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Unoeste debate saúde mental no ambiente de trabalho

Universidade participou de painel sobre adoecimento ocupacional, com contribuições das áreas de Recursos Humanos e Direito


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Foto: Cedida Fátima Cristina Luiz Leonardo. Sérgio Ronchi e Lícia Marconi durante painel do seminário
Fátima Cristina Luiz Leonardo. Sérgio Ronchi e Lícia Marconi durante painel do seminário

A saúde mental dos trabalhadores, a prevenção do adoecimento ocupacional e a responsabilidade das organizações na construção de ambientes profissionais saudáveis foram temas debatidos pela Unoeste no Seminário Trabalho Seguro: Saúde e Segurança no Trabalho – dos Riscos Psicossociais à Higiene Ocupacional. 

A universidade participou do painel “Riscos psicossociais no trabalho: quando o ambiente laboral adoece”, com contribuições da responsável pelo setor de Recursos Humanos (RH), Fátima Cristina Luiz Leonardo, e da professora do curso de Direito, Lícia Pimentel Marconi. A mediação foi conduzida pelo coordenador do curso de Direito, professor Sergio Ronchi.

Realizado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o evento foi promovido pelo Comitê Regional do Trabalho Seguro do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), representado pelo juiz do trabalho da 2ª Vara do Trabalho de Presidente Prudente, Dr. Régis Antônio Bersanin Nieddu.

A iniciativa promoveu reflexões sobre saúde mental e segurança no trabalho, em um contexto de atenção crescente aos riscos psicossociais e às responsabilidades das empresas na prevenção de situações que possam comprometer o bem-estar dos colaboradores.

A discussão também esteve relacionada à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que incorpora o gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A adequação das organizações às exigências normativas reforça a importância de práticas estruturadas de prevenção e de uma gestão comprometida com a saúde dos trabalhadores.

Gestão e liderança na prevenção do adoecimento

No painel, Fátima Cristina Luiz Leonardo abordou os fatores que podem contribuir para o adoecimento no ambiente profissional, destacando que esse processo não deve ser atribuído automaticamente a uma única causa. Aspectos da história familiar, da personalidade e das experiências individuais podem influenciar a saúde de uma pessoa, enquanto as condições de trabalho também podem atuar como gatilhos.

A discussão trouxe para o centro do debate a responsabilidade das lideranças na construção de ambientes profissionais mais saudáveis. A postura dos gestores, a qualidade da comunicação e o acolhimento foram apontados como elementos importantes para prevenir relações tóxicas e favorecer o bem-estar das equipes.

“Realmente, existe toda uma história familiar, personalidade e problemas que muitas vezes podem contribuir, mas o trabalho também pode ser um gatilho”, explica Fátima.

A responsável pelo RH também abordou a classificação dos riscos psicossociais, os gatilhos organizacionais, como metas abusivas, assédio moral corporativo e lideranças tóxicas, além de manifestações desses problemas no cotidiano das empresas. Entre os sinais discutidos estão o absenteísmo, a alta rotatividade de funcionários (turnover) e o presenteísmo, situação em que o profissional está presente no trabalho, mas pode ter seu desempenho comprometido.

Outro ponto destacado foi o desafio de ir além de medidas superficiais, adotando uma gestão organizacional estruturada para identificar e enfrentar os fatores de risco. Nesse cenário, a comunicação não-violenta e assertiva, o acolhimento e a atuação responsável das lideranças são caminhos para fortalecer as relações profissionais.

Para Fátima, a participação no seminário também representou uma oportunidade de compartilhar conhecimentos e experiências fora do ambiente universitário.

“É uma honra e uma responsabilidade muito grande estar representando a Unoeste em um local fora da universidade”, afirma.

O encontro reuniu majoritariamente advogados, além de estudantes de Psicologia e Direito e empresários, ampliando o diálogo entre diferentes áreas profissionais sobre um tema que envolve tanto as relações humanas quanto a organização do trabalho.

Direito e compliance no ambiente corporativo

A professora Lícia Pimentel Marconi, do curso de Direito da Unoeste, contribuiu para o painel com uma abordagem jurídica sobre a prevenção dos riscos psicossociais no ambiente corporativo. “Existe uma importância na elaboração de políticas de compliance para estabelecer mecanismos de diagnóstico e enfrentamento de situações que possam comprometer a saúde mental dos trabalhadores”.

Segundo a docente, a adoção dessas políticas está relacionada à identificação de problemas nas relações e nas condições de trabalho, permitindo que as organizações desenvolvam medidas preventivas e reduzam os riscos de passivos trabalhistas decorrentes de situações de adoecimento ocupacional.

A discussão também abordou a responsabilidade das empresas diante das exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que contempla o gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Nesse contexto, a adequação às disposições normativas exige atenção à gestão organizacional e à implementação de medidas voltadas à prevenção desses riscos.

A participação da professora reforçou a importância da atuação integrada entre o Direito e a gestão de Recursos Humanos. “Enquanto o RH contribui para identificar fatores de risco e promover práticas de gestão mais saudáveis, o Direito oferece instrumentos para orientar a elaboração de políticas internas, prevenir irregularidades e fortalecer a responsabilidade institucional”.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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