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Simpósio debate avanços no enfrentamento da leishmaniose

7º Simpósio de Leishmanioses do Oeste Paulista reúne especialistas e destaca avanços no controle da doença


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Foto: Cedida Dr. Luiz Euribel Prestes Carneiro ministra palestra no 7º Simpósio de Leishmanioses do Oeste Paulista
Dr. Luiz Euribel Prestes Carneiro ministrou palestra no 7º Simpósio de Leishmanioses do Oeste Paulista

A vigilância epidemiológica e genômica no enfrentamento da leishmaniose visceral esteve no centro das discussões do 7º Simpósio de Leishmanioses do Oeste Paulista, realizado nesta quarta-feira (24), na Fundação Inova Prudente. O evento reuniu pesquisadores, profissionais da saúde e representantes de instituições estaduais e federais para debater estratégias, inovações e desafios relacionados ao controle da doença, considerada um importante problema de saúde pública.

Promovido pelo Centro de Laboratório Regional do Instituto Adolfo Lutz de Presidente Prudente, em parceria com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), por meio dos programas de Pós-graduação em Ciências da Saúde e em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional (PPGMADRE), o simpósio teve como tema “Vigilância epidemiológica e genômica: avanços e inovação no enfrentamento da leishmaniose visceral”.

Segundo o médico infectologista e professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Unoeste, Dr. Luiz Euribel Prestes Carneiro, a doença tem avançado em todo o estado, principalmente na região oeste paulista, considerada a mais vulnerável de São Paulo.

“Praticamente todos os 45 municípios pertencentes à área da DRS XI [Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente] apresentam a presença do vetor, o mosquito-palha. Além disso, há cães infectados e, em grande parte dos municípios, também há ocorrência de casos humanos. Hoje, a região oeste é a que apresenta maior vulnerabilidade para a leishmaniose visceral em todo o estado”, afirma.

Foto: Cedida Envolvidos na realização do 7º Simpósio de Leishmanioses do Oeste Paulista
Envolvidos na realização do 7º Simpósio de Leishmanioses do Oeste Paulista

Ele alerta que a enfermidade é grave e pode ser fatal quando o diagnóstico não é realizado precocemente.

“A leishmaniose visceral pode levar à morte. Tivemos recentemente, em Presidente Prudente, um caso de um homem que recebeu diagnóstico tardio e evoluiu para óbito. Por isso, discutir vigilância, diagnóstico e estratégias de controle é fundamental”, ressalta.

Evento ganha abrangência estadual

Em sua sétima edição, o simpósio reuniu profissionais da saúde dos municípios da DRS XI e participantes de outras regiões do Estado, como Araçatuba, Marília, Assis e São José do Rio Preto. O crescimento do encontro ao longo dos anos tem despertado o interesse para que a iniciativa passe a ter abrangência estadual.

“Não existe outro evento no Estado de São Paulo com essa característica e abrangência. A cada ano, temos um número maior de participantes e um alcance cada vez mais amplo”, comenta Euribel.

Programação reúne especialistas de referência

A programação contou com palestras sobre vigilância e controle da leishmaniose visceral, situação epidemiológica no Estado de São Paulo, vigilância genômica e espacial, além de abordagens integrativas em Saúde Única e estratégias de controle ambiental e canino.

Entre os palestrantes estiveram especialistas do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, do Instituto Adolfo Lutz, do Instituto Pasteur e da Unoeste. A abertura do evento contou com representantes de diferentes instituições envolvidas na vigilância e pesquisa da doença.

O professor da Unoeste também ministrou a palestra “O avanço da Leishmaniose Visceral no Estado de São Paulo no período 1999-2022 adotando uma abordagem integrativa de Saúde Única”, destacando a importância da integração entre saúde humana, animal e ambiental para o enfrentamento da doença.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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