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Teste do olhinho pode evitar cegueira

Exame é obrigatório e feito nas primeiras horas de vida do bebê; objetivo é o diagnóstico precoce e tratamento rápido de doenças da visão


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Foto: Regina Maia Teste do olhinho pode evitar cegueira
Teste do reflexo vermelho, mais conhecido como teste do olhinho, é obrigatório em todo o Estado de São Paulo




Simples, rápido, indolor e gratuito. Assim é o teste do reflexo vermelho, mais conhecido como teste do olhinho, que tem como objetivo detectar precocemente problemas congênitos relacionados à visão em recém-nascidos. Método obrigatório em maternidades e hospitais de todo o Estado de São Paulo, o teste do olhinho é realizado pelo pediatra nas primeiras horas de vida do bebê, ainda na sala de parto, e contribui de forma significativa para evitar complicações oftalmológicas futuras.

No HU (Hospital Universitário “Dr. Domingos Leonardo Cerávolo”) todos os recém-nascidos passam pelo procedimento. Segundo a responsável pelo Departamento de Pediatria do hospital, a médica Elza Utino, a obrigatoriedade do exame é de grande importância para a saúde pública, pois ele detecta precocemente doenças oculares como a retinopatia da prematuridade (doença degeneratória da retina em crianças prematuras), catarata, glaucoma, infecções, traumas de parto e até mesmo cegueira.

“O grande benefício do teste do olhinho é a possibilidade de intervir precocemente o problema, amenizando as chances de desenvolvimento, e tratando, o mais cedo possível, a doença”, explica a pediatra.

Para o oftalmologista Edmilson Gigante, chefe do Departamento de Oftalmologia do HU e responsável pelo programa de residência médica em Oftalmologia, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor será o tratamento:

“Há doenças, como a ambliopia (diminuição da acuidade visual), que só podem ser tratadas até os sete anos de idade, sob riscos da criança não desenvolver a visão. A catarata e o glaucoma congênitos se encaixam na mesma seriedade e podem causar a cegueira na criança”, diz Gigante, que já liderou em Presidente Prudente a campanha “Pequenos Olhares”, que atendeu no ano de 2004 cerca de 300 crianças em idade pré-escolar com o objetivo de detectar e tratar doenças da visão ainda na infância.



Cerca de 30% têm alguma deficiência visual, diz pesquisa




Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 16,5 milhões de brasileiros (10% da população) sofrem de algum tipo de deficiência visual. Estima-se que, desse total, 20% a 30% sejam crianças.

Como os pequenos não se queixam de forma clara, a atenção dos pais precisa ser redobrada no que se refere à observação do comportamento de seu filho. De acordo com o oftalmologista Edmilson Gigante, baixo rendimento escolar, dores de cabeça constantes e lacrimejamento podem ser indicativos de que a criança está sofrendo de alguma disfunção visual, como hipermetropia ou miopia.

“Se surgirem esses sintomas, é indicado procurar logo um oftalmologista, pois a demora na consulta pode acarretar em problemas irreversíveis para a criança”, alerta Gigante.









Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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