Seis alunos da Unoeste participam de Escola da USP
Selecionados para a Escola de Inverno em Biociências e Biotecnologia, estudantes vivenciam a rotina da pesquisa científica em uma das principais universidades da América Latina
Seis estudantes da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) estão entre os 60 participantes selecionados para a 11ª Escola de Inverno em Biociências e Biotecnologia (EIBBio), promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia (PPG-BBio) da Universidade de São Paulo (USP), por meio da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).
O evento ocorreu entre segunda e esta sexta-feira (27 a 31 de julho), em Ribeirão Preto (SP), reunindo estudantes de graduação e recém-graduados de diferentes regiões do Brasil interessados em seguir carreira científica.
Representam a Unoeste alunos dos cursos de Biomedicina e Farmácia: Beatriz Correa Ventura de Jesus, Giovana Vitória da Silva, Maria Júlia Bitencourt de Oliveira, Maria Julia Nascimento Rena, Felipe Prado de Menezes e a biomédica Larissa Soares Faria, recém-graduada pela universidade.
A programação combina palestras, oficinas, atividades práticas em laboratórios e a apresentação das linhas de pesquisa do PPG-BBio, proporcionando aos participantes uma imersão no ambiente da pós-graduação e da produção científica.
Seleção valoriza trajetória acadêmica
A acadêmica do 8º termo de Biomedicina, Beatriz Correa Ventura de Jesus, explica que o processo seletivo exigiu currículo, carta de interesse e a elaboração de uma proposta de pesquisa.
"Representar a Unoeste em uma instituição como a USP é uma grande responsabilidade. Isso demonstra que o ensino desenvolvido no oeste paulista tem qualidade e prepara seus estudantes para participar de eventos científicos de alto nível, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências", afirma.
Segundo ela, a vivência nos laboratórios foi um dos pontos altos da programação. "Nos sentimos verdadeiramente imersos em um ambiente de pesquisa, cercados por pesquisadores, professores e estudantes dedicados às mais diversas áreas do conhecimento. Tivemos acesso a ferramentas e tecnologias relacionadas ao sequenciamento de DNA e proteínas que ampliaram nossa visão sobre a pesquisa científica", destaca.
Beatriz conta ainda que, durante uma atividade avaliativa, ela e sua dupla conquistaram o segundo lugar, competindo com estudantes de pós-graduação. "Foi muito motivador perceber que conseguimos um excelente desempenho utilizando os conhecimentos adquiridos na graduação", pontua.
A experiência também reforçou seus planos acadêmicos. A estudante já foi aprovada no Programa Interunidades de Pós-Graduação em Bioinformática da USP e pretende seguir carreira na pesquisa científica.
Experiência amplia horizontes
Além do aprendizado técnico, os participantes destacam a convivência com pesquisadores e estudantes de diferentes instituições como um dos maiores ganhos da experiência. "Conhecer pessoas de diversas regiões do país e até do exterior ampliou minha visão sobre a ciência e reforçou minha motivação para seguir esse caminho", relata Beatriz.
A estudante de Farmácia Maria Júlia Bitencourt de Oliveira, do 8º termo, define a participação como um momento marcante. "Tem sido uma experiência incrível. Cada aprendizado fortalece ainda mais a minha paixão pela pesquisa e pela ciência. Sou imensamente grata por viver esse momento”, comenta.
Também do curso de Farmácia, Maria Julia Nascimento Rena, aluna de iniciação científica da Fapesp orientada pela professora Lizziane Kretli Winkelstroter Eller, destaca o impacto da programação em sua formação. "O curso apresenta diferentes áreas da pesquisa farmacêutica por meio de práticas enriquecedoras. Levarei para o meu dia a dia no laboratório da Unoeste novas metodologias e conhecimentos que poderão contribuir para o desenvolvimento da minha pesquisa", avalia.
Recém-formada em Biomedicina, Larissa Soares Faria ressalta a oportunidade de conhecer a rotina de laboratórios de excelência. "Foi lá que aprendi a fazer boas perguntas e buscar respostas além do óbvio. A integração dentro de laboratórios de pesquisa avançada está sendo uma experiência gigantesca".
A acadêmica Giovana Vitória da Silva, do 7º termo de Biomedicina e também bolsista de iniciação científica da Fapesp, acredita que o intercâmbio fortalece o trabalho desenvolvido na universidade. "A oportunidade de trocar conhecimentos com pesquisadores de diferentes instituições ampliou minha visão sobre a ciência. Fico feliz em levar novas ideias e experiências para o meu grupo de pesquisa".
Já Felipe Prado de Menezes, do 8º termo de Farmácia, participou das atividades do Laboratório de Imunoendocrinologia e Regulação. "Acompanhei protocolos de isolamento celular e cultura 3D, ampliando meus conhecimentos em técnicas experimentais. Levo novos conhecimentos para compartilhar com meu grupo de pesquisa na Unoeste".
Formação científica
Voltada a estudantes que ainda não ingressaram no doutorado, a Escola de Inverno da USP busca aproximar jovens pesquisadores da rotina acadêmica da pós-graduação, estimulando a produção científica e o intercâmbio entre universidades.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste