Fisioterapia todos os dias: quando a frequência é indicada
Frequência das sessões varia conforme a condição clínica, os objetivos da reabilitação e a resposta de cada paciente ao tratamento
O tratamento fisioterapêutico pode fazer parte da rotina diária de alguns pacientes. No entanto, a frequência das sessões deve ser definida de acordo com as necessidades individuais, o que não significa que todos tenham a necessidade de fazer fisioterapia todos os dias.
Segundo a professora Priscila Lanzillotta, do curso de Fisioterapia da Unoeste Guarujá, o tratamento pode ser realizado diariamente, desde que a frequência seja clinicamente indicada e individualizada.
Atendimento recomendado
A realização diária de sessões pode ocorrer em determinadas situações de pós-operatório, no acompanhamento de pacientes internados, em condições neurológicas que exigem estímulos frequentes e durante a reabilitação após alguns tipos de trauma.
“A frequência também pode ser indicada para pessoas com limitações funcionais importantes, na prevenção de complicações relacionadas à imobilidade e em programas de reabilitação intensiva”, comenta Priscila.
A docente reforça, porém, que a indicação depende da avaliação de cada caso. O atendimento diário não deve ser considerado uma regra para todos os pacientes.
Frequência das sessões
A quantidade de atendimentos é definida a partir de fatores como a condição clínica e funcional do paciente, o diagnóstico, os objetivos do tratamento e a fase da recuperação.
Também são avaliadas a gravidade do quadro, o tipo de intervenção, a intensidade e o volume dos exercícios, além da resposta apresentada durante o acompanhamento.
“Dor, fadiga, limitações físicas, capacidade de recuperação, necessidade de supervisão profissional e possibilidade de realizar exercícios em casa também influenciam essa decisão”, salienta a professora.
Uma recuperação mais rápida
De acordo com Priscila, mais sessões não diminuem o tempo de tratamento do paciente. A ideia de que “quanto mais fisioterapia, melhor” é equivocada, explica.
“O objetivo é a dose terapêutica adequada, e não o maior número possível de sessões. O tratamento precisa respeitar o tempo de adaptação e recuperação do organismo”.
Por isso, aumentar a frequência sem recomendação pode não trazer melhores resultados. A programação deve considerar o equilíbrio entre estímulo terapêutico, descanso e resposta do paciente.
Para auxiliar na recuperação, é comum que o profissional prescreva um programa de exercícios os quais o paciente possa realizar diariamente em casa.
Essas atividades devem ser compatíveis com a condição clínica e devem ser executadas conforme as orientações profissionais. O objetivo é contribuir para a evolução do tratamento sem provocar sobrecarga ou agravar sintomas.
Encaminhamento ao médico
A coordenadora do curso de Fisioterapia da Unoeste Guarujá, Dra. Erika Feltrini Rodrigues, explica que o fisioterapeuta deve reconhecer situações que necessitem de avaliação médica ou de outro profissional da saúde.
“Esse encaminhamento pode ser necessário quando os sinais e sintomas não são compatíveis com a hipótese fisioterapêutica, há suspeita de uma condição que exige investigação médica ou ocorre piora inexplicável ou progressiva dos sintomas”.
Ela orienta que a indicação a um médico deve ser considerada quando surgem sinais de alerta, alterações importantes no estado geral ou sintomas que ultrapassam a competência do fisioterapeuta. A avaliação médica também pode ser necessária quando o paciente precisa de exames complementares ou de uma investigação mais aprofundada.
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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste