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3ª Mostra de Desenhos valoriza talentos do campus de Jaú

Edição 2026 reúne trabalhos de universitários e transforma a biblioteca em espaço de arte e expressão


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Foto: Gabriela Oliveira Universitários observando desenhos na 3ª edição da Mostra de Desenhos
Unoeste Jaú realiza 3ª edição da Mostra de Desenhos

Desenhar pode ser uma forma de estudar, traduzir o que as palavras não conseguem explicar e encontrar momentos de leveza na rotina acadêmica. É com essa diversidade de significados que a Unoeste Jaú realiza a 3ª Mostra de Desenhos, reunindo produções de estudantes na biblioteca, que se transforma em espaço de expressão, criatividade e valorização de talentos.

A iniciativa dá visibilidade a uma habilidade que muitas vezes permanece nos cadernos, tablets e momentos de lazer dos universitários. Também reforça a proposta de aproximar arte e vida acadêmica, reconhecendo que a formação vai além da sala de aula.

A escolha da biblioteca também amplia o significado do espaço, tradicionalmente associado a livros, estudos e pesquisas. “A biblioteca não precisa ser apenas um espaço de livros, estudos e pesquisas; ela também pode ser um lugar de encontro, de expressão, de criatividade e de valorização dos nossos alunos”, destaca a bibliotecária Letícia Vila Real.

Segundo ela, a exposição permite que diferentes talentos sejam percebidos pela comunidade acadêmica. “A 3ª Mostra de Desenhos é uma oportunidade muito bonita de dar visibilidade aos talentos dos estudantes e mostrar que cada desenho carrega um pouco da personalidade, da sensibilidade e do olhar de quem o criou”, completa.

Quando o desenho também faz parte da Medicina

Entre os participantes está a estudante do 3º termo de Medicina, Maria Beatriz Bernardi Faulin Bauer. Para ela, o desenho ocupa um espaço especial na formação médica, já que representar estruturas, células e processos também faz parte da rotina de estudos.

“Na Medicina, a gente está o tempo todo desenhando esquemas, desenhos de célula. O desenho é uma ferramenta de estudo para o estudante de Medicina. Mesmo que a gente não tenha a técnica, se você pegar qualquer tablet ou caderninho de qualquer aluno de Medicina vai ter um desenho lá”, explica.

Maria Beatriz também encontrou no desenho uma forma de representar visualmente a complexidade do corpo humano. “Não tem como colocar em palavras a grandiosidade que existe nas reações químicas no corpo humano e tudo isso”, afirma.

Sua relação com a área da saúde começou antes da Medicina. “Eu sempre achei que o que ia ajudar o ser humano a resolver os problemas era a cabeça. Minha primeira formação foi psicologia, depois me formei nutricionista e hoje me identifico com a Medicina por conta de vários fatores. O curso é bem profundo e está me agregando o que eu precisava”, relata.

A decisão de cursar Medicina em Jaú também esteve ligada ao momento familiar. Com um filho pequeno, ela adiou o início do curso até surgir a oportunidade na Unoeste.

Desenhar para aprender com menos carga cognitiva

Também estudante de Medicina, José Guilherme Sangaletti Serrano, do 2º termo, encontrou no desenho uma estratégia de estudo e uma forma de tornar a rotina acadêmica mais leve.

“Para mim, desenhar na nossa condição acadêmica hoje significa assimilação com menos carga cognitiva. Eu opto, em diversas matérias, por usar o desenho como algo que passa o tempo: eu estou estudando, mas não estou depositando tanta carga energética cognitiva”, explica.

Na mostra, José Guilherme apresenta desenhos relacionados à anatomia do coração. Uma das produções tem como referência uma peça anatômica observada durante as aulas práticas; outra foi inspirada na bibliografia do livro Prometheus.

Assim, a relação entre desenho e Medicina assume diferentes formas: pode representar conteúdos complexos, organizar pensamentos ou tornar a rotina acadêmica mais leve.

A trajetória de José Guilherme também foge do caminho tradicional. Antes da Medicina, ele teve uma experiência profissional no futebol. “Eu fiz o caminho inverso. Às vezes, a gente vê o caminho como um padrão e o meu foi inverso. Quando todo mundo foi estudar, eu fui trabalhar. O esporte do atleta de futebol, ou de qualquer atleta profissional, é um trabalho”, conta.

Após interromper a carreira no esporte, escolheu a Medicina, unindo o interesse pela área da saúde à relação com Jaú e a região. “Eu escolhi a Medicina e a Unoeste por relacionar esporte e pessoas. Eu gosto de gente, de pessoas, de conversa, de trocas. O esporte me fez vivenciar isso e a Medicina, para eu poder estar nesse aspecto diferente de médico e, quem sabe um dia, ajudar os atletas como eu fui”, afirma.

Embora tenha vivido em diferentes lugares, inclusive fora do país, José Guilherme mantém vínculos familiares com Jaú e Dois Córregos. 

“A Unoeste veio com boas informações, já que Jaú é a minha cidade, digamos assim, da maioria da minha família. A vontade da Medicina se juntou à minha cidade. Então eu tenho família aqui perto, o que é muito bom, e uma estrutura que dispensa comentários”, relata.

Um espaço para diferentes talentos

A 3ª Mostra de Desenhos também conta com estudantes de Psicologia e Fisioterapia, ampliando a diversidade de olhares presentes na exposição.

Entre os participantes estão Juliana Batista dos Santos e Gustavo Lucas Nicola, da Psicologia, e Glória Oliveira dos Santos, da Fisioterapia. A presença de acadêmicos de diferentes cursos reforça o caráter interdisciplinar da iniciativa e mostra como a expressão artística pode atravessar diferentes áreas da formação universitária.

“Fico muito feliz em poder abrir as portas da biblioteca para receber essas obras e proporcionar esse encontro entre os alunos, a arte e toda a comunidade acadêmica. É muito gratificante perceber que um espaço que já é dedicado ao conhecimento também pode inspirar e emocionar por meio da arte”, finaliza Letícia.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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