Unoeste tem projeto classificado em desafio do agro
Equipe orientada pelo professor doutor Fábio Rafael Echer desenvolve solução para agricultura de precisão e se destaca em desafio nacional.
A vocação da Unoeste para transformar conhecimento científico em inovação aplicada ao agronegócio ganhou mais um importante reconhecimento. Um projeto desenvolvido por estudantes de graduação e pós-graduação da universidade foi classificado na 4ª edição do Desafio de Inovação Holambra, iniciativa nacional que conecta universidades, pesquisadores e empresas na busca por soluções para desafios reais do campo.
Esta é a segunda participação consecutiva da Unoeste na competição. Neste ano, dois projetos representaram a instituição, ambos orientados pelo professor do curso de Agronomia e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Agronomia, Dr. Fábio Rafael Echer.
O lançamento oficial do desafio ocorreu em março, durante evento realizado na própria Unoeste, momento em que os estudantes foram incentivados a participar da iniciativa.
“Estimulei dois grupos de alunos, envolvendo graduação e pós-graduação, a se inscreverem. O desafio é uma oportunidade importante para aproximar os estudantes dos processos de inovação e mostrar como a pesquisa pode gerar soluções para problemas concretos do agronegócio”, comenta Dr. Fábio.
Pesquisa internacional impulsiona inovação desenvolvida na Unoeste
O projeto classificado reúne pesquisadores que atualmente desenvolvem atividades acadêmicas no Brasil e nos Estados Unidos.
A equipe é formada pela doutoranda Ana Flávia de Souza Rorato, que realiza estágio sanduíche na Universidade da Geórgia desde agosto do ano passado, pelo estudante de graduação Cláudio Costa, que também participa de intercâmbio no Bastos Lab, na mesma instituição norte-americana, e pelo estudante da Unicamp, Pedro Zolim, que já realizou intercâmbio na Geórgia.
Segundo Fábio, a proposta vencedora surgiu da integração entre dados produzidos em pesquisas internacionais e conhecimentos desenvolvidos dentro da Unoeste.
“A ideia vencedora mescla parte dos dados produzidos nos Estados Unidos com uma proposta construída aqui. É um exemplo de como a internacionalização fortalece a pesquisa e amplia a capacidade de desenvolver soluções inovadoras para o agro”, destaca.
Outro projeto propôs sistema de produção para o oeste paulista
Além da proposta classificada, a Unoeste participou da competição com um segundo projeto desenvolvido a partir das pesquisas conduzidas pelo Grupo de Estudos em Algodão (GEA).
A equipe foi formada pelo mestrando Adenilson Souza e pelos estudantes de Agronomia Igor Alves e Murilo Xavier.
O grupo apresentou o sistema de produção ASA (Aveia-Soja-Algodão), pensado especialmente para as condições agrícolas do oeste paulista. A proposta buscou demonstrar o potencial da diversificação produtiva regional com base nos estudos conduzidos pela universidade.
A proposta utiliza um sensor LiDAR (Light Detection and Ranging), tecnologia baseada em emissão de laser capaz de medir com precisão a altura das plantas de algodão.
Os dados obtidos pelo sensor são combinados com informações de temperatura para estimar a emissão de nós da planta, indicador diretamente relacionado ao desenvolvimento da cultura.
A competição reuniu importantes instituições de ensino e pesquisa do país, entre elas Unesp, Esalq/USP, UFSCar, Instituto Federal e Fatecs, além de organizações ligadas ao ecossistema de inovação e ao setor agroindustrial.
Para Fábio, a participação dos estudantes demonstra a capacidade da universidade de integrar ensino, pesquisa e inovação em projetos com potencial de impacto real no campo.
“Nossos alunos estão vivenciando um ambiente de inovação, desenvolvendo competências e contribuindo para a construção de soluções que podem transformar a agricultura. Isso reflete a excelência da formação oferecida pela Unoeste”, finaliza.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste