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Fórum evidencia inclusão como dignidade e um dever coletivo

Amplo debate em fórum no Enepe coloca em relevo a atuação da Unoeste no ambiente acadêmico e para a comunidade em geral


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Foto: Homéro Ferreira Na mesa do debate: Danielle Santos, Ana Luísa, Carlos Augusto e Marcos Akira
Na mesa do debate: Danielle Santos, Ana Luísa, Carlos Augusto e Marcos Akira

Dignidade, dever coletivo e importância do acolhimento deram o tom do 2º Fórum de Inclusão e Promoção dos Direitos Humanos. Realização que marcou a abertura do 23º Encontro Anual de Ensino Superior (Enaens), inserido no 31º Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe 2026). A atuação da Unoeste neste segmento foi colocada em relevo. O evento ocorreu durante a manhã desta terça-feira (20) no auditório Azaléia, no campus 2 da universidade, em Presidente Prudente.

O fórum foi conduzido e mediado pela professora doutora Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos, inicialmente com as apresentações do Núcleo de Educação em Direitos Humanos (Nedhu) e do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), respectivamente por seus coordenadores, o professor doutor Tchiago Inague e a coordenadora da Rede de Bibliotecas Unoeste “Cecília Guarnieri Denari”, Regina Rita Liberati Silingovschi.

No histórico do Nedhu, apresentado por Tchiago, constou a sua criação em setembro de 2021, para práticas de desenvolvimento humano nos campis da Unoeste em Presidente Prudente, no oeste paulista; Jaú, na região central do estado; e Guarujá, no litoral; e nos polos de apoio presencial do ensino a distancia (EAD). Atua no atendimento as demandas do Núcleo Institucional de Desenvolvimento Pedagógico (Nidep) e mantém parcerias com o NAI.  

O NAI foi criado em portaria institucional de 2013, voltado a contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e humana para todos; trabalhando junto aos alunos a inclusão e os direitos humanos sobre educação, saúde, respeito e o ir e vir. Acolhimento no sentido de tornar tudo o mais fácil possível; e a inclusão no âmbito da participação efetiva e respeito às diferenças. Em síntese, o NAI atua para garantir conexão à acessibilidade e inclusão, como garantia plena dos direitos humanos.

Inclusão como direito

Dentre os debatedores e na condição de convidado externo, o promotor da Infância e Juventude, Dr. Marcos Akira, tratou da inclusão como direito, dignidade e responsabilidade de todos. Logo no início de sua fala apresentou o questionamento de que a sociedade em construção aceita os direitos no papel, mas não consegue garantir o exercício da vida real. Disse que inclusão não é caridade, mas sim uma obrigação jurídica e moral.

A escola e a universidade foram destacadas como espaços de transformação, capazes de criar condições de participação, aprendizado, desenvolvimento da autonomia e construção do próprio projeto de vida. Falou sobre o desafio de combater o preconceito e as barreiras invisíveis; na atuação da rede de proteção formada pelos setores da educação, saúde, assistência social, justiça, empresas, instituições de ensino superior, famílias e comunidade, que precisam agir ordenadamente.

Foto: Homéro Ferreira Parte do público participante do 2º Fórum de Inclusão e Promoção dos Direitos Humanos
Parte do público participante do 2º Fórum de Inclusão e Promoção dos Direitos Humanos

A pedagoga do NAI, Ana Luísa Freitas Iégas Pacito, manifestou o seu entendimento, como sendo positivo, de ver cada vez mais neurodivergentes no ensino superior, para os quais o núcleo oferece as adaptações necessárias para que se desenvolvam no ensino superior. O fluxo de atenção em promoção da inclusão inicia com a autodeclaração, a escuta qualificada, identificação de barreiras e todo um percurso que chegam aos professores. Assim, entende quer no universo da inclusão é muito importante o acolhimento.

O doutor em fisioterapia e professor no curso de Educação Física, Carlos Augusto de Carvalho Filho, discorreu sobre suas experiências acadêmicas, no âmbito da administração pública e no desporto paralímpíco. Contou que está conversando com o coordenador geral da Pós-graduação Lato sensu, professor doutor Heliard Rodrigues dos Santos Caetano, sobre propostas de cursos de pós-graduação e de extensão acerca da inclusão.

Ecossistema de inclusão 

Referente a Unoeste, o Dr. Marcos Akira afirmou se tratar de uma das melhores universidades do Brasil, que sempre olha para o futuro, “para um norte extremamente promissor”. Fala de quem conhece a Unoeste de perto, na qual atuou por 15 anos como professor. Ao fazer a síntese de seu pronunciamento, citou as necessidades de mais inclusão, mais direitos e maios futuro; parabenizando a Unoeste por seu olhar lá na frente, inclusive na inclusão e direitos humanos.

A afirmação do Dr. Carlos Augusto foi que a Unoeste saiu na frente da lei, no que diz respeito à criação do NAI; por sua missão, propósito e promoção do pertencimento.  Citou as diferentes ações de extensão e as premiações com o Selo Amigo da Pessoa com TEA, sigla de transtorno do espectro autista, conquistadas junto ao governo estadual. Citou o fato de ter sido coordenador municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, para dizer que 70% do que foi feito no município tem a contribuição da Unoeste. 

Manifestação de gratidão à universidade foi registrada com as citações do pró-reitor Acadêmico, Dr. José Eduardo Creste, e da coordenadora pedagógica institucional professora Darcy Alessi, presentes no fórum cujo debate se apresentou como extremamente enriquecedor. A Dra. Danielle citou produções de pesquisas sobre o NAI, no mestrado e doutorado em Educação, com uma delas entendendo a Unoeste como um ecossistema de inclusão.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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