Rodrigo Koxa: o desafio de seguir surfando novas ondas
Atleta de Guarujá relembra apoio recebido desde 2018 e relaciona sua trajetória no esporte à presença, à conexão pessoal e à busca pela felicidade
Aos 47 anos, o surfista profissional Rodrigo Koxa, de Guarujá, voltou ao topo do surfe mundial de ondas gigantes. Em setembro, conquistou o bicampeonato mundial e nesta semana ele desembarcou na região para visitar a Unoeste, universidade da qual é embaixador desde 2018. Na quarta-feira (21), ele participou de uma roda de conversa no campus 2, em Presidente Prudente e, nesta quinta-feira (22), conheceu o campus 1, onde conversou com a imprensa e colaboradores.
Recordista mundial por surfar a maior onda já registrada na modalidade, Koxa destacou a importância de contar com uma parceria que permaneceu ao seu lado mesmo depois da primeira grande conquista. “Quando eu consegui vencer em 2018 e me tornei campeão mundial e recordista, muita gente que me amava falava: ‘Você conseguiu, venceu, chegou ao máximo. Está bom, né? Você para’”, relembrou.
A trajetória, porém, não terminou naquele recorde. O atleta continuou treinando, enfrentando desafios e buscando novas ondas. “Eu nunca falei que pararia de surfar”, afirmou. Para ele, o recente título mundial também representa a força de quem acredita em um projeto e acompanha uma carreira ao longo do tempo.
Parceria que atravessa conquistas
Um dos espaços visitados no campus 1 foi o Laboratório Nexus, ambiente recém-inaugurado que foi concebido para apoiar a preparação de estudantes para avaliações como o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e o Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de receber alunos e instituições parceiras para atividades de ensino. Na ocasião foi recebido pelo pró-reitor Administrativo da Unoeste, Guilherme de Oliveira Lima Carapeba.
“É uma honra ter o Rodrigo Koxa como embaixador da Unoeste. Sua trajetória mostra que as grandes conquistas exigem coragem, perseverança e disposição para enfrentar as ondas da vida. Temos orgulho de caminhar ao lado de alguém que continua buscando novos desafios e levando essa história para o mundo”, comenta.
Koxa conta que a parceria começou quando ele já era campeão mundial. Desde então, diz nunca ter sentido cobrança para conquistar outro título. O apoio, segundo ele, funcionou como incentivo para continuar. “Eu nunca tive essa cobrança da Unoeste, se eu tinha que ser campeão de novo ou não. Só que, dentro de mim, ter uma parceria como a Unoeste sempre me colocou numa paixão”, relatou.
Ao voltar da Califórnia com o bicampeonato, o surfista fez questão de dividir o resultado com quem o acompanha. “O título é nosso. A gente conseguiu junto, porque ter quem acredita na gente é muito bom, muito gostoso”, destaca.
A universidade e a transformação de Guarujá
Morador de uma cidade litorânea e turística, Koxa também observa os efeitos da chegada da universidade no município. Antes, segundo ele, muitos jovens precisavam deixar Guarujá para cursar uma graduação em Santos, São Paulo ou cidades do interior. Hoje, percebe um movimento diferente, com estudantes de outras localidades indo para o litoral em busca de formação superior.
“Isso muda toda a economia da cidade. Ela deixa quem tem condição de crescer lá, em vez de afastar, e acaba aproximando profissionais que estão se capacitando e entendem que o Guarujá é uma cidade maravilhosa”, avaliou.
Na visão do atleta, a presença de uma instituição de ensino superior amplia as oportunidades para quem deseja estudar e construir a vida na própria cidade. Ele também destaca o valor de uma parceria que não se limita ao período de maior visibilidade de um esportista.
“Eu entendi uma faculdade que não abandonava o ídolo. A gente vê muito hoje os ídolos de uma história ficando mais velhos e sendo esquecidos. E foi o contrário com a Unoeste. Isso me fortaleceu também”, afirmou.
A próxima onda é o que mantém o propósito
Para Koxa, a conquista de 2018 poderia ter sido interpretada como o ponto final de sua carreira. O curta-metragem Déjà Vu, que ele convida o público a assistir em seu canal no YouTube, aborda justamente essa ideia de superar expectativas externas e continuar em movimento. O filme também concorre a prêmios, segundo o atleta.
A relação com o surfe mudou ao longo dos anos. No início, o objetivo era conquistar títulos e estabelecer recordes. Hoje, embora as vitórias continuem importantes, ele diz que o principal motivo para voltar ao mar é a conexão que encontra durante a prática esportiva.
“A onda gigante, para mim, é essa conexão máxima com o maior desafio hoje da humanidade: a felicidade. A felicidade hoje, eu acho que é o agora. Quando a gente consegue estar presente no agora, você é feliz”, explicou.
A preparação para surfar ondas gigantes envolve uma equipe especializada, com pilotos de jet ski e outros profissionais que dão suporte ao atleta. A modalidade exige estrutura e planejamento para enfrentar condições extremas. Mas, para Koxa, existe também uma dimensão pessoal: a possibilidade de se concentrar inteiramente no momento, deixando de lado as preocupações com o passado e o futuro.
“Eu sinto que estou dançando com Deus. E dançar com Deus é essa conexão, essa busca de viver o presente da melhor maneira possível, conectado com a sua alma”, disse.
A mensagem que leva para outras pessoas é que cada uma encontre sua própria forma de viver essa experiência. Pode ser no esporte, na música, na dança ou em qualquer atividade que permita dedicação e presença. “O que eu aconselho para todo mundo é que cada um busque o seu dançar com Deus, que ninguém deixe isso passar”, concluiu.
Trocando experiências e conhecimento
Na noite de quarta-feira (21), dentro da programação do Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe) 2026, Rodrigo Koxa participou da roda de conversa “Habilidades e Competências para um Mundo em Transformação”, promovida pela Faculdade de Engenharias e Arquitetura e Urbanismo da Unoeste, no Auditório Azaleia, no campus 2, em Presidente Prudente. Ao lado da professora Dra. Aline Cacozzi, do campus de Guarujá, o surfista compartilhou experiências da carreira profissional, marcada pelo enfrentamento de ondas gigantes, e reflexões sobre persistência, propósito e a importância de desenvolver habilidades para lidar com desafios e mudanças.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste