Priscylla Coutinho, mulher trans heterossexual e graduanda em Serviço Social como convidada externa.
A proposta do encontro é integrar conhecimentos das ciências da saúde e das ciências sociais, permitindo uma compreensão mais ampla sobre os desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ nos serviços de saúde e na sociedade.
Entre os temas debatidos estarão saúde sexual e reprodutiva, estresse de minorias sexuais e de gênero, acesso da população trans ao ensino superior, políticas públicas e boas práticas de acolhimento, incluindo o respeito ao nome social e aos pronomes de pessoas trans. Também foram discutidas questões relacionadas à Política Nacional de Saúde Integral da População LGBT (PNSIPLGBT) e à Resolução CFM nº 2.427/2025.
Segundo o professor e psiquiatra Laerte Romualdo, compreender a influência da LGBTfobia na saúde da população LGBTQIA+ é essencial para garantir um atendimento humanizado e integral.
“A LGBTfobia é parte importante da determinação social da saúde dessa população. Quando o profissional entende o sujeito LGBTQIA+ em sua integralidade e em seus diferentes recortes interseccionais, ele consegue oferecer um acolhimento mais humano e efetivo”, afirma.
O docente destaca que a população LGBTQIA+ apresenta maior prevalência de fatores de risco cardiovascular, sintomas depressivos, ansiedade, tentativas de suicídio, violência e dificuldades de acesso aos serviços de saúde, muitas vezes em decorrência do preconceito e do medo de discriminação.
“Muitas pessoas LGBTQIA+ evitam procurar serviços de saúde por receio de terem seu nome social desrespeitado, sofrerem preconceito ou enfrentarem profissionais despreparados. Precisamos discutir essas barreiras para transformar o atendimento em saúde”, ressalta Laerte.
Outro ponto importante da roda de conversa é o debate sobre acesso e permanência de pessoas trans no ensino superior. O tema tem ganhado relevância diante do histórico de exclusão dessa população dos espaços acadêmicos e profissionais.
“O desafio não é apenas garantir o acesso, mas também assegurar permanência estudantil, moradia digna e políticas de acolhimento para pessoas trans dentro das universidades”, completa o professor.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste