Professor da Unoeste apresenta pesquisas sobre cotonicultura
Fábio Echer representa a Unoeste no 18º Encontro Técnico do Algodão, em Cuiabá, enquanto estudantes da graduação e da pós-graduação acompanham remotamente as discussões
A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) marca presença em um dos principais encontros da cotonicultura nacional. Fábio Rafael Echer, professor da graduação e pós-graduação em Agronomia, é um dos palestrantes do 18º Encontro Técnico do Algodão, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), que reúne nesta quarta e quinta-feira (5 e 6), em Cuiabá (MT), pesquisadores, produtores, consultores e representantes da cadeia produtiva do algodão.
No painel de abertura dedicado à retrospectiva da safra 2025/2026, Echer apresentou a palestra "Análise da Safra 2025/2026 e Manejo Estratégico do Algodoeiro para Ajuste aos Cenários Climáticos e Econômicos", discutindo os impactos do clima, os desafios econômicos da atividade e estratégias para manter produtividade e rentabilidade diante de um cenário cada vez mais instável.
Segundo o pesquisador, apesar dos desafios pontuais registrados no encerramento do ciclo, a última safra foi considerada uma das melhores dos últimos anos nas principais regiões produtoras do país.
"A safra foi muito boa do ponto de vista climático, tanto no Mato Grosso quanto na Bahia, principalmente para quem realizou a semeadura dentro das janelas recomendadas. Os principais problemas ocorreram apenas em algumas regiões específicas, onde o excesso de chuvas no final do ciclo provocou perdas por apodrecimento dos capulhos e redução da qualidade da pluma", explica.
Pesquisa aplicada ao campo
Durante a palestra, o professor destacou que o avanço da cotonicultura depende cada vez mais de decisões baseadas em conhecimento científico. Entre as recomendações apresentadas estão práticas capazes de reduzir os impactos das oscilações climáticas previstas para a próxima safra.
"O produtor precisa investir principalmente na conservação da água no perfil do solo, melhorar a infiltração, evitar compactação, ajustar a adubação, especialmente com potássio, utilizar reguladores de crescimento e escolher cultivares mais adaptadas ao calor. São estratégias que tornam a lavoura mais eficiente diante de um cenário de maior variabilidade climática", afirma.
Para Echer, essas decisões serão ainda mais importantes diante da previsão de um El Niño de forte intensidade, que tende a elevar as temperaturas e aumentar a irregularidade das chuvas nas principais regiões produtoras do país.
Unoeste em destaque nacional
A participação da universidade em um dos eventos mais importantes da cotonicultura brasileira também evidencia a contribuição das pesquisas desenvolvidas em Presidente Prudente para o setor produtivo.
"É uma satisfação representar a Unoeste nesse evento, que considero o segundo mais importante da cultura do algodão no Brasil. Muitas das informações apresentadas são resultado de pesquisas que já vêm sendo conduzidas há cerca de dez safras pelos nossos alunos da graduação e da pós-graduação, especialmente sobre manejo em ambientes de altas temperaturas e deficiência hídrica. É uma oportunidade de compartilhar conhecimento com produtores e pesquisadores de diferentes estados", destaca o professor.
Formação além da sala de aula
Graças a uma parceria com a organização do encontro, 26 estudantes da Unoeste acompanham toda a programação de forma remota.
O grupo é formado por integrantes do grupo de pesquisa coordenado por Echer e por alunos da disciplina de Algodão da pós-graduação, que acompanham as discussões técnicas, os painéis e os debates promovidos durante os dois dias de evento.
"A participação dos alunos permite que eles tenham contato direto com pesquisadores, consultores e produtores que são referência nacional na cultura do algodão. É uma oportunidade importante de atualização e formação, aproximando a universidade das demandas reais do agronegócio", comenta.
Além do Encontro Técnico do Algodão, o professor também participará como palestrante do Congresso Brasileiro do Algodão, que será realizado em setembro, em Belo Horizonte (MG), acompanhado por estudantes da graduação, do mestrado e do doutorado da Unoeste, reforçando a presença da instituição nos principais fóruns científicos da cultura no país.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste