Estudos sobre avaliações nas escolas são apresentados na EAD
Um sugere manual de questões para avaliações nas escolas; o outro entende que a avaliação deve exercer um apelo positivo sobre o aluno
Num estudo sobre os elementos avaliadores no processo de ensino e aprendizagem, o pedagogo Paulo Sérgio Garcia sugere a formulação de manual sobre questões a serem aplicada aos alunos. O foco do estudo reside no fato de que pergunta mal formulada possibilita mais de uma resposta, o que normalmente gera embaraços, manifestados ou não, entre alunos e professores.
Com o entendimento de que a avaliação deve ser um instrumento para estimular o interesse e motivar o aluno, embasado em pesquisa bibliográfica, Garcia associa integralmente a apreciação sobre o que aluno aprendeu como parte indissolúvel do conteúdo aplicado. A avaliação é vista também como um momento de ensino e não de prestação de contas.
Para ele, a formulação de questões deve dar um rumo norte ao aluno, para que caminhe a uma reposta plausível. Não fazer a pergunta pela pergunta, mas pela resposta que permita ao aluno apresentar o quanto e como alcançou o que foi ensinado. O manual é sugerido para as escolas, mas também para exames externos de cursos, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e testes aplicados em concursos.
“Como pergunta mal formulada, posso usar como exemplo uma fração de três partes onde duas são apresentadas hachuradas (pintadas). O pedido é para identificar a fração, sem instruir se é para relacionar a parte hachurada. Assim, se a resposta for 2/3, está certa. Se for 1/3, também”, argumenta Garcia, que é graduado em economia e pedagogia; que trabalha na parte técnica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, em Presidente Epitácio.
Em sua pesquisa e produção da monografia ao final da especialização em Avaliação do Ensino e da Aprendizagem, Garcia foi orientado pela professora Maria Eliza Nigro Jorge, avaliado na tarde desta segunda-feira (9) por Luiz Antônio Sobreiro Cabreira em sessão instalada pela coordenadora do curso mantido junto ao Núcleo de Ensino a Distância (Nead) da Unoeste, Ana Siqueira. Garcia foi aprovado para receber o certificado de especialista, emitido pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação.
Na formulação de monografia como requisito básico de conclusão da especialização em Avaliação do Ensino e da Aprendizagem, a professora Denise Alessi Delfim de Carvalho entende que a avaliação deve exercer um apelo positivo sobre o aluno. Constatação sustentada em pesquisa bibliográfica e com a visão de que as novas tecnologias requerem inovações no ensinar, aprender e avaliar. Gestora no ensino fundamental, a autora do estudo entende que o corpo docente deve estar preparado para atrair o aluno aos estudos, estimular sua presença na escola e contribuir no combate da evasão escolar.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), defendido publicamente na tarde desta segunda-feira (9), recebeu o título “A relação professor-aluno no processo de avaliação da aprendizagem”. A avaliação foi feita pela banca composta pela professora orientadora Maria Eliza Nigro Jorge, Luiz Antonio Sobreiro Cabreira e Alba Regina Azevedo Arana, com o acompanhamento da coordenadora do curso ofertado pelo Núcleo de Educação a Distância da Unoeste (Nead), Ana Siqueira. Denise foi aprovada para receber o título de especialista em Avaliação do Ensino e da Aprendizagem, com certificado emitido pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação.
Para Denise a avaliação escolar é uma constante na prática do professor e uma importante construção pedagógica, que ajuda a tomar decisões e planejar estratégias. ”Para tanto é necessário estudo, preparo e interesse do professor. A avaliação precisa ser transformada em oportunidade para que aluno demonstre ter adquirido competência crítica. Cabe ao professor observar o dia a dia do aluno em sala de aula, para levar em consideração o que não é possível avaliar em uma prova, onde não se avalia participação, comportamento, produções e questionamentos”, expõe durante a defesa pública.
A compreensão, possibilitada pelos estudos e pela experiência prática, indica que não adianta reformular o processo de ensino e aprendizagem, se não contemplar a avaliação e, assim, continuar com a prática tradicional. Se há mudança no processo, há a necessidade de rever a avaliação. Pensamento sustentado no fato de que não existe ensino fragmentado. “As atividades de avaliação devem estar de acordo com as realizadas durante o processo de ensino e de aprendizagem. A avaliação deve ser geradora de expectativas positivas e se constituir num instrumento de aprendizagem”, afirmou.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste