Unoeste leva inovação à Medicina Legal em congresso nacional
Professora Rita Higa apresentou experiência da Unoeste com simulação clínica; projeto AMU teve estande com moulages no congresso
A inovação no ensino da Medicina Legal desenvolvida na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) esteve em destaque no 8º Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Perícias Médicas, realizado de 16 a 19 de setembro, em Belo Horizonte (MG). A professora doutora Rita de Cassia Bomfim Leitão Higa, docente de Medicina Legal e Perícias Médicas da Faculdade de Medicina da Unoeste, foi convidada para apresentar a experiência da universidade com a simulação clínica aplicada à formação médico-legal.
A participação ocorreu no colóquio “Reinventando o Ensino da Medicina Legal: Novas Perspectivas para a Formação Médico-Legal”. Rita Higa apresentou o tema “Experiências Práticas de Simulação Clínica no Ensino da Medicina Legal”, compartilhando uma metodologia que aproxima os acadêmicos de situações que poderão vivenciar na prática profissional.
Na Unoeste, a estratégia é desenvolvida com estudantes do 7º termo de Medicina, dentro da disciplina de Medicina Legal e Perícias Médicas. Por meio de cenários planejados, os acadêmicos são colocados diante de diferentes situações de interesse médico-legal, inclusive reproduções de cenas de crime.
A proposta transforma conteúdos teóricos em experiências práticas. Durante as atividades, os estudantes são estimulados a observar, interpretar achados, correlacionar informações, formular hipóteses e desenvolver o raciocínio médico-legal. Em um ambiente controlado, também podem tomar decisões, discutir condutas e identificar possíveis falhas sem as consequências de uma situação real.
Além dos conhecimentos técnicos, a simulação contribui para o desenvolvimento de competências como comunicação, trabalho em equipe, tomada de decisão, postura ética e responsabilidade profissional.
Realismo que potencializa a aprendizagem
Um dos diferenciais da experiência da Unoeste é o uso da moulage, técnica de caracterização que permite reproduzir de forma realista lesões e outros achados de interesse médico-legal. O recurso amplia a fidelidade dos cenários e favorece a imersão dos estudantes nas atividades práticas.
Para apresentar essa experiência no congresso, Dra. Rita Higa convidou a professora Dra. Milena Colonhese Camargo e o professor Josué Pantaleão da Silva. Milena abordou os conceitos, fundamentos e aplicações da simulação clínica na educação médica, enquanto Josué compartilhou sua experiência com a arte da moulage e a construção dos cenários utilizados nas atividades.
Para Rita Higa, a inovação no ensino da Medicina Legal é resultado de uma construção coletiva. A integração entre diferentes competências permite desenvolver cenários com maior realismo, sem perder de vista os objetivos educacionais. Nesse processo, a experiência de Milena com simulação clínica e o trabalho artístico de Josué com as moulages complementaram a abordagem médico-legal desenvolvida na disciplina.
Projeto AMU aproxima universidade e Medicina Legal
A participação da Unoeste no congresso também foi marcada pelo Projeto AMU – A Medicina Legal e a Universidade, iniciativa de extensão desenvolvida pela instituição com a colaboração do Dr. João Roberto Oba e apoio da AMLESP – Associação dos Médicos Legistas do Estado de São Paulo.
O projeto tem como proposta aproximar a universidade dos profissionais que atuam na Medicina Legal e nas perícias médicas, promovendo intercâmbio de conhecimentos e experiências e ampliando a presença da especialidade na formação acadêmica.
Durante o congresso, a parceria ganhou um espaço próprio. O Projeto AMU – UNOESTE – AMLESP contou com um estande para a apresentação das moulages utilizadas nas atividades de simulação médico-legal. Dessa forma, os participantes puderam conhecer os recursos empregados na experiência educacional da universidade e entender como as técnicas contribuem para a construção dos cenários de ensino.
Na avaliação de Rita Higa, tanto a simulação clínica quanto o Projeto AMU evidenciaram a importância da integração entre professores, estudantes, médicos-legistas, universidade e entidades profissionais. “Esse trabalho colaborativo amplia as possibilidades de ensino, fortalece a extensão universitária e aproxima a formação acadêmica da realidade da prática médico-legal”, finaliza.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste