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Teatro amplia comunicação e empatia na vida universitária

Dinâmicas de improvisação, expressão e criação coletiva estimulam habilidades que podem ser aplicadas na vida acadêmica, profissional e pessoal


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Foto: Alexsandra Izar Estudantes participam de exercício teatral em sala, com um aluno em atividade diante de duas colegas
Estudantes participam de exercício de teatro durante atividade prática no Campus Guarujá

Em círculo, estudantes caminham, falam palavras que surgem à mente e respondem rapidamente a diferentes estímulos. Depois, uma história começa a ser construída coletivamente: cada participante acrescenta um trecho ao que o colega acabou de criar. A aula termina com a leitura e o debate de um texto. Entre uma atividade e outra, o teatro deixa de ser apenas interpretação e se transforma em exercício de escuta, expressão, criatividade e convivência.

Essa é a proposta da aula de teatro da Unoeste, aberta a estudantes, professores e colaboradores. Mais do que ensinar técnicas para o palco, a atividade utiliza a linguagem teatral como ferramenta de formação humana e profissional. 

Comunicação e escuta

Em uma das aulas, por exemplo, cada estudante deveria continuar uma história iniciada pelo colega, criando coletivamente uma narrativa.

Para o professor Newton Milanez, responsável pela atividade, esse tipo de exercício transforma conceitos como comunicação, criatividade, colaboração e empatia em experiências práticas. 

“Na improvisação o aluno precisa ouvir o parceiro, compreender a situação e responder de maneira espontânea. A proposta também ajuda os participantes a lidar com o erro e com situações inesperadas”. 

Segundo o professor, alguns alunos chegam retraídos, com medo de errar ou preocupados com o julgamento dos colegas. Com o tempo, passam a falar mais, arriscar, tornar-se espontâneos e confiar mais no grupo e em si mesmos.

Do personagem à compreensão do outro

Um dos pontos trabalhados pelo professor é a construção de personagens. Para interpretar alguém, o estudante precisa compreender sua história, características e contexto. A ideia estabelece uma aproximação interessante com situações profissionais nas quais conhecer a trajetória de uma pessoa é fundamental.

Na faculdade de Medicina, essa relação foi percebida pelos próprios alunos. Maristela Nunes, estudante 4º termo, conta que já tinha interesse em fazer teatro antes de entrar na graduação, mas passou a enxergar uma conexão maior com a profissão ao perceber o quanto a timidez poderia interferir na comunicação com pacientes.

Para ela, a experiência também pode contribuir para a abordagem durante a anamnese, além de oferecer um momento diferente da rotina acadêmica. “Parece que me tira o estresse do dia, além de ser algo mais descontraído também com os amigos”, destaca.

O estudante André Barros, também do 4º termo, relaciona o teatro à comunicação. Para ele, desenvolver essa habilidade é importante tanto nas atividades acadêmicas quanto no contato profissional. “Em atividades do PBL, apresentações, trabalhos em grupo e estágios, transmitir uma mensagem com clareza faz diferença. As pessoas nos entendem melhor e a gente consegue passar o que realmente deseja”, diz.

Foto: Alexsandra Izar Estudantes Maristela, Ana Laura e André conversam sobre texto estudado na aula
Estudantes Maristela, Ana Laura e André conversam sobre texto estudado na aula

Muito além do palco

Ana Laura Favoreto, que é da mesma classe de André e Maristela, conta que nunca havia feito teatro antes. Para ela, a atividade representa uma oportunidade de experimentar algo novo dentro da universidade. A estudante também identifica uma relação com a formação médica, especialmente pela possibilidade de compreender o outro sob diferentes perspectivas.

“Acho que facilita o nosso entendimento como médicos em formação e também no que do paciente está querendo dizer. É compreender o outro pelo olhar dele”.

Essa capacidade de olhar para além da própria perspectiva está no centro da proposta do teatro. Entre as atividades trabalhadas estão jogos de integração, concentração, improvisação, expressão corporal e vocal, criação de personagens, exercícios de escuta e cenas baseadas em situações cotidianas.

De acordo com o professor Newton, a atividade não é direcionada exclusivamente a estudantes da área da Saúde. A proposta é que qualquer integrante da comunidade acadêmica possa participar, independentemente de experiência anterior. O objetivo, segundo ele, não é inicialmente formar atores, mas proporcionar uma experiência de descoberta, expressão e desenvolvimento humano.

“No palco, aprendemos a representar personagens. Na vida, aprendemos a compreender pessoas”, comenta.

Que tal experimentar uma aula de teatro ou pensar em opções de cursos extracurriculares para relaxar?

Serviço:

A aula de teatro da Unoeste é aberta a alunos, professores e colaboradores. Os encontros acontecem às quartas-feiras, das 18h às 21h, na Sala de Debriefing do Hall de Habilidades, no 3º andar do Campus Guarujá.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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