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Jardim Novo Bongiovani recebe mutirão de limpeza trimestral

Iniciativa de mobilização socioambiental envolve empresas do bairro em prática de responsabilidade social


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Foto: João Paulo Barbosa Jardim Novo Bongiovani recebe mutirão de limpeza trimestral
Parte do pessoal envolvido no terceiro mutirão de limpeza
 
A preocupação com doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, zika vírus e chikungunya – motivou Milton Tsukamoto a instituir práticas de responsabilidade social no bairro onde está localizada sua empresa, que é o Jardim Novo Bongiovani, na zona noroeste de Presidente Prudente. Então, uma de suas funcionárias Alessandra Sakai assumiu o compromisso de desenvolver um projeto de mobilização socioambiental, na condição de egressa do curso de Administração e de aluna do Mestrado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG) da Unoeste. Uma das ações do projeto é o mutirão de limpeza em terrenos baldios, realizado a cada três meses.
 
Na manhã desta terça-feira (22) ocorreu o terceiro mutirão do ano. No primeiro, a coleta encheu 12 sacos; sendo nove no segundo e oito agora. Redução que sinaliza para possível conscientização dos moradores, sensibilizados por ver pessoas catando lixo em terrenos que não são seus, mas cuja limpeza visa o bem coletivo. Outra iniciativa realizada hoje (22) foi a instalação de duas lixeiras para uso coletivo na confluência das ruas Angelina Berton de Azevedo e Maria Corazza Rebellato. A intenção é de que moradores deixem de colocar sacos de lixo pendurados em árvores ou no chão, onde são arrastados e rasgados por cachorros. Placas com os dizeres “favor não jogar lixo” foram instaladas em terrenos. Produtos adquiridos com a ajuda de empresas.
 
São 15 empresas envolvidas, identificadas em suas fachadas com o banner de apelo ao combate à dengue e de afirmação da responsabilidade social, com a assinatura do Projeto Bairro Consciente.  A proposta é de que cada empresário seja responsável pela limpeza dos terrenos ao redor de sua empresa, como é feito na Credsat – Soluções Integradas que está instalada no bairro há cerca de quatro anos, mas que tem 22 anos de existência, tendo começado suas atividades em 1994 prestando consultas de análise de crédito e atualmente oferece soluções para gestão de atendimento e pesquisa de satisfação, atendendo clientes no Brasil todo, especialmente no segmento de supermercados.
 
Tsukamoto e Alessandra contam que o projeto começou a ser desenvolvido no começo deste ano e a primeira ação consistiu na distribuição de sementes de crotalária, planta cujas flores possuem substâncias naturais que atraem libélulas, nas quais deixam larvas que são predadoras do Aedes aegypti. No amplo vazio urbano, entre o Novo Bongiovani e a via de acesso ao Jardim Cobral, forma-se poça de água sempre que chove e que serve de criadouro ao mosquito. Em fevereiro deste ano, na área na qual o Novo Bongiovani está inserido o Índice Breteau (IB) era de 6,8 e o Índice de Infestação Predial (IIP) de 5,0. Agora, em novembro, ambos os índices estão em 1,0, conforme dados obtidos pelo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Lira) e divulgados pela Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), órgão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
 
Não há uma correlação oficial entre os índices e o desenvolvimento do projeto, até porque cada área estabelecida pelo setor de saúde compreende vários bairros. Mas, os indícios são de mobilização socioambiental possa estar contribuindo para a redução do IB, que se refere aos insetos em fase de desenvolvimento, e do IIP, que é a relação entre o número de imóveis onde foram encontradas larvas. Além de Alessandra, está envolvido no projeto o estudante de Administração, João Lucas Maximiano, em iniciação científica, com a orientação dos professores Alexandre Godinho Bertoncello e Edilene Mayume Murashita Takaneka que esteve acompanhando ação de hoje.
 
Os dados obtidos nas ações são utilizados na pesquisa desenvolvida na Unoeste e que poderá construir referência sobre a importância da mobilização socioambiental associada à prática da responsabilidade social, servindo como modelo para que empresas de outros bairros da cidade venham a atuar, em contribuição, no combate ao Aedes aegypti ou em outras questões de interesse coletivo. Estimulada pelo projeto, na própria Credsat já surgiu outra ação social: a de arrecadação e distribuição de presentes para 140 crianças de projeto da Secretaria Municipal da Educação (Seduc) e 120 da Casa da Sopa Francisco de Assis, no bairro Morada do Sol.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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