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Marcador molecular ISSR identifica cultivares precocemente

Identificação é possível na semente e, com isso, não é preciso esperar a germinação e crescimento da planta


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Foto: João Paulo Barbosa Marcador molecular ISSR identifica cultivares precocemente
Inaê ao fazer a defesa pública de sua dissertação
Foto: João Paulo Barbosa Marcador molecular ISSR identifica cultivares precocemente
Banca de avaliação: Santista, Souza e Alessandra
Foto: João Paulo Barbosa Marcador molecular ISSR identifica cultivares precocemente
Inaê com os doutores Santista, Souza e Alessandra


Experimentos desenvolvidos na Unoeste utilizaram o marcador molecular ISSR – Inter Simple Sequence Repeat – para avaliar seis cultivares de brachiaria e verificar o potencial em determinar o grau de contaminação de lotes de sementes. Confirmou-se a técnica como simples, eficiente, de baixo custo e rápida, capaz de possibilitar a identificação precoce. Porém, não apresentou eficiência nos resultados em relação à contaminação, condição que interfere na obtenção de semente de melhor qualidade.

A pesquisa científica desenvolvida por Inaê Braga no Mestrado em Agronomia, junto à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Unoeste, constatou o ISSR como útil para a identificação varietal da brachiaria brizantha, podendo determinar diferenças genéticas entre os cultivares utilizados comercialmente. Também foi possível reconfirmar a identificação do cultivar Basilisk como sendo de Urochloa (nome científico da brachiaria brizantha).

Conforme a autora da pesquisa, a reconfirmação contraria o que é comumente disposto na literatura científica e em prospectos comerciais que denominam o genótipo como Urochloa decumbens, quando na verdade se trata da Urochloa brizantha. Sobre a funcionalidade do marcador molecular não houve eficiência para determinar contaminação em níveis de 1%, 2,5% e 5% de DNA entre genótipos da brachiaria brizantha, de acordo com as conclusões anunciadas em banca de defesa pública de dissertação do mestrado.

A apresentação ocorreu na tarde desta quinta-feira (8), na presença do co-orientador Dr. Luiz Gonzaga Esteves, mais conhecido como Santista, por conta de que o orientador Dr. Nelson Barbosa Machado Neto encontra-se no Reino Unido fazendo pós-doutorado. A banca de avaliação foi formada pelos doutores Alessandra Ferreira Ribas e Rogério Fernandes de Souza, convidado junto a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A dissertação com o título ”Discriminação varietal de cultivares de Urochloa brizantha por marcador molecular ISSR” resultou dos experimentos e da revisão de literatura sobre espécies cultivadas no Brasil, discriminação e pureza variável, marcadores moleculares para análise de contaminação varietal. Foram utilizadas sementes genéticas dos cultivares Piatã, Basilisk, Xaraés, MG4, MG5 e Marandú, fornecidas pela Embrapa Campo Grande (MS) e Sementes Matsuda.

Foram realizadas cinco extrações de DNA de bulks de sementes para cada cultivar, após as retiradas de gumas e gumelas. A pesquisa levou em consideração a identificação de cultivares como medida fundamental para os programas de melhoramentos genéticos e produção de sementes num país em que a pecuária baseia-se na utilização de pastagens tropicais, devido às boas condições edafoclimáticas e grandes áreas disponíveis para a atividade, onde a brachiaria representa entre 80 a 90% das pastagens e no Estado de São Paulo 89%.

“Apesar da baixa diversidade genética, esse gênero apresenta potencial para o desenvolvimento de cultivares superiores, por intermédio do melhoramento. Discriminar acessos baseados em menor número de características é importante para agilizar e dar maior confiabilidade aos diversos estudos com espécies do gênero Urochloa. Além disso, o uso de poucas características discriminantes para diferenciar as várias espécies e seus cultivares poderia reduzir a mão de obra e o tempo envolvido em tais estudos”, disse Inaê Braga, que foi aprovada para receber o título de mestre em Agronomia.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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